29/05/09

Equação Aritmética

Corre Lola Corre!
(Todo o filme é uma correria, com a actriz principal sem parar)

+
Speed
(O autocarro nãopode parar, senão explode)

=
CRANK
(Entre tanta correria, Chev Chelios não pode parar, sob risco de morrer)

28/05/09

TREKKIES



Somos todos Trekkies agora...
E agora que o Star Trek de JJAbrams é um sucesso e toda a gente se divertiu e adorou, fica tudo agarrado às novas aventuras da equipa da Entreprise.

Os verdadeiros Trekkies, os originais, os fanáticos já enraizados na mitologia da saga é que não vão gostar nada. Mesmo nada! Então devem pensar eles, agora que isto se tornou num circo mediático é que os outros já gostam? Ser fã de algo à margem da popularidade é que é... E de coisas que pouca gente gosta também.

Faz-me lembrar quando toda a gente descobriu a banda rock MUSE, eu não estava a gostar muito da conversa. Expus os mesmos argumentos que os anteriores mencionados. Então agora é que vem toda a gente dizer que é bom? Agora todos vestem a camisola, todos ficamos iguais uns aos outros... Apesar disso ter um lado positivo (há mais concertos deles em Portugal), é sempre chato ter que vir dizer "Então afinal eles são bons, não são?...". Não digo, pronto!

E quanto ao Star Trek, venham lá eles! Mas não pensem que me torno num daqueles paranóicos da saga, como aquele que decorou a casa como a nave USS Voyager.

26/05/09

Cinepédia - BOX-OFFICE

O cinema está repleto de expressões invulgares, de uma gíria cinematográfica, vulgo calão. Os artistas e críticos acabam invariavelmente por classificar os clichés cinematográficos com vocabulário...
O uso constante destes engenhos narrativos veio a criar a Cinepédia.




Box office
Dá-se início deste mês a “silly season” (que se regista entre o primeiro fim de semana de Maio e a primeira segunda-feira de Setembro), que com isso aparecem os blockbusters devoradores de bilheteiras. Grandes orçamentos, enormes estratégias de marketing e uma avalanche de campanhas publicitárias para tornar o seu filme mais visto que o do vizinho.
É portanto inevitável hoje em dia não acompanhar o vocabulário anglo-saxónico usado nestas andanças, contextualmente intraduzível para português.

O box-office traduz-se pelo montante total de receitas de bilheteira conseguidas por um filme durante a sua exibição em salas de cinema. Abreviado de “B.O.” e conhecido também por “gross”, varia de alcunha dependendo do rendimento de cada obra, nas tabelas milionárias: Em caso de sucesso, expressam-se por “click” ou “sleeper” (no caso de sucessos inesperados). Se um filme se tratar daqueles filmes impossíveis de falhar e resultar em tremendos proveitos monetários, ele passa a chamar-se de “cash-cow” (relativo a “vaca sagrada”). Essa “cash-cow” passa a criar uma nova franchise, muito na moda estes últimos anos... Essa franchise gera outros filmes de sucesso (sequelas, spin-off’s e mesmo merchandise) para se registarem produtos de igual ou maior êxito, tudo em bom nome do dólar.

Como os lucros nos Estados Unidos se contabilizam em milhões de dólares (e não em número de espectadores, como seria lógico), a barreira psicológica torna-se ainda mais pesada, com as inflações a elevar os montantes. Mas também a alegrar as companhias graças aos óbvios recordes de bilheteira batidos (devido a essa mesma inflação). Acontece então que tanto os orçamentos de produção aumentam como também as receitas de bilheteira desses filmes, em caso de adesão.

Em economia e gestão, o termo “break even” usa-se para explicar o ponto em que custos e receitas se igualam, quando não há nem prejuízo ou lucro. Se um filme que custou 100 milhões acumular esses 100 milhões em salas, então atingiu o tal “break even”. Exemplo maior é o de Titanic, caso em que os produtores alarmados com o custo da obra de 200 milhões, planearam um lançamento com o objectivo de atingir o “break-heaven” e assim evitar os prejuízos. É sabido que Titanic não só atingiu esse patamar, como o triplicou, para regozijo dos investidores. Nesse ano antes da estreia, o filme de Cameron era já erradamente e de forma precoce apelidado de prejuízo. As conclusões precipitadas deram lugar ao sucesso conhecido e assim afastar as obrigatórias alcunhas dos falhanços de box-office: Bomb, Turkey, Flop...

Estes casos, normais a cada ano que passa, têm diversas explicações. Desde pura e simplesmente se tratar de um mau filme (Ishtar), de um elevado custo da obra interferir com o menor ganho final (grande exemplo, o de Waterworld) ou o confronto directo com uma estreia mais forte (como o erro de estrear Last Action Hero uma semana depois de Jurassic Park)...

Mas há-os que dão a volta por cima, como Waterworld e Kingdom of Heaven que conseguiram posteriormente ultrapassar o fracasso comercial graças ao VHS e DVD, respectivamente. Invariavelmente, há sempre algumas épocas piores que outras, que permitem que algo corra mal nas bilheteiras. É um “Box office slump”, ocasião em que um grande número de blockbusters de maiores dimensões falha no box-office, resultando num decréscimo acentuado nos valores totais do final do ano. A média de cada ano vem subindo regularmente, sendo que por alguns anos a tendência se quebra por motivos diversos.

Claro que é relativo falar em receitas e prejuízo quando não incluímos nas contas o mercado internacional, o lucro dos DVD’s, direitos televisivos e qualquer outro mercado capaz de acumular lucro. Porque os grandes distribuidores e verdadeiros gestores de bolsa, esses, nunca ficam a perder...




Saiba também que...
Nichebuster

Caracterizado por um filme de proporções mínimas (em orçamento, marketing e planeamento) que tem como objectivo alcançar o seu público-alvo, o seu pequeno “nicho de mercado”. Não é intenção de alargar para um conceito mainstream ou de o promover entre o público geral. É o oposto de Blockbuster.


Artigo originalmente publicado na TAKE nº3, Maio 2008

23/05/09

BRAAAIINS... TWO!!

Porque os zombies são matéria para gargalhadas...Aqui vai mais uma (mais cinéfila).


Zombie of Oz, by Dean Fraser

(E aqui outra versão)

21/05/09

LOST RECAP. Série 5


Se se sentem Perdidos em LOST, sugiro que leiam esta opinião publicada no fórum dedicado a LOST, no orkut brasileiro. O indivíduo, fanático (e deveras inteligente), recapitula o episódio duplo com uma certa visão para o que poderá ser a 6ª temporada e como poderá concluir todo um desfecho da série.

Para quem não segue a série, não liguem às nossas paranóias.
Para quem segue mas AINDA NÃO VIU até ao 17º episódio da 5ª temporada, salte logo os olhos daqui (e vá a correr descobrir).
E para quem, já como eu sabe do desfecho e espera ansiosamente pelo seu reinício, leia (delicie-se) com este longo mas interessantíssimo texto que transcrevo de seguida, a partir do blog Dude We are Lost:






Por Rafael Savastano


É inevitável que o comentário sobre esse Season Finale se transforme num comentário sobre a temporada em si, mas vou tentar separar as análises para não me atropelar.


Antes de mais nada, a quinta temporada em si não foi tão boa quanto seu início prometia. Tanto é que eu nem tive muita vontade de comentar os episódios depois de "Life and Death of Jeremy Bentham," "Dead is Dead" à parte. Agora que a temporada já terminou e pode ser analisada como um todo, fica claro que os produtores não souberam como conduzir a história dos Losties na década de 70. Estabeleceram uma premissa ótima (a de Sawyer e cia. terem encontrado um lar entre os membros da Iniciativa Dharma), mas depois do retorno dos O6 parece que tudo descambou. Muitas bolas boas foram levantadas mas ninguém cortou. Em momento algum me senti envolvido pelo plot ridículo do Little Linus, Sayid tirou férias da série (o Naveen Andrews sempre esnoba tanto Lost que eu começo a querer que ele não volte para a sexta temporada, pelo menos não se for pra ficar atuando por telefone desse jeito), Jack ficou completamente ridículo, Kate foi totalmente apática (pra alguém que voltou pra procurar a Claire, ela fez algo nesse sentido o impressionante número de ZERO vezes desde que chegou). Sawyer e Juliet eram a única coisa que despertava meu interesse, mas só eles e o alívio cômico de Hurley e Miles não foram suficientes pra vencer o tédio que dominou o núcleo Dharmaville. As coisas começaram a melhorar com a volta do Faraday, mas já tava tão perto do fim que eu me forcei a esperar antes de voltar a comentar, pra não acabar mordendo minha língua.

Por outro lado, a história que REALMENTE empolgava, a ressurreição de Locke e a virada de mesa dele sobre Ben, foi administrada a conta-gotas. Acho que não custava nada ter balanceado as coisas, botado um pouco mais de enrolation no núcleo Ben-Locke e enxugado mais o núcleo Dharma. Não é como se eles não soubessem dar ritmo a uma temporada, a quarta foi excelente do início ao fim, claramente planejada. Essa quinta, nem tanto. Mas claro que ainda está anos-luz à frente da sofrível terceira temporada, que isso fique bem claro.


Agora, Lost tem uma característica muito engraçada, que eu sempre comento: os finales às vezes são tão diametralmente opostos, em termos de qualidade, ao resto da temporada que eu me sinto tentado a dar um shift neles e considerá-los parte da temporada seguinte. Não o da primeira, claro, que foi absolutamente linear e condizente com o resto, e nem o da quarta (segunda melhor temporada na minha opinião, lá em cima com a primeira), que foi o desfecho de um arco narrativo magistralmente conduzido. Mas os finales da segunda e da terceira temporadas são muito chocantemente diferentes do resto. O da segunda temporada foi uma decepção enorme para mim. Conseugiu praticamente destruir o que tinha potencial para ser a melhor temporada de todas. E por isso eu costumo fingir que ele é na verdade o season premiere da terceira temporada, que é aquele lixo que todos conhecemos. PORÉM, entretanto contudo, o season finale da terceira temporada é o MELHOR. FINALE. DA. HISTÓRIA. Não falo só de Lost, mas de todas as séries que eu assisto, e provavelmente de todas as que eu nunca assisti também. A terceira temporada foi pegando fôlego da metade em diante, mas nada que justificasse um episódio tão bom. Por essa razão, eu considero o finale da 3a como o season premiere da 4a temporada.


Pois bem. Ainda não sei como será a sexta (e última) temporada de Lost, mas já estou totalmente inclinado a considerar o 5x16/17 como parte dela. E não apenas porque é um episódio que, a exemplo do finale da 3a temporada, modifica COMPLETAMENTE o assunto da série - e de um modo positivo, acrescento! - como também porque a cena inicial dele é melhor do que qualquer cena incial de temporada até hoje. A cena entre Jacob e - posso explanar? Ninguém ainda pescou? - seu irmão Esaú sentados na praia, observando a chegada do Black Rock... aquele diálogo sobre Esaú odiar Jacob e precisar desesperadamente matá-lo, a noção implícita de que ele não pode fazê-lo diretamente (reforçada pela menção ao loophole, literalmente uma brecha na lei, nas cenas finais), todas as peças se encaixando. "Deus ama você como amou Jacó." COMO ninguém cantou essa bola naquela época distante de 2007? Como os produtores conseguiram fazer esse "a-há!" mesmo com a série sendo constantemente analisada e esmiuçada por milhões de cérebros ao redor do mundo?


Eu digo como. Um truque sujo. Eles convenientemente nunca insinuaram, nem de muito leve, que havia outra entidade na ilha além de Jacob. A guerra milenar entre eles dois foi referenciada de forma que TODOS pensassem ser uma guerra entre Widmore e Linus, que agora percebemos serem apenas capangas disputando o middle management. É um truque que eu sempre soube que iria rolar - na verdade, TORCIA para rolar, porque essa é a única forma de fazer uma revelação chocante em um mistério que todo mundo já revirou e re-revirou, definir uma peça do quebra-cabeças que, retirada do lugar, inviabiliza totalmente o encaixe das outras, e só entregá-la na última cena. Damon, Carlton, desculpem por eu ter duvidado de vocês. Vocês sabem o que fazem, no fim das contas!


De fato, "The Incident" é o primeiro episódio em muito - MUITO - tempo, em que eu senti que as revelações não foram inventadas na última reunião de roteiristas. A quarta temporada havia recuperado minha fé em Lost como obra de entretenimento, mas foi esse episódio que recuperou também minha fé na série como um mistério coeso. Tudo isso havia ido por água abaixo no fim da segunda temporada. Agora, eu estou até teorizando - alguém me interne! E sim, eu tenho plena consciência que os mesmos elementos que me fizeram pirar nesse season finale vão fazer muita gente abandonar a série, com o mesmo ódio que eu senti no fim da segunda temporada. Mas todo mundo sabia que a revelação final do que está em jogo alienaria muita gente, porque cada um tem a sua história própria na cabeça. Eu, por exemplo, reviro os olhos à idéia de uma força magnética que parte avião (de alumínio) no meio sem engolir todas as outras coisas de metal num raio de kilometros antes... mas com todo bom nerd de quadrinhos (coisa que Damon Lindelof também é, e esse finale é a prova disso), eu tenho por lei que releitura de mitologia do velho testamento, muito como molho Shoyu, deixa TUDO mais gostoso =P Então me perdoem os que ainda tinham esperança de uma explicação lógica e científica. Chorarei uma única lágrima de solidarieadade a vocês, mas vou continuar achando Lost ainda mais foda por ter seguido o caminho que seguiu.


1180 palavras digitadas já, e eu ainda não saí da primeira cena! Mas tudo bem, porque essa cena é praticamente todo um episódio - talvez toda uma série - contida em si, a análise do resto não vai ser tão esforçada, prometo.


Existem três histórias sendo contadas em "The Incident." A primeira, a mais importante e chocante, é sobre Esaú e Jacó. A história de Esaú fica subentendida, cabe ao telespectador revisitar cada aparição, cada fantasma, cada manipulação dos últimos 5 anos e descobrir o que era picuinha Ben/Charles e o que era parte do esquema mirabolante de Esaú para escapar de sua prisão de cinzas (tô chutando aqui, ok, pode não ser isso mas eu tenho muita fé que era ele preso na cabana, ele que pediu socorro ao Locke, ele que encarnou o Walt fantasma e levou o careca a sacrificar seu corpo para tomar seu lugar). Mas aí temos Jacob, fazendo sua lista. Jacob escolhendo, a dedo, quem seriam seus salvadores, sua apólice de seguros. As pessoas que iriam ao passado reverter toda a zica e impedir que seu irmão desse cabo de sua vida. Há quanto tempo eles jogam essa partida de xadrez com os mortais? Se tem algo que eu acredito que será o tema central da sexta temporada, é esse embate eterno, quais são suas regras, como Esaú as burlou, e como Jacob escapou de rodar. E, principalmente, o que ele vai fazer sobre o assunto.


Aliás, no fim das contas Christian não era mesmo Jacob. Christian, como todos os outros cadáveres da ilha, era Esaú fazendo seu mindfuck cuidadosamente calculado, em todos os others, losties E telespectadores. Isso é o quão bom foi a reviravolta guardada por Darlton para esse finale - horas depois, tendo dormido e acordado sobre o assunto, ainda ficam surgindo estalos na minha cabeça conforme o quadro geral vai sendo montado.


A segunda história, o desfecho do plano de Esaú, é assustadora simplesmente porque, pela primeira vez na vida, eu tive MUITA PENA de Benjamin Linus. Ele pode ser o maior e melhor manipulador filho da puta desse mundo, mas ali, sob a sombra da estátua, ele está sendo um joguete patético de duas entidades muito, muito superiores a ele. Ele é uma ferramenta. E o ódio dele, ao final, é mais do que justificado. Claro, ele poderia ter parado 5 minutos para avaliar a loucura de tudo aquilo, mas ele já estava quebrado. A "ressurreição" de Locke, a Alex, as feridas cruelmente reabertas... Benjamin Linus é apenas humano. E, como um bom humano, ele seguiu o destino traçado para ele, mesmo sem saber as intenções de quem o traçou. Ben é a verdadeira vítima de Lost.


Já a terceira história, de como a função do retorno dos O6 era, na verdade, para salvar a vida de Jacob, foi a que menos me convneceu. Não que eu não ache maravilhosa a forma como ele foi tocando cada um (mais o Sawyer), em diferentes partes da vida, para que tudo convergisse naquele momento crucial. O que eu não engoli mesmo foi como Jack Shepherd, cirurgião juramentado, com uma tendência irreversível de querer proteger e consertar tudo e todos, resolve explodir um dispositivo termonuclear de um impulso porque... tá com dor de corno?! Agora, subitamente, a falta que ele sente da Kate justifica um possível genocídio porque um físico maluco disse que TALVEZ isso apague o que eles viveram juntos (ou senão, pelo menos morre todo mundo e acaba a cornitude)? É como "Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças," com tiros e explosões nucleares. E sem a sensibilidade - ou o sentido - do filme, claro. Pra piorar, eis que logo a Juliet resolve reforçar essa idéia porque teve uma crise de baixa auto-estima ao ver Sawyer e Kate brincando de dupla dinâmica. Jules, pelamor! Meus pais também são separados e eu nunca quis matar / apagar a existência de ninguém porque a relação não deu certo, vai? Menos, bem menos!

Mas enfim. Reconheço que o quadrângulo amoroso pode ter sido também alimentado pelas manipulações de Jacob para garantir que todos estivessem na merda e sem nada a perder quando chegasse a hora de transformar o plano maluco em realidade. E o quão esquisito é o fato de a única voz da razão em tudo isso ser... Sawyer?!


No fim das contas, muito do que eu estou conjecturando aqui é somente isso, uma conjectura. Os produtores e roteiristas quiseram deliberadamente nos deixar por um ano sem a MENOR idéia do que vai acontecer. Mas eles deram pistas. A melhor, pra mim, é a dada nos créditos iniciais, em que a autoria do roteiro é dada separadamente para a primeira e segunda partes, sendo a parte 1 escrita por "Damon Lindelof e Carlton Cuse" e a parte 2 por "Carlton Cuse e Damon Lindelof." Piada sem sentido, ou uma indicação de que as coisas agora estão no reverso, e que tudo será efetivamente desfeito? Fico com a segunda opção, até porque Darlton já tinham avisado que a sexta temporada "destruiria tudo que a quinta construiu." Mas ainda tem 16 episódios pela frente, e caso o plano de Jacob tenha dado certo e seu assassinato tenha sido apagado, o que restaria para contar? Um ou dois episódios de recapitulações, flashbacks e explicações minuciosas pros telespectadores mais "lentos" dariam conta do recado.


Eu tenho um palpite - um chute, mesmo - de que Desmond, que esteve tão sumido nessa temporada, será uma peça chave da sexta temporada. Talvez ele seja a única pessoa que se lembra do que aconteceu nessa linha de tempo, e vá ser ele o responsável por caçar os Losties e contá-los dessa vida alternativa que eles levaram. Agora, por que ele faria isso, eu não sei. Confesso que estou no escuro quanto ao gancho motivador da última temporada. Talvez Jacob queira virar o jogo e se livrar de Esaú para sempre? Ou talvez ainda falte alguma coisa para que o destino daquela ilha, como ele divisou, seja cumprido. Não sei mesmo. Estou tão no escuro quanto cada um de vocês. E sempre tem a possibilidade de nos sacanearem, a bomba ter explodido e não alterado nada, todo mundo que morreu ter morrido mesmo, e agora Esaú ter uma agenda maligna a cumprir sem a sombra do irmão mais novo. Eu pessoalmente acho essa opção muito pós-apocalíptica, mas se for assim, beleza também. Estou disposto a aceitar o que os produtores quiserem me oferecer. Confio neles, outra vez. Quem fez o que eles fizeram nesse episódio, certamente tem bala na agulha para finalizar a saga.


Mas continuo secretamente torcendo para que a primeira cena da sexta temporada seja o olho de Juliet, pelada no meio do mato. Ei, aconteceu com o Desmond da última vez que deu um clarão na Cisne. É apenas justo =P


FIM! Arre. Quase uma tese de mestrado. Pelo menos vou ter 1 ano inteiro pra recarregar as baterias =P


FIM DE TRANSCRIÇÃO






De todas as teorias e comentários que tenho lido, é até agora a melhor análise do final da 5ª temporada.
Parabéns Rafael Savastano!

19/05/09

10 Mandamentos do Cinéfilo Purista

O que é um cinéfilo nos dias que correm? Apesar de haver quem discuta como um cinéfilo deve agir, o que deve ver e mesmo o que deve fazer em sociedade para reunir essas qualidades, um cinéfilo deve ter algumas bases fundamentais para se classificar como tal.
Com o tempo, fui reunindo algumas "leis" que tenho decidido serem importantes para o mais comum dos cinéfilos. Mas esta lista de dez resume o que um cinéfilo "hardcore" deveria acompanhar. Leiam e comentem. Faltará aqui alguma mais importante que as enunciadas?




1. Não contarás, explicarás ou proferirás em voz alta o final do Sexto Sentido.
Refere-se a contar o final a quem não tenha visto o filme. Abrange todo e qualquer twist-surpresa no final de qualquer filme.

2. Não confessarás ter visto The Grudge enquanto ainda não viste sequer The Exorcist.Ou American Pie em detrimento de Porky's, ou Notting Hill em vez de Casablanca... O cinema clássico é para ser descoberto. O passado faz parte da história e da memória da sétima arte. Não se é para esquecer ou fazer-se desentendido enquanto é habitual esse ir ao cinema ver absurdidades como Meet the Spartans, RedLine, ou tal.

3. Não falarás em voz alta ou ao telemóvel, comer pipocas e sorver o refrigerante como um alarve durante uma sessão.E aplica-se a tudo quanto possa incomodar o espectador do lado. Arrisca-se a ser alvo da fúria de uns quantos e ser expluso vergonhosamente pelo contínuo da sala. Ou ser a chacota lá no trabalho/escola devido aos vídeos colocados no youtube desses mesmos vergonhosos episódios.

4. Não considerarás a Paixão de Shakespeare como o justo vencedor dos Óscares em '99.
Quem não viu ainda O Resgate do Soldado Ryan está a infringir o mandamento nº 2. A partir daí e como já ninguém se lembra daquele filme com a Gwyneth Paltrow, é do conhecimento geral que o filme de Spielberg foi (e é) um dos melhores filmes jamais feitos.

5. Não seguirás a saga Star Wars por ordem numérica.Como qualquer indivíduo racional sabe, as aventuras dos Skywalker é para se seguir pela ordem cronologicamente produzidos: 4, 5, 6, 1, 2, 3. As revelações de ordem genealógica e a radical mudança de efeitos visuais tornam difícil uma melhor percepção de toda a saga para quem quiser seguir pelo capítulo 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
Eu próprio obrigarei os meus descendentes a seguir esta Lei do Cinema.

6. Respeitarás os gostos cinéfilos do próximo.Isso é sinónimo de não gozares ou fazer troça de alguém que diz ter gostado dos filmes do Harry Potter ou não achar o Dark Knight particularmente bom. Respeitar o outro é o respeitar-se a si mesmo. Críticos de elite incluídos (todos juntos no mesmo saco de pancada).

7. Assistirás e relembrarás Kill Bill como um só filme.
Kill Bill não são dois filmes, não é nenhum díptico, não tem sequela, nem nº1 e 2 no título. Kill Bill é filme de 4 horas e 7 minutos, Tarantino e os Weinstein decidiram estrear a metades com medo de ser considerado demasiado moroso.
Tal como se aplicou no passado a outros épicos como 1900 e Era uma vez na América, ambos lançados nas salas partidos ao meio.

8. Recusarás veentemente visionar King Kong de 1933 a cores.
Como alguns saberão, a técnica Film Colorization foi por algumas vezes utilizada em clássicos como este King Kong, Night of the living dead (1968) ou Casablanca (1942) - ou qualquer outro desta lista - E foi por diversas vezes criticado pela sua controvérsia em relançar filmes originalmente filmados a preto e branco. Se isso retira a sua aura de misério, ambientes trabalhados e contrastes intencionais, pior ainda se obtém no filme do gorila gigante: Os dinossauros passam a ser plasticinas verdes e rosas fluorescentes...

9. Resignarás a toda e qualquer obra dobrada e preferirás as versões legendadas.
Marlon Brando e Al Pacino perdem todo o fulgor vindo da boca de estranhos patetas e monocórdicos. Felizmente para os portugueses, o hábito é geralmente manter a integridade artística da obra. (Pode haver sim, uma tolerante excepção no caso da animação, mas com a promessa de virem a rever o filme na sua versão original)

10. Não renegarás à sala escura do cinema.Multiplex ou apenas a sala lá do bairro, este local de ritual é para se visitar regularmente. A pirataria é a tentação da facilidade e do abuso intelectual. O DVD, enfim, é o culto da preguiça.
Vai ao cinema!

17/05/09

Citroën cinéfila

A Citroën parece estar na vanguarda do cinema. Está de olho no que se pensa fazer no futuro em Hollywood e isso transpira completamente nos seus anúncios.
A prova?

Em 2006 lançavam a divertida e animada publicidade do C4 transformável (um piscar de olhos a um live-action de Transformers). Um ano depois estreava o filme de Michael Bay.




Hoje, podemos assistir ao novo anúncio da C3 Picasso Spacebox: É uma reinvenção dos Caça-fantasmas! Coincidência, agora que o terceiro capítulo tem pernas para andar em Hollywood?

14/05/09

Copy/Paste

<<Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma...>> LAVOISIER

SUPERHUMANOS
Todos eles têm forças sobrehumanas, distinguem-se do comum dos mortais. E voam...


SUPERMAN
Para além de voar, os seus poderes são imensos. Raios dos olhos, raio-x e é mais rápido que uma bala (e que a luz e o próprio tempo?). Nem sequer é humano: Krypton é o seu planeta.

Este será o único exemplo tirado da BD que utilizarei neste C/P, deixando de lado qualquer outro semelhante a este.


NEO
Para além de voar, consegue mesmo parar balas e ressucitar pessoas! He's the ONE. Mas infelizmente os seus poderes aplicam-se à Matriz, numa realidade virtual (mas no 3º capítulo, parte dos seus poderes aparecem no mundo real).



SONGOKU
Para além de voar, é o único que tem aptidões especiais como lançar energia concentrada (kamehameh!!) e teletransportar-se para qualquer local. Também não é deste planeta: Descendente de SuperGuerreiros do espaço, daqueles que vagueiam pelas galáxias.

Divulgar apenas este herói (e nem fazendo qualquer referência àquele em live-action do Evolution. Ups, acabei de o fazer...), onde os Gohan, Vegeta e Cia estão contextualizados sob o nome da série.


HANCOCK
Para além de voar, gosta de beber e tem o dom de irritar todos os que se encontram no seu perímetro. Com o tempo, passa a ser boa pessoa.





P.S.
Já agora, dêem uma vista de olhos a este confronto.
Quem acham que ganharia?

12/05/09

O ovo ou a galinha??

Uma pergunta quebra-cabeças para quem segue LOST de perto (quando digo "perto", digo aos últimos episódios da 5ª temporada):

Quando Alpert ajudava a cuidar do ferimento à bala na perna de Locke, ele deu uma bússola a Locke, com indicações de lha devolver na próxima vez que Locke o vir ("Because you left" S5 EP01).


Locke devolveu então, a Alpert em 1954 no seu acampamento, dizendo-lhe que lhe foi dada por ele mesmo ("Jughead" S5 EP03).


É em 1961 que a bússola volta a aparecer, quando Alpert vai de encontro a um jovem Locke e lhe apresenta uma série de objectos para escolher: Ele deveria ter escolhido a bússola, para assim provar que foi ele mesmo a dar-lhe no passado ("Cabin Fever" S4 EP11).


Quem deu a bússola a quem primeiro? Locke ou Alpert? A resposta é que foram ambos. Em períodos temporais diferentes.
Mas há um "senão". A bússola ficou presa num TimeLoop, num círculo vicioso, donde ninguém sabe quem a arranjou em primeiro lugar, donde ela apareceu, quais as suas origens...
É a típica pergunta já batida: Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

11/05/09

Cinepédia

O cinema está repleto de expressões invulgares, de uma gíria cinematográfica, vulgo calão. Os artistas e críticos acabam invariavelmente por classificar os clichés cinematográficos com vocabulário...
O uso constante destes engenhos narrativos veio a criar a Cinepedia.




Efeito Stormtrooper
(Síndrome Stormtrooper ou “Principle of Evil Marksmanship”)

Como todo o cliché de filmes de acção, o uso constante de situações de tiroteios em que os vilões perdem sempre a batalha, deve-se geralmente a um fenómeno: O efeito Stormtrooper. Esse efeito é causado pelos atiradores inimigos serem também maus na pontaria e os tiros inevitavelmente nunca acertam no alvo (os protagonistas, os heróis).
Imaginem a seguinte situação: O herói com uma arma na mão, corre desvariado para tentar escapar dos seus perseguidores. Os maus-da-fita em maior número sempre com má pontaria, carregados de Uzis despejam balas sobre o alvo falhando à esquerda e à direita. Enquanto isso, o herói vai-se refugiando independentemente das inúmeras munições disparadas que nunca lhe chegam a acertar. Incrivelmente, com explosões partindo de todos os lados, o herói despacha à bala do seu revólver com dezenas de mauzões, saindo do confronto ileso. Acabaram de assistir ao efeito Stormtrooper...
Esta situação é abusivamente utilizado em filmes de acção, westerns, artes marciais e é um dos tópicos mais criticado no conceito de cliché banal e incongruente perante a realidade.
O conceito tem origem na saga original Star Wars, derivado dos Soldados Imperiais de nome “Stormtroopers”. Independentemente do elevado número de soldados em comparação com os Rebeldes, de toda a panóplia de equipamento, armamento e treino militar, estes ainda assim acabam por ter uma inexplicável falta de pontaria. Apesar de provarem que têm sucesso perante “personagens mudos” (comuns figurantes), eles são incapazes de acertar nos protagonistas principais. Nota-se de facto em todos os três filmes da trilogia original da Guerra das Estrelas que estes soldados militares sofrem todos do mesmo mal. Desde a fuga no interior da Estrela da Morte, à fuga em Bespin ou na batalha de Endor contra os ridiculamente mal armados Ewoks, todas as ocasiões são boas para os Stormtroopers provarem a sua má eficácia.
Cunhou-se assim uma alcunha para as previsíveis sequências de tiroteio, já características de filmes do género. Exemplos diversos vão desde os Nazis contra Indiana Jones, a todos os inimigos de Rambo nas suas batalhas no estrangeiro, e outros tantos heróis como James Bond ou Batman... Apenas em momentos climáticos com o objectivo de criar tensão dramática é que o herói é atingido. É caso de Die Hard, True Lies e muitos outros.



Sacrificial lamb
No contexto metafórico, a ovelha (the lamb) é morta de alguma forma para uma causa maior, um sacrifício que rodeia as crenças religiosas de algumas tribos e culturas. Nos nossos tempos, num conceito mais cinematográfico, a expressão vulgarizou-se por meios de sequências de sacrifício humano quando ele se torna inevitavelmente necessário. Tipicamente a referência toca ao indivíduo que não tem hipótese nenhuma de sobreviver ao desafio e é ali colocado para um bem maior. O termo refere-se geralmente a um personagem secundário que o seu propósito final é o de morrer. Dignamente e heroicamente. Por vezes para a redenção de algum personagem menos “cooperativo” ou que de um certo modo tenha traído ou decepcionado os restantes. Noutros casos mais frequentes, o sacrifício parte de algum familiar, melhor amigo ou velho companheiro do protagonista. Através deste modo, um indivíduo que fica para trás para ajudar em Aliens, Starship Troopers e Deep Blue Sea leva a desenvolver para o confronto final entre o protagonista e o antagonista. Em outros casos, o sacrifício é motivos ainda maiores. Bruce Willis em Armageddon dá a pele à salvação do mundo inteiro.



Saiba também que...
Redshirt (camisola vermelha)
É o personagem-tipo que acaba por morrer logo nos primeiros minutos do filme muito antes de arrancar para a trama, indicando as ameaças que se irão desenvolver. O termo tem origem na série de culto F-C Star Trek de 1966, em que por diversos episódios, oficiais de segurança usam camisolas vermelhas e são geralmente mortos em missão em circunstâncias mais tarde explicadas. Nos tempos que correm, esta pista é empregue em casos de homenagem ou apenas por pura comédia.


Artigo originalmente publicado na TAKE nº2, Abril 2008

08/05/09

Elencos minimalistas

P2 é um pequeno filme de características muito peculiares. P2, parte da premissa de duas personagens. Duas apenas. Não precisou de muito mais para ter estreado nas salas. Mas não é o único. Esqueçam as multidões. Os mega épicos com centenas de figurantes e elencos recheados de estrelas cabotinas e pagas a peso de ouro. Por fora, encontram-se pequenas preciosidades, na sua maioria indie, que rejeitam qualquer número abusivo de actores em cena. E é com esta táctica que acertam em cheio. Um trunfo que parecendo inútil, evita perdas de tempo e acrescenta uma maior profundidade aos conflitos humanos.

É quando o cinema se serve de menos de meia dúzia. Trazem atrás um pequeno grupo de actores/figurantes que se contam pelos dedos de uma mão. É muito cinema independente à mistura, alguns blockbusters de grande qualidade a dar ao star-system uma grande lição de talentos. Daqueles ‘cabeças de cartaz’ que levam o filme às costas. Sem dúvida alguma que lhe reconhecemos o mérito, pelo maior grau de exigência.

Muitos projectos de iniciação de um qualquer realizador ou produções de baixo orçamento tomaram este sentido. Filmes como Le Dernier Combat, Solaris, The Edge, The Shinning e até o recente Wall-E apresenta poucos actores em cartaz. Sugerimos-lhe outros tantos filmes que poderão constatar que quantidade não é sinónimo de qualidade.

P2 (Franck Khalfoun, 2007)
(No parque subterrâneo: 2)
A dualidade de personagens. Homem versus Mulher. Psicopata versus vítima. O duelo joga a favor da complexidade psicológica. Com o medo e a obsessão frente a frente, a sobrevivência é o objectivo final. Clichés à parte, o thriller funciona sempre bem com estes confrontos. É o típico jogo do “gato e do rato”…


The Blair Witch Project (Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, 1999)
(No bosque: 3)
O filme sensação de Sundance nesse ano, com apenas três actores amadores e com apenas algumas noções do que deveriam fazer durante os dias de filmagem, por sua conta e risco. Bruxas não as vemos (os realizadores trataram de sugerir essa “presença”), mas vemos o pânico e desespero do trio confrontados com o sobrenatural invisível.



A lagoa azul (Randal Kleiser 1980)
(Numa ilha deserta: 3)
Um navio afunda-se. Três sobreviventes escapam, um velho e duas crianças. Numa ilha perdida no oceano, ficam sós, para acasos do destino sobrarem apenas os dois jovens primos. A partir daí transforma-se como um “Sexta-feira ou a vida selvagem” romântico, um dueto amoroso que conta com a presença de Brooke Shields. Tribos canibais e marinheiros ingleses juntam-se à festa para dar uns toques de exotismo.


Duel (Steven Spielberg, 1971)
(Pela estrada fora: 2)
Homem versus Máquina. Embora o medonho camião tenha um condutor agressivo e excessivamente teimoso, a verdadeira presença é dada pelas toneladas de chapa metálica que perseguem o pobre automobilista. Quanto ao nosso camionista paranóico, na verdade só lhe vislumbramos um par de botas… Empregados de café, gasolineiros e condutores de domingo não são relevantes.


Hard Candy (David Slade, 2005)
(Em casa: 2)
Ellen Page impecável (e implacável) no thriller psicológico que ambíguo de quem domina quem, qual dos dois é o predador e a vítima. As mentes chocam, as hostilidades trocam de mãos de tempos a tempos, com apenas breves interrupções de alguns intervenientes. A desorientação moral torna a resolução do caso cada vez mais ambígua, ali mesmo fechados entre as paredes de casa. E é a respiração ofegante que faz de banda sonora.


Misery (Rob Reiner, 1990)
(Em casa: 2)
Kathy Bates e James Caan desenvolvem este thriller escrito por Stephen King, um mestre do horror, mas também e principalmente de emoções no limite. A loucura representada numa mulher, contrastando com a vulnerabilidade de um escritor preso no mesmo local, faz da premissa um verdadeiro desafio mortal. O isolamento provoca actos de acção/reacção, numa busca pela liberdade e sobrevivência.


Nothing (Vincenzo Natali, 2003)
(No meio do nada: 2)
Aqui outro caso em que os restantes participantes actuam como figurantes falantes. O filme está, todo ele, nas mãos da dupla. Dave e Andrew ficam sós no mundo por razões inexplicáveis, qual pedido concretizado, ao desejar o impossível. Combina-se neste lugar a frustração emocional e a própria existência é questionada. Muito metafísico, portanto. Rodeados do vazio total, o mundo real não se vislumbra nunca mais, quanto mais algum actor extra que porventura possa aparecer. Resumindo, para além desses dois, nada mais.


Gerry (Gus Van Sant, 2002)
(No deserto: 2)
Os créditos finais registam apenas dois nomes: Gerry e Gerry. Casey Affleck e Matt Damon abraçam este projecto minimalista, uma obra semi-experimental de Gus Van Sant. Perdidos no deserto, as emoções entram ao rubro ao constatar que a água acabou. É óbvio que se viram um contra o outro. A partir daqui, o foco central do filme passa-se dentro das suas cabeças, isoladas de uma vastidão desértica.


Open Water (Chris Kentis, 2003)
(No alto mar: 2)
Dois personagens, um cenário. O oceano imenso, sem terra à vista com apenas um casal de mergulhadores perdidos do restante grupo. Começaram com 20, que regressam sem dar conta de que esses dois ficarão o resto do filme por sua conta e risco. A companhia passa por alguns tubarões que rodeiam as quatro pernas dos dois azarados.


Cast Away (Robert Zemeckis, 2000)
(Numa ilha deserta: 1)
Ao contrário de Lost, por exemplo, que tem atrás de si um elenco brilhante e coesivo, este conta apenas com Tom Hanks, solitário numa ilha deserta. Um verdadeiro one-man-show. Logo por isso boa parte do filme passa por um reduzido número de diálogos, ou antes, monólogos. Mas, será que podemos considerar a bola Wilson como um personagem? De qualquer modo, esse não conta para o elenco...


I am legend (Francis Lawrence, 2007)
(Em Nova Iorque: 1)
Will Smith é Robert Neville, o último homem na Terra. Pelo menos ele assim supõe. A sua única companhia é a cadela Samantha e alguns manequins no videoclube. Posteriormente, surgem para surpresa dele, dois sobrevivente do vírus que dizimou a humanidade. Emma Thomson, mutantes e ‘flashbacks’ explicativos não contam para engrossar a lista…

Artigo originalmente publicado na TAKE de Maio 2008, edição nº 3.

05/05/09

BRAAAIINS!

Provavelmente, a melhor piada sobre ZOMBIES...


Mesmo a calhar, para um blog que se chama brain-mixer.
Grande LOL cá da casa.