18/12/10

Carros Futuristas

Estes carros podem atém mesmo voar. Alguns deles implantaram-se de tal modo na cultura popular que se tornaram mais conhecidos que o próprio filme.
Agora que Tron Legacy chega às salas, as corridas estão mais brilhantes que nunca.
Viajemos para o futuro e recordemos o trilho dos automóveis da ficção-científica.

Tron Legacy
Protótipo SUV
O forte do filme são os LightCycles Bikes (motas como modelo), mas na sequela também há lugar para veículos de quatro rodas. Há também lugar para dois, de modo a que dê para um papo de conversa entre o namorico.




Automan
Lamborghini Countach
Um "simples" Lamborghini com neons nas arestas. Este é o famoso carro que faz curvas a 90º que vem com enjoos e tonturas incluídas. O personagem autómato com colarinho luminoso é o "programa informático" que controla o veículo. Isto mais faz lembrar o Tron...
Revejam a intro televisiva!




THX-1138
Lola T70 MkIII
Baseado num modelo do 24 horas de LeMans, o conceito de o tornar um carro supersónico do futuro é o de o tornar AINDA mais aerodinâmico e juntar-lhe um som incrível. Deveras retro, mas poderosamente fascinante.




Back to the Future
De Lorean DMC 12
No primeiro filme do Regresso ao Futuro, Doc inventa uma máquina do tempo a partir de um DeLorean em 1985. Mas após visitar o ano de 2015, aplica-lhe uns melhoramentos. O mais famoso dos automóveis futuristas, há quem construa réplicas na própria garagem!




The Wraith
Dodge M4S Turbo Interceptor
Este filme praticamente desconhecido em Portugal, conta com Charlie Sheen na pele de um vingador. Aspecto futurista, o seu veículo é do mais F-C que pode haver. O automóvel tem até mesmo site próprio.




Speed Racer
Mach 5
Carregadinho de veículos extravagantes, Speed racer não funcionou das bilheteiras. Indiferente aos resultados, o filme desfila um sem número de automóveis de corrida. O mais carismático é o famoso Mach 5, da série televisiva, com um upgrade chamado Mach 6.




The Fifth Element
Devendo muito à arte Déco dos anos 50, o 5º Elemento de Luc Besson desbrava barreiras do conceito típico da F-C. Os automóvel podem voar, mas mantêm-se fiéis ao seu passado, encalhados em alguns modelos tradicionais. Coloridos e com piloto-automático, são uma mistura entre as máquinas "sujas" de Star Wars e os simbólicos Sedans americanos.




I, Robot
Audi RSQ
Prevê-se o futuro mais credível e concretizável da nossa realidade, neste filme de acção F-C com Will Smith a desfira um sem número de product Placement que há memória no cinema. Neste caso concreto, quem dá a imagem de marca é a Audi, com o seu modelo protótipo: Aerodinâmica mais avançada, piloto-automátipo, podendo deslizar pelos lados ao invés de recuar. Mesmo o conceito de estacionar é demonstrado de forma mais eficiente, como nos querem oferecer num futuro próximo.




Blade Runner
O extraordinário veículo policial do filme visionário de Ridley Scott, de facto, não é um automóvel. Pode parecer um ferro a passar quando levanta voo, com a quantidade de vapor que emana, mas este híbrido de carro desportivo com vaivém da NASA mostra-nos a verdadeira concepção de um futuro utópico e poético.
Em 2019, Los Angeles deixará de ter tráfego...




Minority Report
Lexus 2054 EV
Para além do modelo mais "futurista" do filme, por enquanto ainda uma miragem (aquele que é apenas uma cápsula totalmente autónoma e que se gere electronicamente no trânsito), o mais marcante é o modelo que sai novinho em folha da fábrica: A Lexus mostra-nos a sua visão do futuro. Desenvolvido por engenheiros e designers, o automóvel foi concebido para dar razão ao interesse de Spielberg de nos mostrar de forma mais fiel o que nos oferecerá o ano de 2056.





(E a vossa opinião também conta! Revelem os vossos preferidos e digam se me esqueci escandalosamente de algum modelo.)

15/12/10

Memórias de Infância - III



Videocapas.
Ai as famosas videocapas...
Já vos falei na minha constante busca por todas estas capas em cada revista semanal. Hoje vou contar-vos como me arranjava quando não havia videocapa para o filme que tinha acabado de gravar.

"A TvFilmes também as tinha, mas para a época não primavam pela qualidade"

Desenrascava-me. À grande!
Numa época que o computador não existia em minha casa e a ideia de imprimir imagens era do género "impressora de agulhas a preto e branco", eu encontrava outra solução. Estava completamente envolvido na onda Dadaísta.

Todas as revistas tinham as obrigatórias imagens desses filmes, algumas em pequenino, outras em grande. Construía capas repletas de recortes de revista, escolhia as que mais gostava e colava-as de modo a enquadrarem-se com as "limpinhas" das revistas.
Havia, pelo meio, umas pintadas a caneta de feltro, outras delas, quais mutantes ou familiares de Frankenstein, eram pedaços de umas e de outras capas... esta última criação acontecia quando tinha dois filmes na mesma cassete.

Exemplo para capa de Nightmare on Elm street 5 + Under Siege. Um must, hem?!
Sendo que os dois filmes eram bons e não conseguia escolher qual a capa dominante, acabava por recortar a traseira (aquela parte com imagens, sinopse e ficha técnica) e colava a capa do segundo filme.


E perguntam vocês, essa traseira para onde ia? Lixo?
Nãaa... Poupado demais para deitar fora.
Essa "traseira" com o texto e imagens era colada à parte interior da caixa, de frente com a própria cassete. Uma forma engenhosa de criar aqui "limited editions" em formato caseiro, eheheh.

Acabei por produzir inúmeros exemplares, principalmente para cassetes onde dois filmes se reuniam em cassetes de 3 horas. Nunca cheguei a gravar três filmes em cassetes de 4 horas, diziam que fazia mal ao leitor VHS, que a quantidade de fita em demasia pesava as cabeças... Mas para filmes como Ben Hur ou A Lista de Schindler lá tinha de ser uma de 240mns.
Achava uma idiotice quando contava os minutos que sobravam de cada cassete e via que me restavam algo do tipo "1h17mns". Isso geralmente dava para um filmezinho de terror manhoso. Acabava por acontecer, é certo, comigo a passar a noite a cortar as publicidades para caber tudo. No fim, restava-me fazer uma capinha com um filme de comédia e um slasher movie... Não saía bonito, não.
Mas o que me dava prazer era fazer dípticos. Como filmes e suas sequelas, ou reunir filmes da Disney (que duravam quase sempre menos de 1h30m). Era sempre uma batalha depois encontrar imagens para tudo isso, principalmente para os filmes de animação, que como se lembram nunca passavam nas generalistas, até pelo menos os filmes da Pixar mudar isso.

O díptico "Schwarzie", já com a ajuda do meu PC Windows95 feito no MS paint...


O díptico dos "Três Homens" bem amanhado.

Anos mais tarde, surge uma revista pequena e baratinha, que anunciava e promovia os lançamentos em vídeo, numa edição semanal: A Notícias Vídeo.
Com páginas inteiras dedicadas à promoção de filmes recentes, a maior parte delas incluía uma perspectiva da caixa VHS com a respectiva capa. Era tiro e queda que eu iria utilizar essa imagem... Aproveitava para recortar tudo quanto fosse poster para criar as capas para as cassetes VHS.

Mutantes, estranhas formas de papel e criações pseudo-artísticas eram guardadas lado a lado juntamente com as K7 originais, num confronto entre o xunga e o comercial.
"Umas Notícias Vídeo já bem antigas"


Continua...
(Não percam para a próxima semana, o último capítulo, sobre as revistas que me encheram o coração)

14/12/10

Golden Globes: Realizadores

É um deleite ver a lista de nomeados a melhor realizador para o ano 2010 nas nomeações aos Golden Globes. Entre os cinco finalistas, quatro deles eram os meus realizadores predilectos há dez anos atrás. David Fincher, Christopher Nolan, Darren Aronofsky e David O. Russel. Nessa altura eles estavam a caminhar paralelamente ao mainstream , eram os outsiders de Hollywood. Entre filmes como Fight Club, Memento, Requiem for a dream e Three Kings, havia ali qualquer coisa que me fascinava. Provas dadas 10 anos depois, eis que desbravam o "sistema".
Se há dois anos outro desses nomes levava o Óscar para casa (Danny Boyle, também um "experimentalista" de outrora) e Fincher estava mesmo ali ao lado, veremos como se portam este ano. Oscars await... Parabéns!

(E se o Spike Jonze também se pudesse juntar a uma lista destas futuramente noutro ano, seria ouro sobre azul)

Vejam a lista completa de nomeados aqui.

13/12/10

Brain-Mixer no Facebook

Pronto, rendi-me ao Demo...
Lá estou no Facebook, vertente propagandística. Visitem-me, Gostem, Comentem!



11/12/10

REALIZADORES: Saltitar em géneros

Há certos realizadores que nunca ficam num género muito tempo seguido, ao contrário de, por exemplo, Wes Craven, Michael Bay ou os Farrely Brothers. Pode não acontecer de modo regular, mas intercalado em doses razoáveis. Eis os realizadores que saltitam de um lado para o outro, em géneros opostos, bastante diferentes entre si.



Tim Burton (Terror ou drama / Comédia ou musical)
Como o pratica:
Um a seguir ao outro, com um a dois anos de intervalo.

A sua imaginação não se limita aos cenários sombrios ou estilos góticos. Vai muito para além desse visual. Burton gosta de misturar a escuridão de personagens sombrios com outras completamente opostas, explosivamente alegres e coloridas. Isso está omnipresente nos filmes mais light da sua filmografia. Mas quando o terror entra em campo, quase não há espaço para cores (salvo algumas excepções).

2012 Frankenweenie (pre-production)
2012 Dark Shadows (pre-production)
2010 Alice in Wonderland
2007 Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
2005 Charlie and the Chocolate Factory
2005 Corpse Bride
2003 Big Fish
2001 Planet of the Apes
1999 Sleepy Hollow
1996 Mars Attacks!
1994 Ed Wood
1992 Batman Returns
1990 Edward Scissorhands
1989 Batman
1988 Beetle Juice
1985 Pee-wee's Big Adventure



Coen Brothers (Comédia negra / Drama ou thriller)
Como o pratica:
Um de thriller, dois de comédia. Nesta ordem.

Os irmãos Coen são mais conhecidos por fábulas divertidas e deveras bizarras. Alguns filmes mais populares misturam mesmo a vertente mais cómica com a morbidez da morte. Mas todos eles se distinguem bastante bem ao catalogar o "ambiente" da trama. O humor negro está muito presente em quase todos os filmes.

2010 True Grit (post-production)
2009 A Serious Man
2008 Burn After Reading
2007 No Country for Old Men
2004 The Ladykillers
2003 Intolerable Cruelty
2001 The Man Who Wasn't There
2000 O Brother, Where Art Thou?
1998 The Big Lebowski
1996 Fargo
1994 The Hudsucker Proxy
1991 Barton Fink
1990 Miller's Crossing
1987 Raising Arizona
1984 Blood Simple



Roland Emmerich (Histórico / Catástrofe)
Como o pratica:
Ano após ano, apesar de por vezes por forma irregular.

Apesar de os intercalar de certa forma, nuna fez dois filmes não-contemporâneos de seguida. Ao contrário dos filmes "destroy", que segue do ID4 para Godzilla como quem muda a camisa. A verdade é que esses "épicos históricos" são apenas para disfarçar o amor que Emmerich tem pela catástrofe. Se não houvesse mais do que desastres, quem teria pachorra para esperar pelo seu próximo filme?

2011 The Zone (Cancelado. Espera-se outro deste género em substituição)
2011 Anonymous (post-production)
2009 2012
2008 10,000 BC
2004 The Day After Tomorrow
2000 The Patriot
1998 Godzilla
1996 Independence Day
1994 Stargate
1992 Universal Soldier
(...)



Steven Spielberg (blockbuster / drama)
Como o pratica:
De tempos a tempos, No mesmo ano. Para a silly season (Verão) e época de Óscares (Fim do ano).

Ele é um indivíduo curioso. Frequentemente absorto em F-C, Spielberg contém um peculiar sentido de mercado.
Por vezes vai rodando no rumo a dar na sua carreira, experimentando diversos géneros, por outras lança em dose dupla num mesmo ano. O objectivo é atacar em duas frentes: O Box-Office e os prémios da Crítica. Acontece de tempos a tempos, como em 89, 93, 97, 2002 e 2005. Nem todos eles foram bem sucedidos nos Óscares, mas os seus “gêmeos” tiveram boa recepção junto da bilheteira...
A próxima dose-dupla pode conter War Horse e Tintin (Uma história da Primeira Guerra Mundial e um apetecível sugador de Box-office).
A aposta no biopic sobre Lincoln que está deveras atrasada poderá muito provavelmente arrastar consigo um blockbuster no mesmo ano.

Filmografia seleccionada:
2005:War of the Worlds / Munich
2002: Minority Report / Catch Me If You Can
1997: JP2-Lost World / Amistad
1993: Jurassic Park / Schindler’s List
1989: Indiana Jones & the Last Crusade / Always



Robert Rodriguez (infantil / acção)
Como o pratica:
De forma irregular. Intercala quase sempre aos pares de género.

A sua cabeça varia entre o comicamente infantil e o totalmente desvariado.
Se bem que os Spy Kids resultaram relativamente bem no box-office, o Shark boy & Lava girl apagou-se nas areias movediças de Hollywood. Mas o espírito gore dá-lhe mais ‘pica’. Entre os melhores exemplo, temos Planet Terror e From Dusk Till Dawn.

2011 Spy Kids 4: All the Time in the World (filming)
2010 Machete
2009 Shorts
2007 Planet Terror
2007 Grindhouse - segment "Planet Terror"
2005 The Adventures of Sharkboy and Lavagirl 3-D
2005 Sin City
2003 Once Upon a Time in Mexico
2003 Spy Kids 3-D: Game Over
2002 Spy Kids 2: Island of Lost Dreams
2001 Spy Kids
1998 The Faculty
1996 From Dusk Till Dawn
1995 Four Rooms (segment "The Misbehavers")
1995 Desperado
1992 El mariachi

08/12/10

Memórias de Infância - II



Numa altura em que não morava com uma papelaria logo ao lado e tinha de percorrer um quilómetro e tal para comprar alguma revista, a TvGuia era o mais próximo que eu tinha das informações de cinema (sim, riam-se hoje...). A minha parte preferida eram as páginas centrais, com duas videocapas de filmes em destaque nessa semana. Na maior parte das vezes com uma estreia, logo obviamente, um filme para eu gravar... Por vezes a revista dava um especial videocapas (no final do ano ou no verão) com múltiplas capas de filmes que estrearam desde então. O mais xunga é que essas capas ficavam frente e costas umas nas outras, desde já inviabilizando a utilização de uma delas.


Depois descobri a Tv7Dias. Mas a Tv7Dias daquela altura não tinha NADA A VER com a que actualmente se compra nas lojas (esta e todas as outras). Hoje as revistas ditas "de televisão" são basicamente uma Nova Gente ou uma Caras com programação TV. Mas naquela altura, há já 15 anos, o cinema preenchia bastante daquelas páginas, com estreias, notícias e informação sobre bastidores. E as capas, as videocapas da Tv7Dias eram um must! Sim, porque deixei logo de comprar a TvGuia, que tinha umas capas foleiras, com uma foto em tamanho grande a fazer de parte da frente e uma cor básica-padrão que deixavam muito a desejar na videoteca. As da então concorrente eram texturadas, com degradés e imagens retiradas dos posters orginais! Que delícia era ter umas lado a lado e comparar. Era então lógico que na prateleira os logotipos da Tv7Dias surgiam nas lombadas das cassetes em maior número que as da TvGuia.



Exemplo típico de videocapas da TvGuia e Tv Mais: Reparem no pormenor para recortar e colar na lombada da própria cassete!


Entre uma e outra, a minha decisão era sempre difícil. Nas papelarias, os meus dedos desviavam-se sempre para as páginas centrais, comparando o que cada uma delas tinha, para assim decidir qual compraria nessa semana. Por vezes lá levava as duas para casa.
Alguns anos depois apareceram umas "esquisitas", também com videocapas, que me levavam a comprá-las. Recordo-me agora da NOVA, com capas medianas mas com filmes diferentes das que tinham nas outras (naquela altura que eu gravava tudo o que dava na TV).

Mas havia características especiais que as diferenciavam: As listas de filmes que iriam surgir nos próximos tempos. A Tv7Dias publicava na revista da primeira semana de cada mês uma lista infindável de todos os filmes que iriam estrear nesse mês. Façam uma pausa comigo e repitamos em voz alta: "Havia uma lista com TODOS os filmes do mês"! Era numa altura que nos era garantida a estreia dos filmes programados. Incrível, como passado mais de uma década só se veja nas programações "Filme a designar" para o dia seguinte (e mesmo no próprio dia)... As televisões foram para um buraco sem fim. Enfim, recapitulando, essa famosa lista incluía os filmes de todos os dias dos quatro canais. Era a solução ideal para poder esquematizar mensalmente os filmes a gravar. Assinalava na revista com uma caneta os filmes que queria e guardava aquelas páginas até ao fim do mês. Era uma alegria quando nessa quase-lista-telefónica encontrávamos filmes que pulávamos de contentes por estrearem na TV, ou penosamente contar as repetições que iriam passar num determinado período (como o Natal ou a Páscoa e os seus E.T.'s, Ben-Hur's e Sozinho em Casa).

Emoção semelhante era quando a TvGuia tinha o hábito de anunciar as "compras" das televisões para a rentrée televisiva, com estreias absolutas até ao Ano Novo. Eu ficava de queixo caído quando via em letras gordas aquele filme que todos falavam ir passar no Canal 1...

Juntamente com todas estas cassetes pacientemente acumuladas e organizadas que lá tenho em casa, hoje ainda lá mantenho escondidas num recanto duas pastas arquivadoras com videocapas que ia recolhendo de todas as revistas da altura. Perdi a conta pelas 700 e depois perdeu a piada. Hoje com o ficheiro digital, aquilo é mero "lixo", papeluchos sem interesse. Mas nem por isso me leva a deitar aquilo fora.



(Continua...)
Não percam as minhas criações artísticas e à la MacGyver para criar videocapas, no próximo "Memórias de Infância III"

06/12/10

Anjos na tela...?

Quando digo “Gary Oldman” o que pensam logo? “Vilão”. Ou também “Alan Rickman”. Vilão, também. "Gary Busey", "bad guy", e aí por diante.
São actores com uma certa apetência para papéis de maus, daqueles que se entranham num actor de tal modo que associamo-los a estereótipos. È como ver Will Smith ou Harisson Ford como “heróis da fita”.
Ora há aqui alguns que estão a confundir-me o chip, três deles que olho para eles e sai-me um sorriso, apesar de nos últimos 15 anos fazerem quase sempre de sacanas e filhos da mãe, vulgos “vilões”.


Reuni estes três nomes graças ao primeiro trailer de Green lantern, com Peter Sarsgaard no papel do vilão. Vê-lo desfigurado deu-me um curto-circuito e fez-me rever a minha opinião sobre algumas ideias erradas.

Peter Sarsgaard fez há pouco tempo o Knight & Day. E teve a sua grande aparição ao mundo como o cabr*o do Boys don't cry. Mas eu memorizei-o com Garden State, aquela pequena pérola de Zac Braff. Ele faz de melhor amigo do principal e fascinava-me aquela interpretação estranha e peculiar. Esse modo de representar não o largou nunca e é até sua imagem de marca. Usou entretanto isso nos seus papéis vilanescos, mas a minha conotação de nice guy estava já feita.


Kevin Bacon é o segundo. Apesar de coleccionar papéis-tipo de antagonista em filmes como JFK, A Few Good Men, Sleepers, Wild Things, Hollow Man e brevemente como o vilão principal de X-Men: First Class, Bacon começou a carreira como o Bonzinho. Mas lá está, há um filme (guilty-pleasure!) que arranha esta filmografia: Tremors, ou Palpitações por aqui. Este filme acumula um crescendo de carreira que culmina no seu auge heróico, provavelmente seu ponto de viragem para o Lado Negro. Há outros que sobressaem positivamente: Footloose , ou She's Having a Baby marcaram-me também... Kevin Bacon é um tipo fixe!


Para terminar há um mais desconhecido do grande público. De nome pelo menos, já que o seu rosto é facilmente identificável: David Morse.
Esteve em Disturbia, 16 Blocks, The Negociator, Long Kiss Goodnight e The Rock. Todos eles de velhaco... E como é que eu o recordo? Como o afável pai de Jodie Foster em Contact. É essa a cara que me recordo, o sorriso de um pai que desaparece precocemente.



Por vezes sou mesmo surpreendido por algum twist ou revelação de que “é o traidor!”, apesar de ser o último a dar-me conta disso. Exemplo disso é o Flightplan, quando a minha mulher me diz que o Sarsgaard é o culpado apesar dela nunca ter visto o filme. E porque conclui assim, perguntei eu. “Porque ele faz sempre de mau!”. Ya, lógico… Eu deveria ter mudado o chip.
Poderão interpretar Hitler, Vader ou o Predador, mas eu sempre sorrirei ao vê-los na grande tela.

04/12/10

100 GREATEST HITS OF YOUTUBE IN 4 MINUTES

Não tem muito a ver com cinema mas está fabuloso.
Eu pessoalmente conheço um terço do que está editado. Quem tiver paciência, coloque nos comentários os links dos respectivos vídeos. Ofereço cabaz de Natal...

01/12/10

Memórias de infância - I

Na escola era como que o guru do cinema, aquele para quem todos se viravam para esclarecer uma dúvida ou apenas saber quem fez o quê em tal filme. Por altura dos Óscares, era a paciência a ir abaixo, com os inúteis comentários de quem não sabia da missa a metade, ou apenas a ignorância a vir ao de cima:

-"Então e o Tom Cruise ganhou o Óscar?",
-"Meu, esse filme nem sequer esteve nomeado..."

-"Ah e o Spielberg?",
-"Ele nem fez filmes este ano, pá".

Paciência de santo, era o que era...
Era também eu aquele que ia para o autocarro com cassetes VHS no bolso do casaco (e lembrem-se do tamanhão daquelas coisas!) para emprestar filmes a amigos da escola. Alguns nunca mais voltei a recuperar, erro que voltava a cometer aquando da popularização do DVD...


Pronto, já estão a perceber o tipo de pessoa que eu era há umas boas duas décadas. Recuemos então para essa altura, quando o meu melhor amigo se tornou uma máquina de rolamentos que lia fita magnética:



A infância é tramada. Principalmente para quem estava a embrenhar-se cada vez mais na cinefilia, despoletada pela gigantesca colecção de cassetes encafuadas numa caixa que o meu pai tinha trazido de França (onde eu nasci e passei lá os meus primeiros 8 anos da minha vida). Ao voltarmos para Portugal - e o meu pai viria meio ano depois, ficando para vender a casa e tratar de burocracias - os filmes legendados eram algo confuso para mim. Sim, como todos sabemos, os franceses vêem (ouvem) tudo dobrado na sua língua. Logo, as legendas em português eram estranhas para mim.

Nunca tive dificuldades em ler, já que sempre fui ensinado a aprender o português durante a minha infância. Mas se as letras por baixo dos actores a saltitarem de frase para frase era estranho, mais incrível era REdescobrir as verdadeiras vozes de actores tão famosos como Stallone, Harisson Ford ou Schwarzenegger. Não sabem o que é ter crescido e amado filmes como Rambo 2, Indiana Jones e o Templo Perdido e Regresso do Jedi com uma voz na cabeça e depois revirar por completo essa noção. O filme ganhava nova dimensão.


Voltando à caixa das cassetes que o meu pai trouxe, ele ia gravando por lá alguns filmes que iam passando na TV, num país onde estreavam na pantalha muito mais cedo do que era usual em Portugal. Então foi um delírio para mim abrir aquela caixa, que deveria conter sem exagero, umas 100 cassetes... Eram todas dobradas em francês mas para mim na altura não tinha importância nenhuma. Foi aí que vi pela primeira vez o ET, filme que não chorei, que nem sequer me emocionei e perguntei-me porque era assim tão famoso e que toda a gente falava bem dele. Hoje, sei que senti aquilo na altura porque essa relíquia de Spielberg vinha juntamente com filmes como Indiana Jones e o Templo Perdido, Gremlins, Comando, entre outros, filmes muito diferentes em género e espírito que o delicado ET e que após ver esses, não estaria na mesma disposição para assistir a um filme mais emotivo e familiar...



"O meu vídeo, hoje kinado. RIP"


E relembrando a maratona dos anos que se seguiram: Após estar já habituado ao nosso "sistema" de legendas, tratei de regravar por cima de cada filme dobrado com a versão inglesa e legendada em PT. Logo me deparei com gravíssimas dificuldades e muitas vezes fiquei arrependido de ter feito tal coisa: Ao contrário das cópias limpas que apresentavam as francesas (sem o logotipo do canal, sem publicidades e em letterbox), por cá eram os inevitáveis anúncios intrometidos, o logotipo do Canal1 e mais tarde, os rodapés informativos das TV's privadas. Mas após essa maratona, apareceu-me outro calvário: Recuperar todas essas cópias VHS em DVD, coisa que ainda não terminei nos dias de hoje. Faltarão alguns clássicos dos anos 80 para ficar satisfeito. Apesar deste novo desafio, é de fazer uma enorme ovação ao aparecimento do DVD, não é?


"A minha Colecção VHS que enchem o armário. Hoje no abandono, mas nunca esquecida... "



Mas no início dos anos 90, o meu fiel amigo era o VideoGravador. Perdi-lhe a conta de quantas vezes rodou as centenas cassetes que ainda hoje lá tenho guardadas (e que não faço questão de me livrar delas). Desafios, hobbie ou por vezes missão impossível era apanhar os filmes que me interessavam e assim poder juntá-los à colecção.

Era o Robocop a passar à meia-noite e a minha mãe mandar-me ir para a cama às 22h, ainda numa altura que eu tinha onze aninhos... Ficava frustrado, obviamente, já que nunca tinha visto o filme e obviamente estava interessado em gravá-lo em cassete (para mais tarde poder vê-lo vezes infinitas durante as tardes livres). Mas eu tinha sempre solução: Antes de me ir deitar, pedia disfarçadamente ao meu irmão (que é mais velho que eu, logo, podia ficar até mais tarde) para gravar por mim, comunicando por gestos e códigos como o fazer. Por vezes, quando já todos se tinham deitado e largado a televisão, tinha a liberdade de programar o VHS em modo automático e gravar a uma certa hora. Todos os filmes da saga Elm Street foram vistos programando-o para as tantas da noite. Ou era o Tubarão gravado pelo meu irmão e de manhã ele contar-me que a cassete não chegou e tinha cortado o final... Ou melhor que isso: A Máscara em estreia na TV gravado numa cassete de 180 minutos que já continha um filme curtinho e gravaria a seguir a esse, mas que mesmo assim as contas saíam furadas e tinha de tirar a cassete à pressa a meio do filme para trocar para uma outra (ficando assim com o filme partido ao meio).

Desses exemplos ainda foram bastantes, para desespero meu. Pior mesmo são as experiências que eu tinha com a TVI em meados de 1996, quando os filmes da madrugada eram suposto passar a uma certa hora e o vídeo estar preparado para arrancar com uma gravação automática. Era marcado por mim à hora prevista na programação, ir-me deitar descansado e no dia seguinte deparar-me com as televendas (o filme é cancelado), com outro filme (sim! Eles faziam isso!) ou com uma novela de duração olímpica, com episódios extra que duravam horas a mais, que provocava assim o atraso do filme em questão. Resultado: Mais um filme gravado a meio.
Situações que me foram criando cabelos brancos, para raiva minha.


"O mesmo móvel, com MAIS cassetes na parte de baixo. E convém referir que por detrás destas ainda se encontrava mais duas filas! "


Outros obstáculos que me impediam de gravar tudo o que pudesse era quando nos domingos à tarde, as televisões apostavam nos filmes em estreia. Quando dois filmes eram exibidos ao mesmo tempo, em canais diferentes, ficava a difícil decisão de escolher qual o filme a gravar (e para azar meu, por vezes acontecia a triplicar, com a RTP1, SIC e TVI em grande). Ficava assim esperando alguns aninhos pelo filme que teria ficado de lado, na esperança que voltasse a passar em horas decentes. Mas este empecilho mudaria de figura quando o meu irmão comprou um vídeo para ele e eu lhe pedia para gravar o "outro filme". Era o dois-em-um, qual "sessão dupla", que me deixava com um brilho nos olhos.

Isso levava-me inevitavelmente à regular procissão ao Modelo para comprar cassetes virgens, umas mais baratas que outras, de 120mns e 180mns conforme a duração dos filmes visados. Ficava a contá-las, por vezes ter de deixar alguns filmes de lado e gravar outros mais sonantes.



(Continua...)
Não percam as minhas divagações sobre videocapas e revistas no próximo "Memórias de Infância II"

28/11/10

Vem aí um "livro" de memórias!




A nostalgia bateu bem forte e relembrar agora todos aqueles momentos de deleite passados em frente ao agora velhinho VHS, é algo regular na minha memória.

Propus-me em revelar estas experiências, os momentos e situações que me dificultavam a descoberta do cinema, ainda eu tinha 8 anos. Foi uma aprendizagem gradual, por vezes desesperante como contarei em breve e que hoje é um alicerce fundamental para a minha estima ao cinema.


Não percam a partir de 1 de Dezembro, um capítulo a cada semana sobre as minhas "Memórias de Infância"!

25/11/10

BLOCKBUSTERS QUE FRACASSARAM



(Desilusões de bilheteira: Quem e porquê)
O box-office costuma ser injusto, imperdoável e implacável. Grandes filmes, épicos, clássicos dos dias de hoje, cult-movies ou apenas peças de curiosidade vão debatendo-se para recuperar alguma glória perdida após esse falhanço nas receitas. Após alguns anos, devido ao fraco desempenho nas bilheteiras, esses ficam num estado de ‘limbo’ entre o esquecimento ou o merecido reconhecimento. Muito já se falou nos maiores fracassos da história do cinema. Ishtar, Heaven's Gate ou Cutthroat Island. Mas há outros filmes, pesos-pesados que não bateram tão fundo mas ficaram gravemente lesados no seu ego. Uns mais que outros perderam dinheiro. Mas mais que isso, perderam a credibilidade de serem vistos com bons olhos futuramente. Infelizmente, esperam-se deles números que correspondam a uma estimativa calculada, para os grandes títulos de cada ano. Os lugares de topo disputam-se por entre 4 a 5 títulos, mas alguns partiam assumidamente como cabeças-de-lista para se tornarem campeões de box-office doméstico (EUA e Canadá) mas que se espalharam redondamente. Como todo e qualquer número nestas andanças dão maior relevância à facturação caseira, dita norte-americana, alguns ficam lesados apesar de gerar bons resultados pelo resto do mundo. Apesar disso, as contas finais acabam por pagar o prejuízo graças aos DVD’s, direitos televisivos, merchandising, etc.
Mas dos vencidos não reza a história. Os lugares do pódio lá se foram... Bons ou maus, vamos relembrar os Flops ou desilusões económicas dos últimos 20 anos.

(1990) Back to the future 3
Orçamento $40 milhões
Bilheteira $87 milhões

O que se previa:
25 de Maio 1990. Data privilegiada para os blockbusters. Logo com este, conclusão de uma trilogia que tinha provado a sua eficácia com os seus antecessores, grandes sucessos de bilheteira. Não tinha concorrência nessa semana, apenas se esperava que Totall Recall não fizesse grande mossa no fim de semana seguinte.
O que falhou:
Filmado “back-to-back” com o segundo e com apenas alguns meses de diferença na estreia, talvez aborrecesse os espectadores de tanta volta para frente e para trás. Aconteceu o mesmo com os Matrix. Fora dos 10 primeiros, com o Home alone e o Ghost a dominar.



(1991) Hook
Orçamento $70 milhões
Bilheteira $119 milhões

O que se previa:
Semanas antes do Natal, com inúmeras estreias programadas mas nenhuma de notoriedade como este. Obra anunciada há muito pelo mago Spielberg, esperava-se magia, divertimento e dólares, muitos dólares.
O que falhou:
Spielberg encalhou no projecto com um estilo demasiado infantil, mesmo para as crianças. Os críticos acusaram-no disso mesmo. Exagerou na dose familiar e isso repercutiu-se nas bilheteiras. Os recordes de antigamente não estavam nem perto para um nome como Spielberg.



(1992) Alien3
Orçamento $50 milhões
Bilheteira $55 milhões

O que se previa:
Entalado entre Sister Act e Lethal Weapon 3, esperava-se uma feroz e corajosa vitória desta obra F-C oposta à concorrência. Era a sequela de um sucesso de bilheteira e pouco mais se sabia até à estreia.
O que falhou:
6 anos após o Aliens de Cameron, regressa a saga nas mãos de um realizador “estranho” e visionário. O público não queria nada disso e mandou-o às urtigas. David fincher vingou-se mais tarde com Seven e acabámos proclamando-o realizador de culto.



(1993) Last Action Hero
Orçamento $85 milhões
Bilheteira $50 milhões

O que se previa:
O grande filme de acção do ano. Esperava-se o céu como limite. O Blockbuster por excelência trazido por John McTiernan (habituado aos êxitos de bilheteira) e o regresso de Schwarzenegger num novo filme após o bombástico T2.
O que falhou:
Muito sucintamente: Estrear uma semana após Jurassic Park foi uma péssima ideia. Está dito.



(1994) Beverly Hills cop 3
Orçamento $50 milhões
Bilheteira $42 milhões

O que se previa:
Outro filme com data privilegiada (finais de Maio) com um dos nomes sonantes da comédia norte americana. Eddie Murphy coleccionava até então sucessos uns atrás dos outros. Não era este que falharia, após o primeiro e segundo Caça-polícias funcionar na perfeição, certo?
O que falhou:
Errado. Maverick e The Flinstones “fizeram-lhe a folha” em poucos dias de projecção. Com o enorme sucesso dos dois anteriores, não se esperava tal queda. Juntando-se a má qualidade da obra e o esmagamento da crítica, Eddie Murphy ditaria aqui a sua travessia no deserto por um par de anos...
(Menção Honrosa: The Specialist)



(1995) Waterworld
Orçamento $175 milhões
Bilheteira $88 milhões

O que se previa:
Já não se previam bons resultados quando o orçamento ia escalando ferozmente para números astronómicos. Mas a fé de poder cobrir as despesas graças à dupla que nos trouxe Robin Hood era sólida.
O que falhou:
Filmagens aquáticas nunca foram boa aposta, é regra em Hollywood. A crítica ajudou a afundar o filme com palavras injustas e gritos de guerra exagerados. E sim, o facto de estrear como o filme mais caro de sempre já o tornava à partida um fracasso anunciado. Mas não o foi ainda mais porque as receitas foram medianas, longe do buraco que se previa.
(Menção Honrosa: Judge Dredd)



(1996) Eraser
Orçamento $100 milhões
Bilheteira $100 milhões

O que se previa:
Acção ‘non-stop’ com Arnold Schwarzenegger parecia ser uma aposta segura. Com um orçamento musculado e um investimento visível em efeitos digitais de última geração, bem poderia resultar em bons números no Box Office.
O que falhou:
Já uma semana antes da sua estreia, outro nome seguro falharia redondamente nas bilheteiras: The Cable Guy com Jim Carrey anunciava uma crise no “Star System”. Porque Schwarzenegger nunca mais iria atingir o topo do Box Office após Last Action Hero? Má escolha de projectos ou apenas mudanças de gostos do público, Schwarzie não iria ser mais um nome seguro e rentável economicamente. Ou porque os filmes de acção não eram mais apostas seguras a partir dali...
(Menção Honrosa: The Cable Guy)



(1997)Batman & Robin
Orçamento $125 milhões
Bilheteira $107 milhões

O que se previa:
O Morcego estava favorecido entre o público após o sucesso de Batman Forever. Novos aliados, novos vilões (E o nome de Schwarzie, novamente na lista), efeitos visuais de primeira água. Esperava-se o topo. O que poderia falhar?
O que falhou:
Único candidato a destronar Jurassic Park 2, Batman espalhou-se por completo ao se apresentar com mamilos no fato, diálogos ridículos, e uma Batgirl irritante. Tudo montado para se tornar o pior filme do ano.



(1998)Godzilla
Orçamento $130 milhões
Bilheteira $136 milhões

O que se previa:
O filme que se esperava ansiosamente. O remake do monstro japonês era o que faltava aos americanos. Roland Emmerich encarregou-se de tudo, após oferecer Independence Day dois anos antes. Insistia-se que “O tamanho importava”, dimensões tanto no bicho como na destruição em seu redor. Era um ‘Big Budjet’ para um ‘Big Bang’ de duas horas.
O que falhou:
O filme não correspondeu ao mediatismo que provoca no oriente. Mau filme, péssimos actores e a acção não é suficiente para fazer esquecer as incongruências do argumento. Mesmo com os resultados arrecadados (devido à monopolização de salas dessas semanas), era a partir desta data que o CGI e toda a panóplia de efeitos visuais seriam vistos não como uma ferramenta mas também como um empecilho artístico.
(Menção Honrosa: The Avengers)



(1999) Wild Wild West
Orçamento $170 milhões
Bilheteira $113 milhões

O que se previa:
O filme sucessor da dupla Sonnenfeld/Smith após o êxito de Men In Black. Era também a adaptação de uma famosa série TV dos anos 60. Era garantida uma óptima posição na tabela (sim claro está, atrás do episódio 1 de Star Wars).
O que falhou:
Obviamente não correspondeu aos milhões esperados. WWW não é MIB. Western com macacadas futuristas não é o mesmo que usar extraterrestres numa comédia. Ou mesmo ter Kevin Kline num lugar de destaque era arriscadíssimo. A crítica também não foi benevolente, acusando-o de blockbuster mesquinho e sem jeito. Quem hoje se lembra deste filme?



(2000) Mission to Mars
Orçamento $100 milhões
Bilheteira $60 milhões

O que se previa:
O primeiro blockbuster do ano. A odisseia espacial trazida por Brian de Palma esperava abrir o Box Office em grande forma num mês de Março, com a ‘silly season’ ainda longe.
O que falhou:
Logo num início de ano que nos States estava a começar mal, com números difíceis para muitos outros filmes. Foi um mau ano para o Box Office. 2000 era uma nódoa que não se esperava em resultados tão frutuosos doas anos anteriores, que vinham consecutivamente batendo recordes anuais. Com o público enganado, Brian de Palma prometia muito. Num filme sem um "cabeça-de-cartaz" forte, acabou por dar muito pouco. A odisseia a Marte parou nos 60 milhões.



(2001) Pearl Harbor
Orçamento $140 milhões
Bilheteira $198 milhões

O que se previa:
Michael Bay queria repetir o sucesso de Armageddon. Apostava ainda mais nos efeitos visuais, nas explosões, em Ben Affleck e num drama ainda mal cicatrizado datado de 1941. O filme de referência desse Verão.
O que falhou:
Uma semana antes dele estreava Shrek. O público infantil não era o alvo preferencial deste épico de guerra. Na semana seguinte estaria The Animal e Swordfish, obras que normalmente não fazem mossa. Então o que falhou? Com uma tremenda lamechice romântica num triângulo amoroso mal amanhado e a longa duração do filme que matou a obra. Típico Blockbuster sem alma, era constantemente comparado (com as devidas reservas) a Titanic. Falava-se em bater o seu recorde. Banalidades. Apesar do lucro obtido, esperava-se pelo menos atingir o primeiro posto do Box office e tornar-se no filme mais rentável do Verão. Nem às duas centenas de milhões chegaria.



(2002) Men in Black II
Orçamento $140 milhões
Bilheteira $190 milhões

O que se previa:
Mesmo caso que o anterior, o objectivo era ser campeão de bilheteiras. Repetir a fórmula que resultara tão bem em 1997, com mais e melhores efeitos visuais. Sempre os efeitos a dar argumentos para uns milhões...
O que falhou:
O filme nem foi um fracasso, tendo-se até portado bem nas bilheteiras. Mas para quem queria ser campeão, não teve argumentos suficientes para o Spiderman, Lord of the Rings, Sar Wars e Harry Potter. 4 nomes de peso. Ah e também Austin Powers. E outros mais...



(2003) T3: Rise of the Machines
Orçamento $200 milhões
Bilheteira $150 milhões

O que se previa:
Seria o regresso do extreminador implacável 12 anos após a obra-prima de James Cameron. Já isto era argumento suficiente para fazer valer nas salas.
O que falhou:
O próprio facto de ser a prometida sequela de um filme de qualidade inatingível, tornava-o num peso-bomba a um blockbuster que prometia prosseguir a franchise. Mas foi com a mudança de realizador que ditou logo o fracasso. Após isto, acabou por ser rotulado pelo MPAA como R – restricted, Schwarzenegger levava consigo 30 milhões de dólares em ordenado e a concorrência dos Piratas das Caraíbas uma semana depois também não foi fácil de engolir.
(Menções Honrosas: The Hulk e Matrix Revolutions)



(2004) Van Helsing
Orçamento $160 milhões
Bilheteira $120 milhões

O que se previa:
Stephen Sommers vinha dos sucessos da Múmia e sua sequela. Em cartaz, Hugh Jackman AKA Wolverine a mostrar o seu potencial e três antigas pérolas do cinema de terror dos anos 30 a regressarem num só filme. A Universal apostava no Jackpot.
O que falhou:
Nem sempre Maio é sinónimo de lucro garantido... Vale também pela qualidade apresentada. Arrasado pela crítica, o filme é só barulho. Remniscências de outro fracasso chamado Liga dos Extraordinários Cavalheiros.
(Menção Honrosa: Troy)



(2005) King Kong
Orçamento $207 milhões
Bilheteira $218 milhões

O que se previa:
O sonho de infância de Peter Jackson tornava-se realidade. Filmar King Kong foi prontamente aceite pelos estúdios após ter no seu currículo o mega-épico do Senhor dos Anéis. Era também importante reviver o clássico do gorila gigante fazendo esquecer o penoso remake de 1976.
O que falhou:
Sem adversários no mês de Dezembro, esperava-se passar os 300 milhões. Mas as Crónicas de Narnia foi uma surpresa inesperada. No essencial, a crítica gostou da obra de Peter Jackson e o remake foi bem sucedido. Menos mal...



(2006) Superman Returns
Orçamento $270 milhões
Bilheteira $200 milhões

O que se previa:
Após surpreender com os mutantes X-men, Brian Singer disse que traria o herói como sequela directa de Superman que Richard Donner realizara em 1976. Para fazer esquecer as sequelas abomináveis que se seguiriam. Não esquecendo, Singer abandonaria o cargo de realizador de X-men 3 para rodar este filme. Havia uma aura de génio no ar.
O que falhou:
Um Super-Homem filosófico a roçar o religioso, fazia alguma comichão a quem queria um super-herói à antiga, quando o público esperava mais acção, mais calibre. Pior que isso é ser mais outro dos sofredores às mãos dos Piratas das Caraíbas.
(Menção Honrosa: Poseidon)



(2007) The Golden Compass
Orçamento $180 milhões
Bilheteira $70 milhões

O que se previa:
As histórias de mundos fantásticos imaginários e adaptações de livros juvenis, com feiticeiros, animais falantes e monstros da Idade Média estava no seu auge. Era grande a expectativa de suceder à trilogia Lord of the Rings. Um grande elenco e efeitos visuais de categoria davam-no como aposta segura.
O que falhou:
Tremendo flop, pois o público preferiu I am Legend e Alvin & the Chipmunks, deitando abaixo qualquer hipótese de lavar a cara nas outras plataformas como o DVD. Apesar de fazer 300 milhões no resto do mundo, não foi argumento suficiente para evitar a falência da New Line, a sua distribuidora. E com isto anunciou a quebra de confiança nos filmes de fantasia juvenis.



(2008) Speed Racer
Orçamento $120 milhões
Bilheteira $43 milhões

O que se previa:
Adaptação da famosa animação dos anos 60, trazida pelos criadores da saga Matrix. Prometiam efeitos visuais inovadores e entretenimento para toda a família. Com a certeza de que não deixariam ninguém de fora como com os seus anteriores filmes, rotulados com R – Maiores de 18 anos. Não se esperava o topo do ranking, mas pelo menos ultrapassar os valores de produção.
O que falhou:
Iron Man arrasou tudo à sua passagem, levando consigo não só a sequela de Crónicas de Narnia, como também o espectáculo delirante dos irmãos Wachowski. Por vezes o Box Office faz destas coisas inesperadas ou apenas inexplicáveis.



(2009) Terminator Salvation

Orçamento $200 milhões
Bilheteira $125 milhões

O que se previa:
Mais um filme da franchise, finalmente centrado na era apocalíptica do futuro. Mais uma produtora independente a pegar na série, tentando dar-lhe um rumo. É a única grande franchise de Holywood a não pertencer aos grandes estúdios. Apesar disso, é uma marca cimentada mundialmente. Esperava-se chegar acima dos 200 milhões de dólares.
O que falhou:

Estreia um dia antes do Night at the Museum 2 e uma semana antes de Up. Os pais levam os filhos ao cinema, obviamente escolhem o filme para toda a família. O T4 fica então às moscas...
Isso ou pura e simplesmente desprezo. McG a assinar, muitos torceram o nariz. E principalmente SEM Schwarzenegger, desde então Governador d Califórnia.



(2010) Prince of Persia

Orçamento $120 milhões
Bilheteira $43 milhões

O que se previa:
Mais recente adaptação de um popular videojogo. A herança maldita começada por filmes como SuperMario Bros ou Streetfighter estava prestes a ser quebrada. Era o que eles esperavam conseguir com a nova produção de Bruckheimer, o Rei Midas de Hollywood. Fórmula à la Piratas das Caraíbas e efeitos visuais de primeira categoria davam como certa uma nova franchise para este senhor.
O que falhou:

A silly season começou mal. Não, péssimo. Sex & the City 2 e Prince of Persia estreiam com números muito abaixo do esperado. Estaria o público guardar-se para outros filmes? Nem por isso. Shrek 4 também não saiu favorecido e The A-Team não vingou, apesar da popularidade dos títulos na cultura popular americana (e mundial). Está por explicar como Prince of Persia não se saiu com outros números, já que outros filmes muito piores em qualidade ultrapassaram os seus números. Clash of the Titans e The Last Airbender ficaram-se a rir da novela...

24/11/10

2012 com Hans Zimmer

"If world is going to end in 2012, it should end with Hans Zimmer scores in background"
Neverald in Youtube

22/11/10

Tremors sculpt, by Trapjaw

Descoberto no Deviantart. Incrível escultura de uma cena de Tremors (Palpitações). Isto merecia ser comercializado!




"I sculpted Burt Gummer. The Graboid was done by Jon Stevens. This was my first likeness sculpt."

©2008-2010 ~Trapjaw
Burt Gummer vs Graboid (aka dirt dragon)