24/01/11

CINEPÉDIA - Horror

O cinema está repleto de expressões invulgares, de uma gíria cinematográfica, vulgo calão. Os artistas e críticos acabam invariavelmente por classificar os clichés cinematográficos com vocabulário...
O uso constante destes engenhos narrativos veio a criar a Cinepédia.





O cinema de horror sempre foi um género algo maltratado, reprimido e não muito reconhecido entre a classe artística. Tal como a comédia, nunca tiveram aquele espaço de honra que têm por exemplo os dramas e aventuras. Mas a essa margem, todo um movimento artístico foi tomando o seu devido lugar desde as histórias dos monstros da Universal até hoje. No presente, o terror assume-se não menos assustador, mas mais como algo visual. É o sangue que dita as regras do jogo.


Splatter Mais vulgarmente conhecido por gore, é um tipo de filme focado em conteúdos sangrentos e violência gráfica. Através dos efeitos especiais, é no resultante visual que as obras pretendem transmitir o seu forte: Sangue e tripas. Perturbar a mente vulnerável do espectador, mostrando mutilações e cenas de torturas do modo mais chocante. Mas se estes filmes são marginalizados pela sociedade em geral, não deixa de ser um bom motivo para através dela transmitir a sua mensagem social e o seu conteúdo artístico enquanto movimento radical. Enquanto uns se animam em apontar o dedo a todos nós (George Romero e a sua série de filmes ‘zombie’), outros interpretam a liberdade sexual juvenil como uma boa razão para a tensão repelida dos assassinos na sua vingança para com a sociedade (Como a saga “Sexta-feira 13”). Holocausto Canibal abriu caminho. Logo depois Sam Raimi e os seus Evil Dead, ou recentemente Robert Rodriguez com o seu excerto Planet Terror deram a entender com o jorrar de litros de sangue o porquê do terror vestir de vermelho-sangue. Na verdade, os “zombies” nunca se dissociaram da palavra gore. Era uma forma de separar os terrores psicológicos dos que preferiam a hemoglobina como pano de fundo.


Splatstick
Quando o gore se torna tão excessivo que roça a comédia, ou mesmo arranca gargalhadas ao público. Alcunha dada a este tipo de obras com a junção dos géneros Splatter e Slapstick, este último um tipo de comédia física de origens do cinema mudo. Para perceber melhor o conceito, basta relembrar o Braindead de Peter Jackson, talvez o filme mais sangrento da história, apesar dos seus inúmeros momentos de comédia.


Slasher
O tipo de terror mais desgastado da actualidade, não havendo paciência para repetitivos modelos de estrutura narrativa. Normalmente produções baratas e destinadas a adolescentes famintos por emoções fortes, que garantem muitas mortes e gritos. Como é usual e cliché oblige, essas mortes surgem sem efeito de suspense pelas mãos de um serial-killer com uma arma branca. Habitual é também seguirem-se repetitivas sequelas (muitas), mudando-se o elenco mas mantendo o assassino-que-nunca-morre. Quem não conhece o género, donde provieram as séries Pesadelo em Elm Street, Halloween, Texas Chainsaw Massacre, Sexta-feira 13 e agora mais recentemente Saw... Ao contrário das sequelas, os filmes originais combinam frescura com uma boa dose de sustos. Geralmente dão uns toques de gore, não sendo obrigatório serem classificados como tal. Produzem-se assim alguns clássicos do terror, apenas envergonhados pelo que se seguiu. Wes Craven e John Carpenter são dois desses nomes, respeitados pelo talento incutido em cada um dos iniciais. Outro primordial do género e um dos filmes absolutos do slasher film é Psycho, com outro realizador inquestionável ao volante. Hitchcock livraria assim as medidas do slasher dos tempos que viriam. Os restantes derivam do trash, série B, série Z e Grindhouse. Todos eles inúteis, mas também evitáveis.


Torture porn
Após o gore, o slasher e o terror não tinha mais onde se encostar, redefiniu-se um novo tipo de terror macabro. O sexo sempre esteve muito presente nestes géneros mas daqui para a frente a violência seria pormenorizadamente apontada para este tema. As antigas influências do Splatter acabariam por gerar uma nova onda de filmes derivados da nudez, tortura, mutilação e muito sadismo. Foi Eli Roth o principal impulsionador dessa moda. Hostel acabaria por puxar para os limites (se é que ainda os haverá) tudo aquilo que o cinema conhecia do horror. Já não seria apenas a morte após o sexo, mas envolveria a sexualidade nas cenas de tortura e mutilação num abuso de imagens gráficas difíceis de engolir. Seria o factor ‘voyeur’ e grotesco do espectador a fazer o seu trabalho (tal como alguém abranda no trânsito para ver um acidente).
Saw viria a gozar dessa popularidade, com banhos de sangue incompreensíveis para a generalidade do grande público. Tende a banalizar a violência como produto de consumo e um meio de vender a vulgaridade visceral no mercado. Apesar de títulos como The Devil's Rejects, Wolf Creek e Ichi the Killer se inserirem neste pacote, distanciam-se moralmente dos dois exemplos anteriores por não receberem um lançamento em salas tão alargado e por terem orçamentos de produção muito mais reduzidos.
A título de curiosidade, este género acabou também por receber uma alcunha. A combinação de gore com porno vem rotulá-lo de gorno, num portmanteau sugestivo que fica no ouvido.


Carnography
Do latim “carnis” (carne) e do grego “grafi” (escrita), cria-se um neologismo que identifica qualquer obra que contém material violento e excessivamente sangrento, usando-se das técnicas do torture porn. É também por vezes referido de violence porn.


Splatterpunk
Quando a ficção de horror se ia distinguindo como violenta, carnal, hiper-gráfica e sem limites nos meados dos anos 80, cunhou-se este termo que referia o distanciamento do terror clássico e tradicional. Mais tarde, a expressão foi substituída por outra sinónima de sentido: O body horror seria então o género a seguir por alguns realizadores mais atraídos por esta vertente mais orgânica. Clive Barker e os seus Hellraiser seria o expoente máximo do corpo como sacrifício.



SAIBA TAMBÉM QUE...
Final girl/Survivor girl

Particularmente em filmes slashers há especificamente uma mulher que sobrevive ao massacre. Resta no final para o confronto derradeiro com o assassino, vencer e ficar para contar a história. Com particularidades similares de um filme para o outro, a virgindade era sempre associada a essa personagem. Seria normalmente mais inteligente, astuta e vigilante que os anteriores amigos já chacinados. Actualmente um cliché, foi uma das regras a seguir religiosamente na década de 80 até então. The Texas Chain Saw Massacre, Alien, Halloween, Friday the 13th e A Nightmare on Elm Street nunca fugiriam ao esperado. Mesmo Scream viria a terminar deste modo, apesar das explicações cinéfilas durante esse mesmo filme sobre o assunto.


J-Horror
O termo usado para designar o cinema de horror produzido no Japão. É notável pela sua temática em relação ao ocidente, focando-se no horror psicológico e na tensão acumulada. Envolve fantasmas, exorcismos e conteúdos baseados nas lendas religiosas locais.


K-Horror

Outro termo que resume o cinema de outro país oriental, a Coreia (Korea). Tenta distinguir-se do sucesso atingido pelos vizinhos japoneses. Contém os mesmos aspectos, temas e visual do J-Horror, mas aplicado nas regiões do seu país usando os seus próprios elementos culturais. O K-Horror tende a apoiar-se mais na angústia e sofrimento do personagem ao invés de abusar nos efeitos gore e sangrentos.

Artigo originalmente publicado na TAKE nº8, Outubro 2008

18/01/11

Expectativas 2011

2011...
Ano novo, filmes novos.
Nesta lista esperam-se pelos “ovni’s” cinematográficos. Nada de Thor, Piratas 4 ou Transformers 3... Só filmes brain-mixer! Espero ser surpreendido, é assim que descubro aquelas ‘jóias’ do cinema estranho.


The Adjustment Bureau
O que tem: Conspirações e perseguições misteriosas (lembram-se de Dark city?)
Data de estreia: 4 de Março

O que tem: Delírios visuais na mente de uma "louca"(?)
Data de estreia: 25 de Março



Source Code
O que tem: Viagens no tempo (em loop!)
Data de estreia: 1 de Abril

O que tem: Espero mais de Logan's Run e menos de The Island. E é o novo filme de Andrew Niccol, é preciso dizer mais?
Data de estreia: 30 de Setembro


O que tem: The Fountain + Moon... Será assim que o trailer promete?
Data de estreia: Há antestreia em Fevereiro, mas não foi anunciada data a nível nacional (nos EUA).



Após ver os respectivos trailers (nos links de cada título), é impressão minha ou estes "quebra-cabeças" estão cada vez mais mainstream??

16/01/11

Rivais do cinema


Fora da tela há outras rivalidades que não as óbvias. Freddy VS Jason ou Alien VS Predator são apenas ficção. É a rivalidade NO cinema, não DO cinema.
Outras "turras" que por aí andam são algumas delas bem mais interessantes:


Lumières – Edison

A mais antiga rivalidade do cinema.
A História dita que os irmãos Lumières desenvolveram a habilidade de captar em película e projectar através de luz, imagens em movimento. São os inventores do cinematógrafo. Mas Thomas Edison, raposa velha e detentor de várias patentes e invenções populares (tais como a lâmpada eléctrica), não se deixou atrasar nesta oportunidade alheia. Reinventou a forma de fazer cinema e deu-lhe fama e proveito, ao torná-lo num objecto comercial. Inventava o Kinetoscópio. Em França, os Lumières ainda não se apercebiam do tesouro que tinham entre mãos e davam-lhe apenas um uso experimental e mera curiosidade científica ao apresentá-lo ao público. Mas do outro lado do Atlântico, Edison, capitalista americano, registava como sua patente e ganhava dinheiro com isso. Estava a tornar o cinema como uma forma de arte lucrativa, ao dar aos ricos uma forma de distracção.
Um século depois, o cinema é uma das formas de arte mais populares do mundo (e uma das mais lucrativas).
O pico da batalha:
1895, ano determinado para o nascimento do cinema.


Star Wars / Star Trek

O duelo mais famoso da lista.
Entre os dois lados da barricada, os fãs são muito diferentes de si. Apesar da génese ser a mesma, são conceitos opostos que variam em redor da F-C. Entre a exploração espacial mais aventureira, ou a análise social e política entre os temas mais regulares de Star Trek; Star Wars vai pelo lado épico e de entretenimento, com os seus bons e maus clássicos e a propaganda explosiva.
Star Trek é um mundo à parte de Star Wars e é por isso que tanto chocam um com o outro. É muito difícil alguém gostar muito de ambos. E porque Star Trek nasceu primeiro, nos anos 60 com a mítica série original, foi com a popularização generalizada de Star Wars no final dos 70’ que atirou Star Trek para um canto. Os fãs de SW gozaram desde logo então de uma maior visibilidade e tornou os Trekkies como os marginais e nerds elitistas. Estes últimos atacam com o argumento de que são os fãs da “verdadeira e mais precisa" ficção científica.
A batalha entre os dois grupos está a passar por uma revolução, muito devido à má prestação das novas prequelas de SW. E o conceito de trekkie poderá mudar drasticamente com a revolução que foi o filme de JJ Abrams...
O pico da batalha:
1997. Ano do relançamento da trilogia original da Guerra das Estrelas nos cinemas, por alturas em que Star Trek estava na transição para a "The Next Generation".


Schwarzenegger / Stallone

Nos meados dos anos 80, estes dois andaram às turras, insultaram-se na imprensa e batalhavam-se no box-office. Era o começo da carreira de ambos, quando os dois explodiam em Hollywood. Eram dois "touros" de testosterona que digladiavam o título de Action Hero do cinema. Eles dominavam o género de acção durante essa década.
Tinham sido compinchas, zangaram-se, reataram, voltaram a zangar-se e a ofenderem-se mutuamente. Mantiveram carreiras idênticas (filmes de “acção-destroy”, musculaturas exageradas e apetência regular por comédias ligeiras), mas durante estas duas décadas, nenhum deles saiu a perder, apesar das oscilações de ambos. Mas na década de 90 fizeram as pazes, foram sócios fundadores do Planet Hollywood e ainda hoje são amigos que até aparecem juntos em filmes (Expendables).
O pico da batalha:
1985. Commando de um lado e Rocky IV/Rambo II do outro.


Silver / Bruckheimer

Cada um joga no género de acção explosiva e de grande orçamento. O auge deste duelo aconteceu em finais dos anos 80, enquanto Joel Silver se saiu com obras tão fascinantes como Die Hard, Lethal Weapon e Predator, houve uma dupla que foi ganhando o seu pequeno espaço: Don Simpson & Jerry Bruckheimer. Desde Flashdance, Top Gun e Beverly Hills Cop, os blockbusters estavam a ser lucrativos para estes últimos. Mas com a morte de Don Simpson, Bruckheimer decidiu continuar sozinho (Veja-se a espiritual comparação dos logotipos entre o antes e depois). É então que o jogo muda de mão e a partir de 1995, foi o marco de mudança para Bruckheimer.
O pico da batalha:
No final dos anos oitenta, quando ambos lançavam sucessos. Mas em 1995 também houve escarramuça.


Pixar / Dreamworks animation

A Pixar lança o primeiro filme em 1995 com Toy Story e todos percebem que uma parte do futuro passa por aqui. A animação CGI viria para ficar. Logo Spielberg, Katzenberg e Geffen (SKG) trabalham nesta área. Têm o seu primeiro filme em 1998, curiosamente com temática idêntica à da Pixar: Antz de um lado e A bug's life do outro. As formigas eram coincidência a mais. 2001 era a vez dos Monstros. E em 2003 haveria outra: Peixes.

Passados uns anos, cada companhia seguiu o seu curso. Bastante diferentes, diga-se. A Dreamworks pelo caminho da comédia e satirizando a cultura-pop. A Pixar preferiu apostar nas histórias, enternecedoras e moralistas. Hoje o duelo debate-se sobretudo no Box-Office. Se a Pixar consegue na maioria das vezes o lugar acima, a Dreamworks consegue com diversos títulos bons resultados na totalidade (veja-se os seus 3 filmes deste ano) e faz uso (abuso) das sequelas. Veremos o que nos trarão nos próximos anos.
Este é um duelo que ainda vai render muita porrada.
O pico da batalha:
No começo de ambas as companhias, quando lançavam temas idênticos.


Marvel / DC

A DC já colaborava com a Warner desde há muito. Superman e Batman eram adaptados com sucesso, com muitas sequelas atrás (e de qualidade duvidosa). E a Marvel andava nas ruas da amargura, ao adaptar o seu invejável catálogo de forma vergonhosa. Howard the Duck foi talvez o ponto mais baixo dessa fase, onde houve mesmo uma versão de Spiderman de Honk Kong, com redes de baliza a sair-lhe das mãos. Ou até o Fantastic Four e Captain America de Roger Corman... Nos comics, a luta era geralmente um empate, mas no cinema estava completamente desigual. E em 1998 a história mudou: Blade é um pequeno sucesso e arriscam levar os seus super-famosos nomes da forma mais blockbusteriana possível. Com estrelas conhecidas, estúdios de 1º linha a pegar nos projectos, saíram os sucessos que hoje conhecemos. Hoje, a luta no cinema está ao rubro, nunca vista até hoje. A qualidade das aventuras felizmente não decaiu bastante (apesar de alguns percalços). A Marvel espera ansiosamente do retorno dos direitos dos grande nomes à casa-mãe, para assim reger da melhor forma o seu capital. Com a entrada da Marvel na Disney, aguardamos com expectativa para ver o que a DC irá fazer. Aqui vai doer a sério!
O pico da batalha:
Ainda está para vir. The Avengers está a chegar e Justice League está a ser preparado. Com tantos confrontos nos últimos anos, espera-se algo épico.


Team Edward / Team Jacob

Este blog é à prova de histerismo. Mesmo não apreciando a saga Twilight, tenho forças para referir qual a razão porque tantas fãs se “insultam e ofendem”. Há quem goste do Vampiro, há quem goste do Lobisomem... Para mim é igual, ambos não têm futuro.
Entre as fanáticas neuróticas, discutem entre coragem, romantismo, músculos, cor dos olhos ou o amor que Bella tem por cada um deles. E eu, quero lá saber...
O pico da batalha:
Estreia de New Moon. Jacob estava a despontar e ainda Bella andava toda trocada. Com o tempo isso passa-lhes.

14/01/11

13/01/11

Equação Aritmética

Wayne's World
(Dois amigos com um QI abaixo da média que adoram o rock)

+
A Night at the Museum
(Um indivíduo dá de caras com diversas personalidades da História da humanidade)

=
BILL & TED EXCELENT ADVENTURE

11/01/11

Brain-Movies de 2010


Como de costume todos os anos, os filmes mais estranhos, diferentes e intricados do ano são revelados. Sem fugir às minhas raízes, os brain-movies de 2010 em ordem de estreia, aqui estão:



SHUTTER ISLAND


INCEPTION


BLACK SWAN

Black Swan, segundo Arronofsky

Aronofsky sees “Black Swan” as a werewolf movie.



While responding to the physicality of a ballet movie being important, he also mentions his angle to his newest offering. “It’s about transformation, it’s ultimately a werewolf movie. Swan Lake is about a girl trapped as a swan, at night she’s half swan half human, so I saw it as a werewolf movie.”

in indiewire

05/01/11

TOP Posters 2010

Este género de Top deveria acontecer (e aconteceu, por um ano) no morto e enterrado spin-off brain-poster.
Mas a vontade de fazer isto é maior e então mais vale aqui que em lado nenhum. Ora cá vai, melhores posters de filmes estreados em 2010.

Segundo a minha escolha pessoal, as preferências incidiam em duplos sentidos, pormenores inteligentes, "tromp d'oeil", temas icónicos ou apenas imagens soberbas.

10
Toy Story 3

9
Buried


8
Why did I get married too


7
127 hours


6
Kick Ass


5
From Paris With Love


4
Black Swan


3
Repo Men


2
Next Three Days


1
Devil


Muitos outros ficaram de fora, mas vale a pena referir que Date Night, Devil #2, Frozen, Inception, Jackass 3DLet me in, Nightmare on Elm Street e The Expendables, estiveram no lote dos finalistas.
Opiniões?

02/01/11

Momentos 2010

Momento mais electrizante
Kick Ass e as lutas de Hit-Girl.






Momento mais emotivo
Pessoalmente acreditei num desfecho terrível para Toy Story 3, onde todos os bonecos seriam incinerados na caldeira. Aquele apertar de mãos do grupo deixou-me paralizado.




Momento mais surpreendente
Descobrir a infiltração durante o jantar em From Paris With love.






Momento mais chocante
The Other Guys: Samuel L. Jackson e The Rock (SPOILER! sublinhar:) morrem inesperadamente (estupidamente?) no asfalto.





Momento mais arrepiante
O cabelo preso na hélice e o que se segue... Em Piranha






Momento mais irritante
O almoço entre casais no filme Jantar de idiotas.






Momento mais original
Scott Pilgrim vs. the World: Qualquer referência que misture videojogos com BD.





Momento mais aborrecido
A segunda meia hora de filme de The Last Airbender. Até o filme realmente arrancar, é bastante penoso.





Momento mais cómico
O primeiro voo de helicóptero dos A-Team.

01/01/11

Previsões do Futuro

Decidi armar-me em Nostradamus e prever as mudanças do cinema e suas tendências de um futuro longínquo, coisa para daqui a... 25 anos (Shame on me!)

Sempre pensei nas coisas como se estão a tornar. Cinco anos atrás, quem pensaria que o 3-D daria tanto alarido, ou quem há 10 anos atrás veria o filão dos super-heróis tão explorado e proveitoso?
Penso como será daqui para diante e no que se poderá tornar o cinéfilo da próxima geração.
Actualmente, o Geek é quem mais ordena. Seja ele pelo Avatar, Marvel's & DC's, adaptações de videojogos e BD's, etc. Há aquela janela de previsão chamada Comic Con. É o derradeiro teste de popularidade dos filmes apresentados.

O "grosso" das vendas mídia será em digital. Esta é previsível, com as grandes distribuidoras a apontar forças nesse sentido. Mas o formato físico nunca irá desaparecer, por graças aos fervorosos coleccionadores (como eu!)

Prevejo que daqui a 25 anos se produzam inicialmente trailers (ou curtas) para "testar" a popularidade do projecto. Se assim conseguir apoio e apreço do público, então a longa metragem viria a ser realizada. Já hoje se fez algo do género (despropositadamente com os trailers de Grindhouse) e até nasceu como piada pelo Onion sobre o primeiro Iron Man.

Ah, e prevejo que Scott Pilgrim seja uma espécie de Blade Runner. O seu reconhecimento virá ao de cima.

31/12/10

Alterações de Layout


Como podem reparar, as alterações são mínimas. Mas para as pequenas funções que me faltavam, era necessário passar para o novo modelo (o meu datava do de 2006!)

O que consegui:
Template mais limpo, ícones de partilha (Mail, Twitter, Facebook, Buzz) , arrumação do arquivo que vinha desde 2005 (a coluna já era coisa ridícula) e principalmente uma aplicação que queria colocar há muito tempo: Um rating de conteúdos! De 1 a 5, vocês votam ;)

O que ficou por resolver:
Tenho de arranjar maneira de criar um link para as imagens da coluna lateral e transformá-la num botão (do género, clicam na imagem "copy/Paste" e baixa a lista completa).

Espero que gostem.

29/12/10

ON/OFF 2010



ON
Toy Story 3 - O fechar de uma das melhores trilogias do cinema. Pixar did it again!
Nerd age - Kick-Ass e Scott Pilgrim deixaram os fanáticos da BD em pulgas. Saíram dali dois filmes corajosos. Para Geeks only!
Inception - Já muito se falou no filme-sensação do ano. Nuff' Said...
How to Train Your Dragon - A Dreamworks a provar que de vez em quando sabe fazer histórias. A última foi Kung Fu Panda (teremos de esperar mais uma meia dúzia de filmes para assistir a uma nova boa obra?)
A-Team - Porquê a machadada da morte? Filme divertido e encorpado. Merecia mais reconhecimento (e uma sequela)
Predators - Franchise novamente nos carris, esperemos por mais uma sequela na máxima força.
Remakes - Um bom ano para eles: Entre Wolfman, Karate Kid e Piranhas, funcionaram como poucos no recontar da mesma lenga lenga, sem nos pôr a contar carneirinhos.

OFF
Wall Street: Money Never Sleeps
- O argumento é bom, mas Oliver Stone diverte-se tanto com os tiques de videoclipe amador que corta a sede de ganância.
The Losers - Foi por estrear entre The A-Team e The Expendables, ou porque está atestado de clichés?
A Nightmare on Elm Street - Havia a dúvida se tornariam Krueger numa vítima inocente, mas não. O caminho percorrido é o mais banal que pode haver para um remake. Algumas referências nostálgicas e pouco mais...
Clash of the Titans - Retirando a vergonhosa prestação em 3-D, o filme carrega nas costas um argumento de CGI, negligenciando a empatia com o espectador.
Resident Evil: Afterlife - Tendo eu gostado dos primeiros três, desaprecio o facto de não trazerem nada de novo à série.

28/12/10

O nosso Quim deve estar fulo

Trailer de Fast Five: Tem acção, carros e gajas. Tem aquilo que é necessário para apresentar o 5º filme da franchise (pessoalmente, as sequências de acção conquistaram-me).
É-nos mostrado o duelo entre o grupo de Vin Diesel e Paul Walker e a autoridade conduzida por um assombroso Dwayne Johnson.

Mas, falta aqui qualquer coisa... E o vilão do filme, aquele que dá pelo nome de Joaquim de Almeida?
Ai Quim, é que nem um frame...

27/12/10

Arte contemporânea: 2001- A Space Odyssey

Lembram-se do misterioso Monólito preto de Kubrick? Aqui está uma inteligente ideia.





David Herbert
VHS
2005
Styrofoam, Plexiglas and latex paint
244 x 127 x 30.5 cm

24/12/10

Feliz Natal!

Para este Natal quero um leitor Bulu-Rey!!
Desejo a todos os meus leitores um feliz Natal e espero que consigam ver o Gremlins ou o Scrooged na Consoada, eheheh!

22/12/10

Uma miragem chamada Selma Blair

Estive hoje a ver o Real Genius pela primeira vez e tem lá uma personagem ultra-eléctrica chamada Jordan. Eu mal queria acreditar nos meus olhos quando vi que a Selma Blair estava no filme interpretando essa tal rapariga. Não era possível, mas estranhamente, lá estava ela. Assisti todo o filme na convicção de que ela seria a Selma Blair em 1985. Entretanto fazia contas de cabeça, julgando a idade dela nessa data. Puro engano. Ela teria 13 anos.
Os créditos rolam e aparece-me uma certa Michelle Meyrink.


As semelhanças são incríveis...

Outra coincidência que me deixa abananado é esta Michelle Meyrink ter feito um filme chamado Nice girls don't explode. Vejam o trailer e assistam à semelhança que ela tem com o fogo juntamente à personagem de Selma Blair em Hellboy...

E um àparte, mas também outra miragem (esta ainda inconclusiva). No IMDB discute-se se Tom Hanks não terá feito um cameo no filme. A dúvida persiste.
Podem julgar por vocês aqui.