TITLE DESIGN
O genérico de abertura - opening credits - pode ser o momento mais importante num filme. Para além de trailers e elementos de marketing, são as primeiras imagens que um espectador vê quando as luzes se apagam. Os genéricos são por muitas vezes a última coisa na mente de um realizador, e para os produtores são geralmente algo a fazer o mais barato possível. Enquanto que a pós-produção custa cada vez menos no orçamento, a tecnologia necessitou produzir estas sequências cada vez mais acessíveis e generalistas. Uma segunda vaga de designer começaram a emergir. Nesta categoria há dois nomes incontornáveis a não esquecer:
Saul Bass (a referência do passado) e
Kyle Cooper (o génio da actualidade).
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Primeiro de tudo, alguns exemplos de memoráveis e clássicas sequências de créditos iniciais:
Série James BondNão me façam falar nestes clássicos... Maurice Binder, a mente por detrás da grande maioria dos genéricos de 007 foram muito criativos e coloridos no início, mas com a mudança para Daniel Kleinman logo evoluíram para o digital, acompanhando as novas tendências digitais. Desde "Dr. No" a "Die another day", é ver com os próprios olhos, é ver para crer... Espantoso! Descubram tudo
AQUI.

Star Wars
Quem não conhece esta famosíssima abertura? A frase "A long time ago..." seguido do Título colossal e épico STAR WARS. Pouco depois, o prólogo atravessa todo o ecrã até desaparecer na escuridão do espaço, para depois centrar a acção numa nave que se aproxima. Revolucionou o modo de abrir um filme, antigamente com os clássicos e obrigatórios créditos iniciais de toda a equipa técnica...

The Pink Panther
Da "DePatie-Freleng Enterprises", o genérico colorido acompanhado pela famosíssima melodia de Henry Mancini até gerou uma série com a própria pantera animada. Muita da futura animação passou por aqui...

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Sem ordem de preferência, aqui vão alguns dos mais interessantes:
Casino
Com Saul Bass ao lado de Martin Scorcese, regularmente parceiros neste tipo de trabalho, criaram um espectáculo visual: de Niro entra no carro, este explode com ele no seu interior e as luzes de Las Vegas fundem-se com o corpo à deriva pelos ares. Podem ver toda a sequência fotográfica AQUI!


Enemy of the stateQual vídeo experimental, onde duas imagens não dariam para ilustrar a sequência.A videovigilância como Big Brother aéreo é o tema de abertura, uma amostra das possibilidades das agências governamentais do filme em questão. Um “COPS” à MTV tipo videoclip, que iniciou aqui o estatuto de Tony Scott como estilista visual: O tratamento da imagem com tons monocromáticos e clips retalhados.

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Catch me if you canDesign muito retro, homenageando os clássicos de Saul Bass e relembrando os da Pantera cor de rosa. Criado pelos franceses Olivier Kuntzel & Florence Deygas, com uma proposta de Spielberg: A de mostrar em animação um jogo do gato e do rato.

Fiquem (muito) atentos ao genérico: É que passa tão despercebido e é tão discreto durante a abertura que acaba por resultar muito bem, quando integrado no filme. Os créditos aparecem em forma de sombras, reflexos e jogos de luzes.
Monty PythonCriados por Terry Gilliam, há actualmente uma reutilização deste estilo de animação no genérico da famosa série
"Desperate Housewives".
Delicatessen
A ideia de usar objectos (ou símbolos) ligados a cada área/profissão dos creditados, tornou-o diferente dos demais. Jeunet repetiu a experiência em "Fabuloso destino de Amélie".
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Actualmente a presença mais poderosa e criativa dá pelo nome de
Imaginary Forces, gerida por Kyle Cooper, a mente por detrás de títulos como True Lies, Mission: Impossible, Eraser, Twister, The Mummy, entre muitos outros... Os créditos iniciais que se seguem saíram dos "dedinhos" desta malta:
Seven Este já um clássico, inspirou muitos outros do mesmo estilo. Kyle Cooper ergueu um design largamente seguido posteriormente. Este Title Design de Seven foi já chamado de “obra-prima de demência” onde o visual sombrio, psicótico e macabro cria uma sequência de antologia para a história do cinema.


Vejam
AQUI!
MimicO “irmão” de Seven, demonstrou mais uma vezas potencialidades do novo método de Kyle Cooper, com estilismo “sujo” e imagens retalhadas que compõem o vídeo. A partir daqui todos o quiseram imitar...


Dead man on campus
Manual em formato exame escolar de como matar/suicidar alguém. Tão divertido como perigoso, este esquema utiliza várias simbologias dos testes académicos para demonstrar tais tendências cruéis.


Vejam
AQUI!BedazzledIntrodução cómica, em que um “olho vivo”, qual Big Brother, caracteriza prontamente com análise-relâmpago cada indivíduo que por ali passa. Foi um daqueles genéricos que tive de rever por várias vezes, sem que com isso perdesse interesse.


Vejam
AQUI!DaredevilInteligente efeito o de usar as luzes dos edifícios transformando-as em linguagem braille, para depois formar os caracteres creditados. Simples e objectivo.


Vejam
AQUI!