11/01/11

Brain-Movies de 2010


Como de costume todos os anos, os filmes mais estranhos, diferentes e intricados do ano são revelados. Sem fugir às minhas raízes, os brain-movies de 2010 em ordem de estreia, aqui estão:



SHUTTER ISLAND


INCEPTION


BLACK SWAN

Black Swan, segundo Arronofsky

Aronofsky sees “Black Swan” as a werewolf movie.



While responding to the physicality of a ballet movie being important, he also mentions his angle to his newest offering. “It’s about transformation, it’s ultimately a werewolf movie. Swan Lake is about a girl trapped as a swan, at night she’s half swan half human, so I saw it as a werewolf movie.”

in indiewire

05/01/11

TOP Posters 2010

Este género de Top deveria acontecer (e aconteceu, por um ano) no morto e enterrado spin-off brain-poster.
Mas a vontade de fazer isto é maior e então mais vale aqui que em lado nenhum. Ora cá vai, melhores posters de filmes estreados em 2010.

Segundo a minha escolha pessoal, as preferências incidiam em duplos sentidos, pormenores inteligentes, "tromp d'oeil", temas icónicos ou apenas imagens soberbas.

10
Toy Story 3

9
Buried


8
Why did I get married too


7
127 hours


6
Kick Ass


5
From Paris With Love


4
Black Swan


3
Repo Men


2
Next Three Days


1
Devil


Muitos outros ficaram de fora, mas vale a pena referir que Date Night, Devil #2, Frozen, Inception, Jackass 3DLet me in, Nightmare on Elm Street e The Expendables, estiveram no lote dos finalistas.
Opiniões?

02/01/11

Momentos 2010

Momento mais electrizante
Kick Ass e as lutas de Hit-Girl.






Momento mais emotivo
Pessoalmente acreditei num desfecho terrível para Toy Story 3, onde todos os bonecos seriam incinerados na caldeira. Aquele apertar de mãos do grupo deixou-me paralizado.




Momento mais surpreendente
Descobrir a infiltração durante o jantar em From Paris With love.






Momento mais chocante
The Other Guys: Samuel L. Jackson e The Rock (SPOILER! sublinhar:) morrem inesperadamente (estupidamente?) no asfalto.





Momento mais arrepiante
O cabelo preso na hélice e o que se segue... Em Piranha






Momento mais irritante
O almoço entre casais no filme Jantar de idiotas.






Momento mais original
Scott Pilgrim vs. the World: Qualquer referência que misture videojogos com BD.





Momento mais aborrecido
A segunda meia hora de filme de The Last Airbender. Até o filme realmente arrancar, é bastante penoso.





Momento mais cómico
O primeiro voo de helicóptero dos A-Team.

01/01/11

Previsões do Futuro

Decidi armar-me em Nostradamus e prever as mudanças do cinema e suas tendências de um futuro longínquo, coisa para daqui a... 25 anos (Shame on me!)

Sempre pensei nas coisas como se estão a tornar. Cinco anos atrás, quem pensaria que o 3-D daria tanto alarido, ou quem há 10 anos atrás veria o filão dos super-heróis tão explorado e proveitoso?
Penso como será daqui para diante e no que se poderá tornar o cinéfilo da próxima geração.
Actualmente, o Geek é quem mais ordena. Seja ele pelo Avatar, Marvel's & DC's, adaptações de videojogos e BD's, etc. Há aquela janela de previsão chamada Comic Con. É o derradeiro teste de popularidade dos filmes apresentados.

O "grosso" das vendas mídia será em digital. Esta é previsível, com as grandes distribuidoras a apontar forças nesse sentido. Mas o formato físico nunca irá desaparecer, por graças aos fervorosos coleccionadores (como eu!)

Prevejo que daqui a 25 anos se produzam inicialmente trailers (ou curtas) para "testar" a popularidade do projecto. Se assim conseguir apoio e apreço do público, então a longa metragem viria a ser realizada. Já hoje se fez algo do género (despropositadamente com os trailers de Grindhouse) e até nasceu como piada pelo Onion sobre o primeiro Iron Man.

Ah, e prevejo que Scott Pilgrim seja uma espécie de Blade Runner. O seu reconhecimento virá ao de cima.

31/12/10

Alterações de Layout


Como podem reparar, as alterações são mínimas. Mas para as pequenas funções que me faltavam, era necessário passar para o novo modelo (o meu datava do de 2006!)

O que consegui:
Template mais limpo, ícones de partilha (Mail, Twitter, Facebook, Buzz) , arrumação do arquivo que vinha desde 2005 (a coluna já era coisa ridícula) e principalmente uma aplicação que queria colocar há muito tempo: Um rating de conteúdos! De 1 a 5, vocês votam ;)

O que ficou por resolver:
Tenho de arranjar maneira de criar um link para as imagens da coluna lateral e transformá-la num botão (do género, clicam na imagem "copy/Paste" e baixa a lista completa).

Espero que gostem.

29/12/10

ON/OFF 2010



ON
Toy Story 3 - O fechar de uma das melhores trilogias do cinema. Pixar did it again!
Nerd age - Kick-Ass e Scott Pilgrim deixaram os fanáticos da BD em pulgas. Saíram dali dois filmes corajosos. Para Geeks only!
Inception - Já muito se falou no filme-sensação do ano. Nuff' Said...
How to Train Your Dragon - A Dreamworks a provar que de vez em quando sabe fazer histórias. A última foi Kung Fu Panda (teremos de esperar mais uma meia dúzia de filmes para assistir a uma nova boa obra?)
A-Team - Porquê a machadada da morte? Filme divertido e encorpado. Merecia mais reconhecimento (e uma sequela)
Predators - Franchise novamente nos carris, esperemos por mais uma sequela na máxima força.
Remakes - Um bom ano para eles: Entre Wolfman, Karate Kid e Piranhas, funcionaram como poucos no recontar da mesma lenga lenga, sem nos pôr a contar carneirinhos.

OFF
Wall Street: Money Never Sleeps
- O argumento é bom, mas Oliver Stone diverte-se tanto com os tiques de videoclipe amador que corta a sede de ganância.
The Losers - Foi por estrear entre The A-Team e The Expendables, ou porque está atestado de clichés?
A Nightmare on Elm Street - Havia a dúvida se tornariam Krueger numa vítima inocente, mas não. O caminho percorrido é o mais banal que pode haver para um remake. Algumas referências nostálgicas e pouco mais...
Clash of the Titans - Retirando a vergonhosa prestação em 3-D, o filme carrega nas costas um argumento de CGI, negligenciando a empatia com o espectador.
Resident Evil: Afterlife - Tendo eu gostado dos primeiros três, desaprecio o facto de não trazerem nada de novo à série.

28/12/10

O nosso Quim deve estar fulo

Trailer de Fast Five: Tem acção, carros e gajas. Tem aquilo que é necessário para apresentar o 5º filme da franchise (pessoalmente, as sequências de acção conquistaram-me).
É-nos mostrado o duelo entre o grupo de Vin Diesel e Paul Walker e a autoridade conduzida por um assombroso Dwayne Johnson.

Mas, falta aqui qualquer coisa... E o vilão do filme, aquele que dá pelo nome de Joaquim de Almeida?
Ai Quim, é que nem um frame...

27/12/10

Arte contemporânea: 2001- A Space Odyssey

Lembram-se do misterioso Monólito preto de Kubrick? Aqui está uma inteligente ideia.





David Herbert
VHS
2005
Styrofoam, Plexiglas and latex paint
244 x 127 x 30.5 cm

24/12/10

Feliz Natal!

Para este Natal quero um leitor Bulu-Rey!!
Desejo a todos os meus leitores um feliz Natal e espero que consigam ver o Gremlins ou o Scrooged na Consoada, eheheh!

22/12/10

Uma miragem chamada Selma Blair

Estive hoje a ver o Real Genius pela primeira vez e tem lá uma personagem ultra-eléctrica chamada Jordan. Eu mal queria acreditar nos meus olhos quando vi que a Selma Blair estava no filme interpretando essa tal rapariga. Não era possível, mas estranhamente, lá estava ela. Assisti todo o filme na convicção de que ela seria a Selma Blair em 1985. Entretanto fazia contas de cabeça, julgando a idade dela nessa data. Puro engano. Ela teria 13 anos.
Os créditos rolam e aparece-me uma certa Michelle Meyrink.


As semelhanças são incríveis...

Outra coincidência que me deixa abananado é esta Michelle Meyrink ter feito um filme chamado Nice girls don't explode. Vejam o trailer e assistam à semelhança que ela tem com o fogo juntamente à personagem de Selma Blair em Hellboy...

E um àparte, mas também outra miragem (esta ainda inconclusiva). No IMDB discute-se se Tom Hanks não terá feito um cameo no filme. A dúvida persiste.
Podem julgar por vocês aqui.

21/12/10

Memórias de Infância - IV



Um cinéfilo tem de penar amarguradamente para ter acesso a revistas da especialidade. Hoje com a internet, essa informação está à distância de um clique, com a vastidão da World Wide Web a trazer-nos o que de melhor (e pior, acreditem) há em cinema. Com uma identidade mais pessoal e populista, a internet (e o que daí advém, como blogs e fórums sociais) é cada vez mais o suporte que prevalesce.

Mas voltemos ao passado. Um passado que não exigia Banda Larga nem Login. Era um passado em que passava diversas vezes pela papelaria do costume, esperando por AQUELA revista.

Para mim, pelo ano de 1996, o princípio de tudo surgia pelo nome de TvFilmes. Aquela revista que corajosamente pretendia ser a TvGuia do cinema. A lista dos filmes do mês nos quatro canais generalistas, compactada em algumas páginas, com referência a uma minúscula ficha técnica e a classificação de qualidade do costume. Era também impressionantemente preciso e exacto na data e hora das suas emissões. Nada como os dias que correm, que apenas existe um "filme a definir".




Páginas de programação da TV Filmes (cliquem para cuscar!)



Como posso eu categorizar a TvFilmes? Era primeiro que tudo, a única revista portuguesa do género, com entrevistas que não me faziam diferença nenhuma, mas com alguns artigos especiais de me elevar a curiosidade pelas coisas da sétima arte.


Duas capas de 1999. A da direita foi o último número a sair.


Foi com esta revista que descobri pela primeira vez uma lista dos 100 melhores filmes da AFI, foi com esta revista que li uma retrospectiva sobre os filmes de ficção-científica absolutamente inesquecíveis (e eu não conhecendo alguns deles, dava por mim a grunhar de tanta ignorância). Foi com ela que mantive a paixão pelo cinema aliada à minha colecção de VHS, enquanto não viria outro modo de leitura.

Uma leitura mais global e teórica apareceria anos mais tarde, por volta de 1998, após o a TVFilmes fechar portas (E mantenho em casa TODOS os números desta singular revista). Com o desaparecimento dessa tal revista, a procura por um substituto era obrigatória: Encontraria a Premiere francesa numa papelaria próxima de minha casa e isso seduzia-me bastante (àparte o preço mais elevado, a língua não me era estranha). A peregrinação quase religiosa em busca dessa substituta fazia-me estar ainda mais em cima das papelarias, já que era posta nas bancas sempre com uma semana ou duas de atraso. Mas a espera valia a pena. Os artigos eram mais teóricos, mais especializados, mais profissionais e menos mainstream. Fez-me descobrir os nomes desconhecidos e as obras de culto que por cá não tinham interesse em explorar. E os posters destacados nas últimas páginas eram sempre um regalo...




Premiere FR




E em 1999, a saciação cinéfila completava-se: A Premiere lançava uma edição em português. E com isso veio a compra em duplicado dessa revista. A tuga e a francesa...
Os Dias de Criswell apanharam-me desde o primeiro número e dava-me conta de um lado mais "pessoal" e divertido da cinefilia, numa altura em que os blogues não eram ainda uma tendência. É a revista portuguesa de cinema que mais anos esteve nas bancas, com o tal famoso interregno em 2008.

Nas minhas viagens a França (outra viagem de regresso ao passado), deparei-me numa papelaria local com uma revista não só exclusiva ao cinema, como também a um género e uma especialidade: A SFX - cinema magazine. A "Special Effects" (FX) era um mundo de desconstrução de efeitos especiais, dando conta de como eram criados os efeitos dos maiores filmes do mês. Nesse ano de 1997 calhou-me a análise ao MIB e 5º Elemento. Babei-me na revista e jurei comprar mais algumas.



Tal tarefa passou pela encomenda internacional, de números antigos, desde 1994 a 1996. Depois apareceram outras revistas mais baratas, mais fáceis de obter e principalmente, a revolução chegava: Era o boom da internet.


Não tendo computador em casa por volta de 1998, o único que tinha por perto era o da escola. PC partilhado, era necessário marcar hora, como inscrição, para aceder por uma hora a essa tal internet. Nessa altura, os documentos sobre cinema não abundavam. Não havia fórums especializados, nem blogs que lançavam spoilers como um vírus maligno... Mas havia coisas que me deixavam vidrado: Tabelas de Box-office.

Sim, Box-office. Quando era miúdo, esses registos mantinham-se fechados. Apenas se sabia que "filme X e Y eram um sucesso mundial". Mas números, nem vê-los. Foi então que vi numerações, classificações e informações que não fazia ideia! Por acaso era a época do Titanic, filme que quebrava recordes semanalmente e eu acompanhava então um fenómeno que então começava a compreender. Nada daquelas fantochadas de "bateu todos os recordes" ou "campeão de bilheteiras"que lia a cada filme que fizesse uns 100 milhões de dólares, como aconteceu com O Fugitivo em 1993 ou o Goldeneye em 1995. Ali era the real deal...
Lá imprimia as tabelas anuais numa daquelas impressoras de agulhas, horríveis mas única hipótese de manter as informações em meu poder. Lia e analisava em casa, deparando-me com algumas surpresas (como não fazer ideia de que Forrest Gump tinha feito mais dinheiro que Rei Leão). Aventurava-me para outras tabelas, as mundiais (que por essas alturas ainda não tinha nada de Piratas, Harry Potters ou Lord of the Rings, entre outros mais modernos) e as de ajustamento inflacionado, aquele tema que tanta polémica me cria aqui em casa... Ver que Gone with the Wind era campeão indiscutível deixava-me atónito, mas saber que o original Star Wars estava logo abaixo deixava-me aliviado.

Era esse tipo de Trivia que me satisfazia. O outro lado do cinema, como quem vê a bola pelo olhar de um qualquer Championship Manager. Era um admirável mundo novo, a de aventurar-me pela internet.


Ler notícias sobre estreias e anúncios de rodagens via online, ver os trailers mais recentes sem ser na televisão ou no cinema antes de qualquer outra pessoa, ou como finalmente criar um blog sobre cinema e tudo o que gira em seu redor e baptizá-lo de brain-mixer. Era o culminar de uma viagem cinéfila, que me tomou uma vida. Era o partilhar de uma paixão com outras pessoas que gostam do mesmo que eu. Já lá vão 5 anos, muitos, para quem gere um blog. Mas cada tecla, cada imagem, cada comentário vale bem a pena o esforço dispensado. Era a internet a dar-me os frutos que semeara num terreno fértil, onde hoje se encontra aquela árvore do conhecimento.

Para concluir uma aventura que durava a minha vida, tudo isto me levou finalmente a um delicioso projecto: A TAKE Cinema Magazine que a todo o custo tentava não perder a pedalada, até não ter mais forças de aguentar o temível "auto-controlo de qualidade" e o crítico deadline mensal. Hoje olho para trás e vejo com orgulho como participei num dos mais importantes projectos do online, no que isso me tornou como pessoa e principalmente por assistir à confirmação do seu reconhecimento através da Magazine HD, revista em papel que se encontra mensalmente nas bancas, na qual a equipa da Take colabora. Sinto uma plena satisfação pelo meu passado e vejo com esperanças um futuro para sempre ligado nesta área.



Quero só deixar uma última palavra para quem entrou na "onda" nos últimos anos, quem é caloiro nestas andanças do cinema e tem uns jovens 15 ou 16 anos:
Claro que agora dá jeito toda esta informação globalizada e instantânea, este avanço da tecnologia, o progresso, etc... Agora temos o DVD e o Blu Ray, temos a internet e os sites especializados, temos o CGI, temos uma panóplia de extravagâncias que torna o cinema um "monstro" ainda mais difícil de dominar... Mas já não é bem a mesma coisa.



(Obrigado por se juntarem a mim nestes nostálgicos textos. Espero que se tenham identificado com alguns pontos e vos motive a criarem também o vosso "livro de memórias")

Edgar Ascensão
20 Dezembro 2010

18/12/10

Carros Futuristas

Estes carros podem atém mesmo voar. Alguns deles implantaram-se de tal modo na cultura popular que se tornaram mais conhecidos que o próprio filme.
Agora que Tron Legacy chega às salas, as corridas estão mais brilhantes que nunca.
Viajemos para o futuro e recordemos o trilho dos automóveis da ficção-científica.

Tron Legacy
Protótipo SUV
O forte do filme são os LightCycles Bikes (motas como modelo), mas na sequela também há lugar para veículos de quatro rodas. Há também lugar para dois, de modo a que dê para um papo de conversa entre o namorico.




Automan
Lamborghini Countach
Um "simples" Lamborghini com neons nas arestas. Este é o famoso carro que faz curvas a 90º que vem com enjoos e tonturas incluídas. O personagem autómato com colarinho luminoso é o "programa informático" que controla o veículo. Isto mais faz lembrar o Tron...
Revejam a intro televisiva!




THX-1138
Lola T70 MkIII
Baseado num modelo do 24 horas de LeMans, o conceito de o tornar um carro supersónico do futuro é o de o tornar AINDA mais aerodinâmico e juntar-lhe um som incrível. Deveras retro, mas poderosamente fascinante.




Back to the Future
De Lorean DMC 12
No primeiro filme do Regresso ao Futuro, Doc inventa uma máquina do tempo a partir de um DeLorean em 1985. Mas após visitar o ano de 2015, aplica-lhe uns melhoramentos. O mais famoso dos automóveis futuristas, há quem construa réplicas na própria garagem!




The Wraith
Dodge M4S Turbo Interceptor
Este filme praticamente desconhecido em Portugal, conta com Charlie Sheen na pele de um vingador. Aspecto futurista, o seu veículo é do mais F-C que pode haver. O automóvel tem até mesmo site próprio.




Speed Racer
Mach 5
Carregadinho de veículos extravagantes, Speed racer não funcionou das bilheteiras. Indiferente aos resultados, o filme desfila um sem número de automóveis de corrida. O mais carismático é o famoso Mach 5, da série televisiva, com um upgrade chamado Mach 6.




The Fifth Element
Devendo muito à arte Déco dos anos 50, o 5º Elemento de Luc Besson desbrava barreiras do conceito típico da F-C. Os automóvel podem voar, mas mantêm-se fiéis ao seu passado, encalhados em alguns modelos tradicionais. Coloridos e com piloto-automático, são uma mistura entre as máquinas "sujas" de Star Wars e os simbólicos Sedans americanos.




I, Robot
Audi RSQ
Prevê-se o futuro mais credível e concretizável da nossa realidade, neste filme de acção F-C com Will Smith a desfira um sem número de product Placement que há memória no cinema. Neste caso concreto, quem dá a imagem de marca é a Audi, com o seu modelo protótipo: Aerodinâmica mais avançada, piloto-automátipo, podendo deslizar pelos lados ao invés de recuar. Mesmo o conceito de estacionar é demonstrado de forma mais eficiente, como nos querem oferecer num futuro próximo.




Blade Runner
O extraordinário veículo policial do filme visionário de Ridley Scott, de facto, não é um automóvel. Pode parecer um ferro a passar quando levanta voo, com a quantidade de vapor que emana, mas este híbrido de carro desportivo com vaivém da NASA mostra-nos a verdadeira concepção de um futuro utópico e poético.
Em 2019, Los Angeles deixará de ter tráfego...




Minority Report
Lexus 2054 EV
Para além do modelo mais "futurista" do filme, por enquanto ainda uma miragem (aquele que é apenas uma cápsula totalmente autónoma e que se gere electronicamente no trânsito), o mais marcante é o modelo que sai novinho em folha da fábrica: A Lexus mostra-nos a sua visão do futuro. Desenvolvido por engenheiros e designers, o automóvel foi concebido para dar razão ao interesse de Spielberg de nos mostrar de forma mais fiel o que nos oferecerá o ano de 2056.





(E a vossa opinião também conta! Revelem os vossos preferidos e digam se me esqueci escandalosamente de algum modelo.)

15/12/10

Memórias de Infância - III



Videocapas.
Ai as famosas videocapas...
Já vos falei na minha constante busca por todas estas capas em cada revista semanal. Hoje vou contar-vos como me arranjava quando não havia videocapa para o filme que tinha acabado de gravar.

"A TvFilmes também as tinha, mas para a época não primavam pela qualidade"

Desenrascava-me. À grande!
Numa época que o computador não existia em minha casa e a ideia de imprimir imagens era do género "impressora de agulhas a preto e branco", eu encontrava outra solução. Estava completamente envolvido na onda Dadaísta.

Todas as revistas tinham as obrigatórias imagens desses filmes, algumas em pequenino, outras em grande. Construía capas repletas de recortes de revista, escolhia as que mais gostava e colava-as de modo a enquadrarem-se com as "limpinhas" das revistas.
Havia, pelo meio, umas pintadas a caneta de feltro, outras delas, quais mutantes ou familiares de Frankenstein, eram pedaços de umas e de outras capas... esta última criação acontecia quando tinha dois filmes na mesma cassete.

Exemplo para capa de Nightmare on Elm street 5 + Under Siege. Um must, hem?!
Sendo que os dois filmes eram bons e não conseguia escolher qual a capa dominante, acabava por recortar a traseira (aquela parte com imagens, sinopse e ficha técnica) e colava a capa do segundo filme.


E perguntam vocês, essa traseira para onde ia? Lixo?
Nãaa... Poupado demais para deitar fora.
Essa "traseira" com o texto e imagens era colada à parte interior da caixa, de frente com a própria cassete. Uma forma engenhosa de criar aqui "limited editions" em formato caseiro, eheheh.

Acabei por produzir inúmeros exemplares, principalmente para cassetes onde dois filmes se reuniam em cassetes de 3 horas. Nunca cheguei a gravar três filmes em cassetes de 4 horas, diziam que fazia mal ao leitor VHS, que a quantidade de fita em demasia pesava as cabeças... Mas para filmes como Ben Hur ou A Lista de Schindler lá tinha de ser uma de 240mns.
Achava uma idiotice quando contava os minutos que sobravam de cada cassete e via que me restavam algo do tipo "1h17mns". Isso geralmente dava para um filmezinho de terror manhoso. Acabava por acontecer, é certo, comigo a passar a noite a cortar as publicidades para caber tudo. No fim, restava-me fazer uma capinha com um filme de comédia e um slasher movie... Não saía bonito, não.
Mas o que me dava prazer era fazer dípticos. Como filmes e suas sequelas, ou reunir filmes da Disney (que duravam quase sempre menos de 1h30m). Era sempre uma batalha depois encontrar imagens para tudo isso, principalmente para os filmes de animação, que como se lembram nunca passavam nas generalistas, até pelo menos os filmes da Pixar mudar isso.

O díptico "Schwarzie", já com a ajuda do meu PC Windows95 feito no MS paint...


O díptico dos "Três Homens" bem amanhado.

Anos mais tarde, surge uma revista pequena e baratinha, que anunciava e promovia os lançamentos em vídeo, numa edição semanal: A Notícias Vídeo.
Com páginas inteiras dedicadas à promoção de filmes recentes, a maior parte delas incluía uma perspectiva da caixa VHS com a respectiva capa. Era tiro e queda que eu iria utilizar essa imagem... Aproveitava para recortar tudo quanto fosse poster para criar as capas para as cassetes VHS.

Mutantes, estranhas formas de papel e criações pseudo-artísticas eram guardadas lado a lado juntamente com as K7 originais, num confronto entre o xunga e o comercial.
"Umas Notícias Vídeo já bem antigas"


Continua...
(Não percam para a próxima semana, o último capítulo, sobre as revistas que me encheram o coração)