08/02/11

Vai ser desta!

... Que Meryl Streep leva novamente (e finalmente) o 3º Óscar para casa. Após 12 nomeações, justiça será feita.
E digo tudo isto por uma simples intuição. Por uma simples imagem. E que imagem!



Meryl Streep AKA Margareth Tatcher: Isto é imbatível...

06/02/11

CUSTOM DVD BOX - Made in Brain-mixer (3)

Completa-se (por enquanto) a trilogia "Collector". A Custom DVD Box de hoje é a que até hoje me deu mais trabalho em reunir e organizar elementos e items relacionados ao filme.
Mais ou menos odiado por todos, mas conhecido por todos, tenho para vocês a:



Titanic (Collector Box)

Quem pesquisar pela internet poderá descobrir algumas caixas "bootleg" do filme, outras versões semelhantes, mas ainda nunca encontrei nenhuma tão completa como a minha.
Ora sigamos para o que interessa...

 
A caixa é daquelas que agora se encontram muito no "Chinês"...
O lettering é de stickers autocolantes.
 
Ao abrir, surge-nos no topo o DVD do filme.
Decalquei o logotipo da RMS Titanic no interior da tampa.



A caixa é a edição oficial de 4 discos Deluxe Collector, em Digipak.

 

Levantando o suporte do DVD encontramos os diversos items, sobrepostos uns nos outros.




Por debaixo de tanta papelada, existe uma colecção de fotografias, que veremos mais adiante.



 
Um dos items é um conjunto de mini-fotos do album de Rose. Fotografias que são visíveis no filme.


Num envelope, é guardada a carta que Rose deixou ao ex-noivo,
após levar a jóia e deixar o desenho no cofre.
 

A ementa do último jantar servido no navio.



Uma réplica de um bilhete em 3ª classe da viagem.



Réplica do desenho feito por Jack, o famoso retrato de Rose toda nua.




A acompanhar, uma pequena moldura com a imagem da pose.




Tem uma mini-box com diversas fotos do filme (Posters, fotogramas, fotos de marketing, etc)


No fundo, encaixado numa saliência esponjosa rectangular, encontra-se
mais um conjunto de fotos, desta vez reais.
Desde a construção do navio, à tripulação e viagem inaugural.



Finalmente, na caixa da esquerda que suporta o DVD, a famosa jóia Heart of the Ocean.
Réplica 1:1 da representada no filme.




Vista geral da Edição completa.
Nice, hein?

04/02/11

Conta-me quando chegaste em DVD

As minhas visitas esporádicas às lojas de electrónica vagueiam sobretudo pela área dos DVD's, obviamente. Num desses dias deparei-me com uma estante em destaque da série da RTP Cidade Despida.
Fiquei surpreendido, não só pela RTP apostar nesta série (e não só em programas do Gato Fedorento), mas principalmente por ter dado conta de que se esta obra mereceu tal conversão, porque não outra série de maior qualidade e há mais tempo em antena?
Falo-vos de Conta-me como foi.
Esta série está fascinante e vai já na 5ª temporada, se não me engano. Então porquê a escolha de uma e não de outra?



...Fico a matutar nisso durante uma semana...

Mas passando novamente noutra dessas lojas, dou de caras com, vocês sabem: Sim! Conta-me como foi!
Ah bom. Justiça foi feita.


(Na pesquisa feita para este desabafo, descubro que havia uma petição para a edição desta série. Desde 2008! E informarem-me, não?)

03/02/11

CUSTOM DVD BOX - Made in Brain-mixer (2)

A edição "fabricada" de hoje, é a nossa mal-amada série de Police Academy
Havendo uma caixa oficial que reúne os 7 filmes no mercado, eu sempre a achei muito fraquinha (não me obriguem a fazer piadas de comparações...)
Por esse motivo, decidi fazer uma caixa que sobressaísse das demais.



POLICE ACADEMY (Collector Series) 
Outra caixa que surgiu de edições já existentes. Parte da caixa completa de West Wing e da edição "armário" de Homicide - Life on the street. Ambas usaram o truque dos ficheiros.


A caixa comporta todos os DVD's e um suplementar.
Representa uma reprodução livre do fardamento dos Cadetes da Academia.


A BOX é ilustrada com o emblema oficial, diversas insígnias, o crachá de Los Angeles
e a lapela com o nome do Oficial (neste caso, o nome da colecção)



Na parte de trás, encontra-se descrito o conteúdo. Uma lista dos sete filmes da série.




Os DVD's encontram-se envoltos em capas de cartão, geralmente utilizadas em ficheiros e relatórios.
Queria reunir os filmes à boa maneira de um arquivo policial.




A numeração de cada filme surge no canto inferior, bem visível.
O DVD é encaixado numa faixa que o suporta ao retirá-lo da BOX. No interior direito, o emblema enche o vazio.



O interior esquerdo tem descrito toda a informação de cada filme,
desde o elenco, equipa de rodagem, especificações técnicas, Box-office, etc.



No verso, apenas o emblema e o ano de produção de cada um dos capítulos.





A colecção completa, mais o Extra.


O tal Extra comporta numa pasta à parte, um conjunto de fotografias de produção,
fotogramas dos filmes e poses a preto e branco. Tudo recolhido da fabulosa Internet.





Fui mais além e criei uma fichas pessoais de cada personagem da série, tais como se de uma esquadra de polícias se tratasse.
São clipadas no lado direito da pasta extra.


São 15 no total. Desde o Comandante Lassard, ao Zed, ao Proctor, ao Mahoney, etc.


Estão registadas as missões (filmes em que participam), perfil e habilidades de cada um dos personagens.

02/02/11

Tron 3D

Já se está a tornar moda, esta coisa de não haver sessões 2D.
Ao saber que o 3D de Tron Legacy não é de todo famoso, decido ver no formato tradicional. Mas fico a saber que não há 2D em toda a Grande Lisboa!!! É o monopólio desses senhores dos Multiplexes que se acham enriquecer mais depressa com os óculinhos da treta.

Juro-vos: Quando sair este Tron Legacy na net, eu serei dos primeiros a sacá-lo. Aquelas queixas de pirataria entregues na PGR vão engrossar. Quem brinca comigo não se fica a rir.

31/01/11

CUSTOM DVD BOX - Made in Brain-mixer!!!

Decidi partilhar com vocês as minhas "bricolages" da minha colecção, as peças de colleccionismo únicas, que só se encontram num local do mundo: Em minha casa!

Pois é, sou um artista...
É verdade que as ideias não são originais, mas umas edições como as que crio não existem para esse filme.
Tenho, por enquanto, três edições ultra-limitadas (a uma unidade) por enquanto produzidas. A primeira é a que se segue. As outras duas, mostro-vos nos próximos dias...



BE KIND, REWIND (VHS edition)

A inspiração veio de uma edição do VIDEODROME, em que a ideia era exactamente a mesma: A caixa para o DVD era do género Vintage, com a cassete VHS inserida na tradicional caixa de cartão.

Reparem no pormenor das diferentes marcas: Dinamicon, Maxell e Fuji...
Era como eu tinha as minhas K7! Com etiquetas de outras marcas... 



 A caixa exterior não me saiu muito bem, a colagem ficou algo torta e desproporcionou os cantos.
Mas no meio dos outros DVD's, nem se nota.


Utilizei uma caixa para 6 discos, mais larga que as amaray normais, para imitar uma K7 VHS.
A largura é ligeiramente maior, logo tive de modificar a composição da imagem.


Mais tarde irei apetrechá-la de fotos do filme, acompanhando o DVD na parte esquerda da caixa.


Não percam para breve, uma edição "Collector", que reune uma série de filmes, digamos, bem peculiar...

O poster mais enganador do ano

there be dragons
Se te aparecesse este poster na frente, o que te viria à cabeça:
Reign of fire 2?



Foi algo parecido que me pareceu ver aqui. Um título bizarro, uma foto apocalíptica, epá, tenho de ver o trailer, já!




Bahhh, desenganem-se leitores...

27/01/11

O ano dos Anos: 1984 ou 1994?


Devem ter percebido pelo título que tento descobrir o ano dos Anos.


Estes dois anos foram ricos em clássicos do cinema e deixaram-nos uma enorme herança na cultura popular e no imaginário geek. A minha enorme dúvida existencialista remete-se numa difícil escolha: 84 ou 94?

Em 1984 tivemos:
Beverly Hills Cop
Ghostbusters
Indiana Jones and the Temple of Doom
Gremlins
The Karate Kid
Police Academy
Romancing the Stone
Red Dawn
The Terminator
A Nightmare on Elm Street
Missing in Action
1984 (George Orwell)
Top Secret!
Streets of Fire
Once Upon a Time in America

Mas em 1994 estrearam:
Forrest Gump
The Lion King
True Lies
Dumb and Dumber
Speed
The Mask
Pulp Fiction
Interview with the Vampire
Maverick
Ace Ventura: Pet Detective
Stargate
The Crow
Natural Born Killers
Timecop
The Shawshank Redemption
Leon
Ed Wood



Para ti, qual o melhor ano cinematográfico? VOTA!





26/01/11

Jumbo contra a crise

Quem frequenta hipermercados já deve ter reparado nas promoções de DVD's (quem nunca comprou??), que desta vez atingiu proporções absurdas. Resmas de filmes a 1 euro, no meio de chaves de parafusos, copos para aniversários ou mesmo donuts, tudo a 1€...
Sim, eu lá comprei alguns, mas o que me preocupa é a alarvidade de que muita gente grasnava no meio da pilha como se nada mais houvesse... E é vcê-los sair com uns "Perseguições perigosas" ou uns "Ben-Hur" animados.
A qualidade cinematográfica não prima ali no meio, mas a um euro, quem se preocupa??

É verdade que por lá há centenas de exemplares do Pianista de Polansky, mas será a edição capaz de aguentar pelo menos um ano? Lembrem-se que aquilo é tudo da LNKaka... Ou como eles gostam de ser chamados agora: Films4you. Para nós e toda a gente que acha que a cultura está ali à mercê de 1 euro. Venham os "Bons" filmes!


Para os mais curiosos, as minhas compras passaram por "Cube", "Laurel & Hardy", "American Dreamz" e há capítulos da BD "Akira" também a um euro... 

25/01/11

Rapidinhas dos Óscares

Pronto, lá foi, as nomeações foram anunciadas, com surpresas e desilusões, como sempre.
Da minha parte, fiquei extremamente desagradado por Christopher Nolan não ter sido indicado para melhor realizador. Lá se vão as hipóteses para o meu favorito deste ano, Inception...

E outra suposição que me veio à ideia é a de que Annette Benning voltará a ir de mãos vazias para casa. Novamente. Ficarei (muito) feliz pela Natalie Portman se se confirmar o mais-que-esperado Óscar.

Também já estou um bocado farto de ver os filmes dos Coen sempre nas galas. Todos os anos a mesma lenga-lenga! Quando é que acaba? É que por vezes vão mesmo os piorzinhos deles.

E basta The Social Network ganhar melhor Montagem e o Óscar de melhor Filme está no papo... A tradição confirma-o.

A lista completa aqui.

24/01/11

CINEPÉDIA - Horror

O cinema está repleto de expressões invulgares, de uma gíria cinematográfica, vulgo calão. Os artistas e críticos acabam invariavelmente por classificar os clichés cinematográficos com vocabulário...
O uso constante destes engenhos narrativos veio a criar a Cinepédia.





O cinema de horror sempre foi um género algo maltratado, reprimido e não muito reconhecido entre a classe artística. Tal como a comédia, nunca tiveram aquele espaço de honra que têm por exemplo os dramas e aventuras. Mas a essa margem, todo um movimento artístico foi tomando o seu devido lugar desde as histórias dos monstros da Universal até hoje. No presente, o terror assume-se não menos assustador, mas mais como algo visual. É o sangue que dita as regras do jogo.


Splatter Mais vulgarmente conhecido por gore, é um tipo de filme focado em conteúdos sangrentos e violência gráfica. Através dos efeitos especiais, é no resultante visual que as obras pretendem transmitir o seu forte: Sangue e tripas. Perturbar a mente vulnerável do espectador, mostrando mutilações e cenas de torturas do modo mais chocante. Mas se estes filmes são marginalizados pela sociedade em geral, não deixa de ser um bom motivo para através dela transmitir a sua mensagem social e o seu conteúdo artístico enquanto movimento radical. Enquanto uns se animam em apontar o dedo a todos nós (George Romero e a sua série de filmes ‘zombie’), outros interpretam a liberdade sexual juvenil como uma boa razão para a tensão repelida dos assassinos na sua vingança para com a sociedade (Como a saga “Sexta-feira 13”). Holocausto Canibal abriu caminho. Logo depois Sam Raimi e os seus Evil Dead, ou recentemente Robert Rodriguez com o seu excerto Planet Terror deram a entender com o jorrar de litros de sangue o porquê do terror vestir de vermelho-sangue. Na verdade, os “zombies” nunca se dissociaram da palavra gore. Era uma forma de separar os terrores psicológicos dos que preferiam a hemoglobina como pano de fundo.


Splatstick
Quando o gore se torna tão excessivo que roça a comédia, ou mesmo arranca gargalhadas ao público. Alcunha dada a este tipo de obras com a junção dos géneros Splatter e Slapstick, este último um tipo de comédia física de origens do cinema mudo. Para perceber melhor o conceito, basta relembrar o Braindead de Peter Jackson, talvez o filme mais sangrento da história, apesar dos seus inúmeros momentos de comédia.


Slasher
O tipo de terror mais desgastado da actualidade, não havendo paciência para repetitivos modelos de estrutura narrativa. Normalmente produções baratas e destinadas a adolescentes famintos por emoções fortes, que garantem muitas mortes e gritos. Como é usual e cliché oblige, essas mortes surgem sem efeito de suspense pelas mãos de um serial-killer com uma arma branca. Habitual é também seguirem-se repetitivas sequelas (muitas), mudando-se o elenco mas mantendo o assassino-que-nunca-morre. Quem não conhece o género, donde provieram as séries Pesadelo em Elm Street, Halloween, Texas Chainsaw Massacre, Sexta-feira 13 e agora mais recentemente Saw... Ao contrário das sequelas, os filmes originais combinam frescura com uma boa dose de sustos. Geralmente dão uns toques de gore, não sendo obrigatório serem classificados como tal. Produzem-se assim alguns clássicos do terror, apenas envergonhados pelo que se seguiu. Wes Craven e John Carpenter são dois desses nomes, respeitados pelo talento incutido em cada um dos iniciais. Outro primordial do género e um dos filmes absolutos do slasher film é Psycho, com outro realizador inquestionável ao volante. Hitchcock livraria assim as medidas do slasher dos tempos que viriam. Os restantes derivam do trash, série B, série Z e Grindhouse. Todos eles inúteis, mas também evitáveis.


Torture porn
Após o gore, o slasher e o terror não tinha mais onde se encostar, redefiniu-se um novo tipo de terror macabro. O sexo sempre esteve muito presente nestes géneros mas daqui para a frente a violência seria pormenorizadamente apontada para este tema. As antigas influências do Splatter acabariam por gerar uma nova onda de filmes derivados da nudez, tortura, mutilação e muito sadismo. Foi Eli Roth o principal impulsionador dessa moda. Hostel acabaria por puxar para os limites (se é que ainda os haverá) tudo aquilo que o cinema conhecia do horror. Já não seria apenas a morte após o sexo, mas envolveria a sexualidade nas cenas de tortura e mutilação num abuso de imagens gráficas difíceis de engolir. Seria o factor ‘voyeur’ e grotesco do espectador a fazer o seu trabalho (tal como alguém abranda no trânsito para ver um acidente).
Saw viria a gozar dessa popularidade, com banhos de sangue incompreensíveis para a generalidade do grande público. Tende a banalizar a violência como produto de consumo e um meio de vender a vulgaridade visceral no mercado. Apesar de títulos como The Devil's Rejects, Wolf Creek e Ichi the Killer se inserirem neste pacote, distanciam-se moralmente dos dois exemplos anteriores por não receberem um lançamento em salas tão alargado e por terem orçamentos de produção muito mais reduzidos.
A título de curiosidade, este género acabou também por receber uma alcunha. A combinação de gore com porno vem rotulá-lo de gorno, num portmanteau sugestivo que fica no ouvido.


Carnography
Do latim “carnis” (carne) e do grego “grafi” (escrita), cria-se um neologismo que identifica qualquer obra que contém material violento e excessivamente sangrento, usando-se das técnicas do torture porn. É também por vezes referido de violence porn.


Splatterpunk
Quando a ficção de horror se ia distinguindo como violenta, carnal, hiper-gráfica e sem limites nos meados dos anos 80, cunhou-se este termo que referia o distanciamento do terror clássico e tradicional. Mais tarde, a expressão foi substituída por outra sinónima de sentido: O body horror seria então o género a seguir por alguns realizadores mais atraídos por esta vertente mais orgânica. Clive Barker e os seus Hellraiser seria o expoente máximo do corpo como sacrifício.



SAIBA TAMBÉM QUE...
Final girl/Survivor girl

Particularmente em filmes slashers há especificamente uma mulher que sobrevive ao massacre. Resta no final para o confronto derradeiro com o assassino, vencer e ficar para contar a história. Com particularidades similares de um filme para o outro, a virgindade era sempre associada a essa personagem. Seria normalmente mais inteligente, astuta e vigilante que os anteriores amigos já chacinados. Actualmente um cliché, foi uma das regras a seguir religiosamente na década de 80 até então. The Texas Chain Saw Massacre, Alien, Halloween, Friday the 13th e A Nightmare on Elm Street nunca fugiriam ao esperado. Mesmo Scream viria a terminar deste modo, apesar das explicações cinéfilas durante esse mesmo filme sobre o assunto.


J-Horror
O termo usado para designar o cinema de horror produzido no Japão. É notável pela sua temática em relação ao ocidente, focando-se no horror psicológico e na tensão acumulada. Envolve fantasmas, exorcismos e conteúdos baseados nas lendas religiosas locais.


K-Horror

Outro termo que resume o cinema de outro país oriental, a Coreia (Korea). Tenta distinguir-se do sucesso atingido pelos vizinhos japoneses. Contém os mesmos aspectos, temas e visual do J-Horror, mas aplicado nas regiões do seu país usando os seus próprios elementos culturais. O K-Horror tende a apoiar-se mais na angústia e sofrimento do personagem ao invés de abusar nos efeitos gore e sangrentos.

Artigo originalmente publicado na TAKE nº8, Outubro 2008