#LivingLaVidaLoca
06/10/15
05/10/15
Linhas Trocadas - Série 3!
"Ó homem, fala mais devagar, fala mais alto! Continuo sem perceber patavina do que estás para aí a dizer... Não fazes sentido nenhum, pá."
Após a minha incursão há quatro anos pelo tema e do ano passado voltar com a sequela, o Brain-Mixer não pára de inverter o sentido das clássicas frases do cinema.
"The movie quotes" nunca deixam de parecer tão estranhas.
Série 3!
04/10/15
03/10/15
Vocábulo cinecalão #5
Uma rúbrica em colaboração com diversos cinéfilos da blogosfera nacional.
Colaboração? Sim! Eles escrevem, eu ilustro!
A ideia é criar um novo vocabulário para os cinéfilos sedentos de palavreado brejeiro, ou apenas em modo pseudo-crítico. Querem escrever críticas cinéfilas à trolha? Então 'bora lá aprender.
(convidados anteriores: Pedro Cinemaxunga, Hélder Almeida, Carlos Reis e Sofia Santos)
A quinta participação é de Rita Santos, do blog Not A Film Critic.
Mãe de todos os clichés
Também é conhecida por “Mãe de todos os lugares-comuns” mas utiliza-se mais frequentemente com a palavra “cliché” porque empregar palavras de origem francesa é mais chique.
Estão a ver quando se encontram em amena cavaqueira com os vossos outros amigos cinéfilos – a espécie não tende a fazer cruzamento – e quando lhes é pedido para identificar o “cliché” que consideram mais irritante num género específico oito em dez referem a mesma situação? Bingo!
Vamos recorrer a géneros de extrema originalidade e totalmente aleatórios tipo o terror e a comédia romântica, para encontrar bons exemplos, sim?
- Um grupo de personagens que se sente acossado por um mal comum decide separar-se. Perdendo a força do número, os personagens começam a ser “despachados”, alguns até fora de cena. Preciso mesmo de nomear alguns filmes?
- Uma patinho-feio faz uma mudança radical de imagem tornando-se, de súbito, bela e o actor principal que até ali não lhe prestava a menor atenção apaixona-se de perdição. Este é daqueles clichés que se topam a quilómetros de distância. Basta ver a personagem feminina para se perceber que tipo de filme vai ser. Ele há exemplos com fartura: “She’s all that”, “My Big Fat Greek Wedding”, “Miss Congeniality”, etc, etc, etc…
Lynchiano
Mas também podia ser Craveniano, Bayonismo, Shyamalano, etc. O céu é o limite. Basta ter vontade de indicar um realizador e ter gosto pela criação de palavras novas. Regra geral, o cinéfilo encontra num filme do próprio ou de qualquer outro realizador, elementos muito típicos daquele estilo de realização. Por exemplo em termos (muito) latos: Surrealismo = Lynchiano; humor auto-referencial = Craven; explosões e babes em trajes menores = Bay; mestria no domínio do suspense = Hitchcock. Alguns serão mais utilizados que outros mas Lynchiano, Cronenbergiano ou Hitchcockiano estarão entre os mais cool. Há aquele cinéfilo que recorre a eles como referência para os leitores e soa bem em qualquer texto do crítico de cinema.
Exemplo: “(…) a sequência ilustra o melhor do universo Lynchiano”. Perceberam? Não é indispensável que entendam, mas que fica bonito...
Mata-insónias
aka Filme Soporífero. Ah, o maior temor do crítico de cinema. Há o filme que se ama, o filme que se odeia e depois existem os outros. O pior é quando o crítico se depara com o filme que é tão mau que o imdb pela primeira vez até acerta na cotação do filme, certo? Errado. O crítico desespera na hora de descrever aquilo que viu quando tudo quanto pensava enquanto o visionava eram as tarefas domésticas que tinha adiado para o poder ver. O filme “Mata-insónias” é aquele que não é mau mas também não iria a correr chamá-lo de “filme de jeito”. Apenas não tem nada de memorável. Pouco há de mais penoso que a película que foi feita sob o efeito de opiáceos e parece destinado a adormecer o espectador. Recordam-se daquele filme que viram naquele dia, naquele canal, àquelas horas, sobre aquela coisa? Pois eu também não.
Exemplo: O “Loft” (2005) é um “mata-insónias”. Custou-me imenso recordar-me de um exemplo (vá-se lá perceber porquê). Dormem que nem um bebé. Juro.
Colaboração? Sim! Eles escrevem, eu ilustro!
A ideia é criar um novo vocabulário para os cinéfilos sedentos de palavreado brejeiro, ou apenas em modo pseudo-crítico. Querem escrever críticas cinéfilas à trolha? Então 'bora lá aprender.
(convidados anteriores: Pedro Cinemaxunga, Hélder Almeida, Carlos Reis e Sofia Santos)
A quinta participação é de Rita Santos, do blog Not A Film Critic.
Mãe de todos os clichés
Também é conhecida por “Mãe de todos os lugares-comuns” mas utiliza-se mais frequentemente com a palavra “cliché” porque empregar palavras de origem francesa é mais chique.
Estão a ver quando se encontram em amena cavaqueira com os vossos outros amigos cinéfilos – a espécie não tende a fazer cruzamento – e quando lhes é pedido para identificar o “cliché” que consideram mais irritante num género específico oito em dez referem a mesma situação? Bingo!
Vamos recorrer a géneros de extrema originalidade e totalmente aleatórios tipo o terror e a comédia romântica, para encontrar bons exemplos, sim?
- Um grupo de personagens que se sente acossado por um mal comum decide separar-se. Perdendo a força do número, os personagens começam a ser “despachados”, alguns até fora de cena. Preciso mesmo de nomear alguns filmes?
- Uma patinho-feio faz uma mudança radical de imagem tornando-se, de súbito, bela e o actor principal que até ali não lhe prestava a menor atenção apaixona-se de perdição. Este é daqueles clichés que se topam a quilómetros de distância. Basta ver a personagem feminina para se perceber que tipo de filme vai ser. Ele há exemplos com fartura: “She’s all that”, “My Big Fat Greek Wedding”, “Miss Congeniality”, etc, etc, etc…
Lynchiano
Mas também podia ser Craveniano, Bayonismo, Shyamalano, etc. O céu é o limite. Basta ter vontade de indicar um realizador e ter gosto pela criação de palavras novas. Regra geral, o cinéfilo encontra num filme do próprio ou de qualquer outro realizador, elementos muito típicos daquele estilo de realização. Por exemplo em termos (muito) latos: Surrealismo = Lynchiano; humor auto-referencial = Craven; explosões e babes em trajes menores = Bay; mestria no domínio do suspense = Hitchcock. Alguns serão mais utilizados que outros mas Lynchiano, Cronenbergiano ou Hitchcockiano estarão entre os mais cool. Há aquele cinéfilo que recorre a eles como referência para os leitores e soa bem em qualquer texto do crítico de cinema.
Exemplo: “(…) a sequência ilustra o melhor do universo Lynchiano”. Perceberam? Não é indispensável que entendam, mas que fica bonito...
Mata-insónias
aka Filme Soporífero. Ah, o maior temor do crítico de cinema. Há o filme que se ama, o filme que se odeia e depois existem os outros. O pior é quando o crítico se depara com o filme que é tão mau que o imdb pela primeira vez até acerta na cotação do filme, certo? Errado. O crítico desespera na hora de descrever aquilo que viu quando tudo quanto pensava enquanto o visionava eram as tarefas domésticas que tinha adiado para o poder ver. O filme “Mata-insónias” é aquele que não é mau mas também não iria a correr chamá-lo de “filme de jeito”. Apenas não tem nada de memorável. Pouco há de mais penoso que a película que foi feita sob o efeito de opiáceos e parece destinado a adormecer o espectador. Recordam-se daquele filme que viram naquele dia, naquele canal, àquelas horas, sobre aquela coisa? Pois eu também não.
Exemplo: O “Loft” (2005) é um “mata-insónias”. Custou-me imenso recordar-me de um exemplo (vá-se lá perceber porquê). Dormem que nem um bebé. Juro.
Obrigado à Rita por aceitar o desafio.
BB-8 Slam Dunk
O meu primeiro mashup do novo filme Star Wars (sim, primeiro. Que tenciono fazer mais)
À venda aqui.
À venda aqui.
02/10/15
Let the Games begin.
"Estão oficialmente abertas as candidaturas para os TCN Blog Awards 2015. De seguida, seguem as regras e datas para as mesmas. O local da cerimónia será anunciado no final do mês de Novembro, sendo já certo que a mesma acontecerá em Lisboa, no dia 9 de Janeiro de 2016."
Tudo AQUI
01/10/15
Logotipo novo? É para já.
(vai lavar a loiça enquanto pensa nos PowerPoints). E assim se vai todo o meu tempo livre...
TCN 2015, meus amigos, tem cara lavada.
TCN 2015, meus amigos, tem cara lavada.
Cantemos o refrão
Surgiu em tom de brincadeira num dos meus comentários ao Pedro Cinemaxunga na página de Facebook, em relação ao logo dos TCN, mas fiquei mesmo a pensar nisso: Criar-se um tema musical para os TCN, instrumental, para tocar enquanto a malta aguarda pelo início da gala. Como que um jingle oficial, onde os acordes se entranham na cabeça por vários dias. Como os Óscares fazem durante os intervalos ou, vá, o mítico genérico de abertura da SIC...
Quem se atreve a criar uma demo? E já agora, escrever umas quadras líricas.
Prometemos obrigar o Manuel Reis a cantá-la ao vivo ineditamente nos primeiros minutos do evento, tipo Hugh Jackman nos Óscares :D
Quem se atreve a criar uma demo? E já agora, escrever umas quadras líricas.
Prometemos obrigar o Manuel Reis a cantá-la ao vivo ineditamente nos primeiros minutos do evento, tipo Hugh Jackman nos Óscares :D
Bondar
Vulcão inactivo (You only live twice), check!
Resort nas montanhas nevadas (On her Magesty's Secret Service), check!
Não quis ver mais, mas metade do trailer tem óptima pinta!!
Resort nas montanhas nevadas (On her Magesty's Secret Service), check!
Não quis ver mais, mas metade do trailer tem óptima pinta!!
30/09/15
BD online!
Aquele argumento que criei para o projecto H-alt está aí para todos lerem. Muitas outras obras neste primeiro número, todas elas fantásticas.
Toca a ler, partilhar e aplaudir ;)
Toca a ler, partilhar e aplaudir ;)
29/09/15
Dissecações de um Cinéfilo Viajador
Até onde vai a tua vontade de ver um filme numa viagem de avião? Se for longa, sim se faz favor. Os quantos conseguirem e enquanto a cabeça aguentar, certo? Ora poderá não ser uma ideia assim tão apelativa. Parece mas não é. O Brain avisa, o Brain é amigo. Acredita. E porquê? Porque duas palavras: Versão alterada.
Certos filmes vêm com a seguinte mensagem "...edited for contents" e isso limita profundamente o modo de assistir certos filmes. Querem ser politicamente correctos ao exibir filmes para toda a família nos seus aviões. A linguagem é alterada, há cenas cortadas cirurgicamente e ficas a coçar a cabeça por notar que aquele tal plano vos parece esquisito. Logo, nada de fucks, esmagamento de crânios e maminhas tapadas com um crop pelo pescoço.
Rever um filme? Olha, porque não? Desde que o conheças de trás para a frente e saibas distinguir as diferenças. Para certos filmes, até se torna um jogo divertido. Na lista que a TAP oferecia aos passageiros de um voo Lisboa/Rio de Janeiro (surpreendentemente repleto de boas escolhas, onde não tinha só a maioria dos êxitos dos últimos anos no catálogo, como também clássicos e cult-movies com umas boas décadas em cima), encontrei por lá o Goodfellas. Ui, a medo tentei confirmar se essas censuras se aplicavam. Se sim, qual o interesse em incluí-lo no plano de oferta? Não faria qualquer sentido e até o Scorsese mostraria o dedo do meio à TAP por tal ofensa artística. Logo antes da Intro de estúdio não me surgiu nenhuma mensagem pré créditos, que seria um bom sinal. E logo no primeiro minuto Joe Pesci metralhava fucks a torto e a direito, antes de rebentar com o gajo na bagageira a taco de basebol. O meu sorriso cresceu ao ritmo das pancadas.
Concluí que essas censuras são selectivas, podendo calhar-nos um filme retalhado, como outro intacto. Intacto? Nem por isso. Porque depois vem a fase dois. O (des)controlo de qualidade a nível técnico. Visualmente, um ecrã nos aviões não ultrapassa as 10 polegadas, salvo raras excepções (e eu não ando em executiva, malta, logo estou limitado a esses prazeres). E se isso não é um obstáculo para melhor apreciar um filme, então vocês têm de reavaliar as vossas exigências. Mesmo que haja cada vez mais putos que dizem assistir a filmes em telemóveis, eles não são o público a quem se destina este artigo.
Recapitulando, um ecrã minimal e para mais a uma resolução SD oferecida gentilmente pelo Mr. 1995. Isto não é aceitável de modo algum. Ah, e já vos disse que alguns deles são formatos 4:3 esticados par caberem no ecrã 16:9? Ahah não tinha dito, é que eu gosto de deixar sempre o pior para o fim.
Audio? Estéreo. Eu habituado ao meu home cinema 5.1 já torço o nariz a estes simplismos da vida. Esperem... têm de colocar fones. Sim daqueles que se metem dentro dos ouvidos, de tal modo que não consigam distinguir o bass do treble. E o pior vem de fora: As malditas turbinas que nos mantêm no ar… A não ser que saquem dos vossos Bose de 300€, felizes de vós, betinhos da treta que nem têm a dignidade de ir ver os filmes no cinema como gente rica.
Ah estão rever um filme que já tinham visto no cinema? Volto atrás na palavra, então...
É que o meu lema neste tipo de situações normalmente é rever filmes. Não importa se são de dúbia qualidade e tento sempre divertir-me com a sessão. E geralmente evito escolher blockbusters, por achar um erro grosseiro pelas razões enumeradas lá atrás. E comédias, porque não estou interessado a ser o único a gargalhar feito anormal num avião cheio de malta que decidiu escolher o 12 Years a Slave. Não sou como aquele gajo que se ria a cada três segundos com um episódio do Mr Bean. Parecia aquele meu tio da França, quando vê os filmes do Bud Spencer.
Mas nesta viagem para o Rio, não consegui resistir a um que ali me chamava na lista, como que uma musa entre o Cabo das Tormentas. Jim Carrey e o seu Ace Ventura são como que a minha luz ultravioleta se eu fosse um mosquito. E lá cliquei, esperando pelo pior (de mim). E apesar de conhecer o filme como quem conhece o cheiro de batatas fritas, a gula foi tal que me dei a disfarçar o riso com tosse forçada e falsos bocejos...
Outra táctica usada nestas viagens é aproveitar essas horas perdidas para ver aqueles filmes que normalmente não teria pachorra ou prioridade estando eu em casa. É como quem diz, filmes de merda. E assim, não dou o meu tempo caseiro dado como perdido. Junto tudo no mesmo saco. E quem diz Were the Millers, diz Night on the Museum 3 ou outro desperdício qualquer.
Depois é engraçado olhar em redor e cuscar as escolhas dos que nos rodeiam. As miúdas que escolheram um blockbuster com Channing Tatum por razões que só elas sabem, a comédia romântica só porque sim ou o tanso que está a ver o Mad Max Fury Road num avião a 800kms/h. E sim, todos os exemplos aconteceram no meu voo, mas não vou agora discutir estes critérios pessoais e poder democrático. O idoso que vê o filme às metades enquanto passa pelas brasas, ou a senhora que pausa o filme a cada capítulo para ir ao wc, tirar coisas da mala ou meter conversa com o idoso que por acaso até acabou de adormecer novamente...
E tu, estás confortável? Pois não, também o teu vizinho acabou de adormecer e está a martelar aleatoriamente no teu ombro. O casal da frente lembrou-se de levantar a baia do vidro e subitamente "fez-se luz, aleluia irmão!". Para complicar a coisa e aqui não importa qual a fila onde te encontras ou se têm a merda dos bose, mas vais obrigatoriamente ouvir o bebé que desatou a chorar desalmadamente quando estavas mesmo naquele momento contemplativo do filme. Oh, a não ser que tenhas adormecido entretanto. E neste caso amigo, este artigo também não é para ti...
Certos filmes vêm com a seguinte mensagem "...edited for contents" e isso limita profundamente o modo de assistir certos filmes. Querem ser politicamente correctos ao exibir filmes para toda a família nos seus aviões. A linguagem é alterada, há cenas cortadas cirurgicamente e ficas a coçar a cabeça por notar que aquele tal plano vos parece esquisito. Logo, nada de fucks, esmagamento de crânios e maminhas tapadas com um crop pelo pescoço.
Rever um filme? Olha, porque não? Desde que o conheças de trás para a frente e saibas distinguir as diferenças. Para certos filmes, até se torna um jogo divertido. Na lista que a TAP oferecia aos passageiros de um voo Lisboa/Rio de Janeiro (surpreendentemente repleto de boas escolhas, onde não tinha só a maioria dos êxitos dos últimos anos no catálogo, como também clássicos e cult-movies com umas boas décadas em cima), encontrei por lá o Goodfellas. Ui, a medo tentei confirmar se essas censuras se aplicavam. Se sim, qual o interesse em incluí-lo no plano de oferta? Não faria qualquer sentido e até o Scorsese mostraria o dedo do meio à TAP por tal ofensa artística. Logo antes da Intro de estúdio não me surgiu nenhuma mensagem pré créditos, que seria um bom sinal. E logo no primeiro minuto Joe Pesci metralhava fucks a torto e a direito, antes de rebentar com o gajo na bagageira a taco de basebol. O meu sorriso cresceu ao ritmo das pancadas.
Concluí que essas censuras são selectivas, podendo calhar-nos um filme retalhado, como outro intacto. Intacto? Nem por isso. Porque depois vem a fase dois. O (des)controlo de qualidade a nível técnico. Visualmente, um ecrã nos aviões não ultrapassa as 10 polegadas, salvo raras excepções (e eu não ando em executiva, malta, logo estou limitado a esses prazeres). E se isso não é um obstáculo para melhor apreciar um filme, então vocês têm de reavaliar as vossas exigências. Mesmo que haja cada vez mais putos que dizem assistir a filmes em telemóveis, eles não são o público a quem se destina este artigo.
Recapitulando, um ecrã minimal e para mais a uma resolução SD oferecida gentilmente pelo Mr. 1995. Isto não é aceitável de modo algum. Ah, e já vos disse que alguns deles são formatos 4:3 esticados par caberem no ecrã 16:9? Ahah não tinha dito, é que eu gosto de deixar sempre o pior para o fim.
Audio? Estéreo. Eu habituado ao meu home cinema 5.1 já torço o nariz a estes simplismos da vida. Esperem... têm de colocar fones. Sim daqueles que se metem dentro dos ouvidos, de tal modo que não consigam distinguir o bass do treble. E o pior vem de fora: As malditas turbinas que nos mantêm no ar… A não ser que saquem dos vossos Bose de 300€, felizes de vós, betinhos da treta que nem têm a dignidade de ir ver os filmes no cinema como gente rica.
Ah estão rever um filme que já tinham visto no cinema? Volto atrás na palavra, então...
É que o meu lema neste tipo de situações normalmente é rever filmes. Não importa se são de dúbia qualidade e tento sempre divertir-me com a sessão. E geralmente evito escolher blockbusters, por achar um erro grosseiro pelas razões enumeradas lá atrás. E comédias, porque não estou interessado a ser o único a gargalhar feito anormal num avião cheio de malta que decidiu escolher o 12 Years a Slave. Não sou como aquele gajo que se ria a cada três segundos com um episódio do Mr Bean. Parecia aquele meu tio da França, quando vê os filmes do Bud Spencer.
Mas nesta viagem para o Rio, não consegui resistir a um que ali me chamava na lista, como que uma musa entre o Cabo das Tormentas. Jim Carrey e o seu Ace Ventura são como que a minha luz ultravioleta se eu fosse um mosquito. E lá cliquei, esperando pelo pior (de mim). E apesar de conhecer o filme como quem conhece o cheiro de batatas fritas, a gula foi tal que me dei a disfarçar o riso com tosse forçada e falsos bocejos...
Outra táctica usada nestas viagens é aproveitar essas horas perdidas para ver aqueles filmes que normalmente não teria pachorra ou prioridade estando eu em casa. É como quem diz, filmes de merda. E assim, não dou o meu tempo caseiro dado como perdido. Junto tudo no mesmo saco. E quem diz Were the Millers, diz Night on the Museum 3 ou outro desperdício qualquer.
Depois é engraçado olhar em redor e cuscar as escolhas dos que nos rodeiam. As miúdas que escolheram um blockbuster com Channing Tatum por razões que só elas sabem, a comédia romântica só porque sim ou o tanso que está a ver o Mad Max Fury Road num avião a 800kms/h. E sim, todos os exemplos aconteceram no meu voo, mas não vou agora discutir estes critérios pessoais e poder democrático. O idoso que vê o filme às metades enquanto passa pelas brasas, ou a senhora que pausa o filme a cada capítulo para ir ao wc, tirar coisas da mala ou meter conversa com o idoso que por acaso até acabou de adormecer novamente...
E tu, estás confortável? Pois não, também o teu vizinho acabou de adormecer e está a martelar aleatoriamente no teu ombro. O casal da frente lembrou-se de levantar a baia do vidro e subitamente "fez-se luz, aleluia irmão!". Para complicar a coisa e aqui não importa qual a fila onde te encontras ou se têm a merda dos bose, mas vais obrigatoriamente ouvir o bebé que desatou a chorar desalmadamente quando estavas mesmo naquele momento contemplativo do filme. Oh, a não ser que tenhas adormecido entretanto. E neste caso amigo, este artigo também não é para ti...
25/09/15
Lugarejos
Continuo a dizer que seria um desperdício não aproveitarmos a dica para por cá fazermos nós o spin-off desta cena do Poltergeist.
Mais do que a (pouca) bilheteira do filme, faria milagres ao turismo da região, ahahah!
Mais do que a (pouca) bilheteira do filme, faria milagres ao turismo da região, ahahah!
21/09/15
18/09/15
14/09/15
Vocábulo cinecalão #4
Uma rúbrica em colaboração com diversos cinéfilos da blogosfera nacional.
Colaboração? Sim! Eles escrevem, eu ilustro!
A ideia é criar um novo vocabulário para os cinéfilos sedentos de palavreado brejeiro, ou apenas em modo pseudo-crítico. Querem escrever críticas cinéfilas à trolha? Então 'bora lá aprender.
(convidados anteriores: Pedro Cinemaxunga, Hélder Almeida, e Carlos Reis)
A quarta participação é de Sofia Santos, do blog Girl on Film.
Obrigado à Sofia por aceitar o desafio!
Colaboração? Sim! Eles escrevem, eu ilustro!
A ideia é criar um novo vocabulário para os cinéfilos sedentos de palavreado brejeiro, ou apenas em modo pseudo-crítico. Querem escrever críticas cinéfilas à trolha? Então 'bora lá aprender.
(convidados anteriores: Pedro Cinemaxunga, Hélder Almeida, e Carlos Reis)
A quarta participação é de Sofia Santos, do blog Girl on Film.
Pepineira
pe.pi.nei.ra
[pəpiˈnɐjrɐ]
nome feminino
1. porção de
terreno em que se cultivam pepinos; pepinal
2. [Figurado]
brincadeira; pândega; troça; sessão ou
tema de pouca importância e pouco agradável;
cena reles.
Na crítica
cinematográfica:
Termo pseudointelectual mas dissoluto, utilizado para
descrever os filmes que o crítico considera uma merda.
Exemplo:
É um desconsolo ver o talento, os
abdominais e a voz gutural, pornográfica e sexy de Vin Diesel desperdiçada
nesta pepineira de filme cujo único valor a ressalvar é o facto lamentável de
mostrar de que o Cinema americano está esgrouviado.
Pastelão
pas•te•lão
(pastel + -ão)
substantivo masculino
1. [Culinária] Grande
pastel ou grande empada.
2. [Figurado] Pessoa
indolente, preguiçosa. = PAMONHA
Na critica
cinematográfica:
Termo usado pelo critico quando considera o filme uma seca e
obviamente, uma merda.
Exemplo:
Cloud Atlas é profundamente aborrecido, monótono, cansativo
e maçador, ou seja, um insuportável de pastelão que nem em caso de insónias
crónicas deve ser visto.
Lambão
lam•bão
adjectivo e substantivo masculino
1. Que ou aquele que é lambareiro, glutão.
2. Guloso, comilão.
Feminino: lambona.
Na critica
cinematográfica:
Termo usado pelo critico quando o filme tenta ser aquilo que
na verdade não é. Um filme que auspicia
ter 10 estrelas no IMDb mas que na verdade é uma merda.
Exemplo:
Uma tentativa de ensaio, completamente afastado da
genialidade e que nem sequer é merecedor de ser assinalável. É um filme que
tenta ser valioso de forma lambona.
Obrigado à Sofia por aceitar o desafio!
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