05/10/15

Linhas Trocadas - Série 3!


"Ó homem, fala mais devagar, fala mais alto! Continuo sem perceber patavina do que estás para aí a dizer... Não fazes sentido nenhum, pá."
Após a minha incursão há quatro anos pelo tema e do ano passado voltar com a sequela, o Brain-Mixer não pára de inverter o sentido das clássicas frases do cinema.

"The movie quotes" nunca deixam de parecer tão estranhas.
Série 3!























03/10/15

Vocábulo cinecalão #5

Uma rúbrica em colaboração com diversos cinéfilos da blogosfera nacional. 
Colaboração? Sim! Eles escrevem, eu ilustro!

A ideia é criar um novo vocabulário para os cinéfilos sedentos de palavreado brejeiro, ou apenas em modo pseudo-crítico. Querem escrever críticas cinéfilas à trolha? Então 'bora lá aprender.
(convidados anteriores: Pedro Cinemaxunga, Hélder AlmeidaCarlos Reis e Sofia Santos)



A quinta participação é de Rita Santos, do blog Not A Film Critic.



Mãe de todos os clichés
Também é conhecida por “Mãe de todos os lugares-comuns” mas utiliza-se mais frequentemente com a palavra “cliché” porque empregar palavras de origem francesa é mais chique.
Estão a ver quando se encontram em amena cavaqueira com os vossos outros amigos cinéfilos – a espécie não tende a fazer cruzamento – e quando lhes é pedido para identificar o “cliché” que consideram mais irritante num género específico oito em dez referem a mesma situação? Bingo!
Vamos recorrer a géneros de extrema originalidade e totalmente aleatórios tipo o terror e a comédia romântica, para encontrar bons exemplos, sim?
- Um grupo de personagens que se sente acossado por um mal comum decide separar-se. Perdendo a força do número, os personagens começam a ser “despachados”, alguns até fora de cena. Preciso mesmo de nomear alguns filmes?
- Uma patinho-feio faz uma mudança radical de imagem tornando-se, de súbito, bela e o actor principal que até ali não lhe prestava a menor atenção apaixona-se de perdição. Este é daqueles clichés que se topam a quilómetros de distância. Basta ver a personagem feminina para se perceber que tipo de filme vai ser. Ele há exemplos com fartura: “She’s all that”, “My Big Fat Greek Wedding”, “Miss Congeniality”, etc, etc, etc…


Lynchiano
Mas também podia ser Craveniano, Bayonismo, Shyamalano, etc. O céu é o limite. Basta ter vontade de indicar um realizador e ter gosto pela criação de palavras novas. Regra geral, o cinéfilo encontra num filme do próprio ou de qualquer outro realizador, elementos muito típicos daquele estilo de realização. Por exemplo em termos (muito) latos: Surrealismo = Lynchiano; humor auto-referencial = Craven; explosões e babes em trajes menores = Bay; mestria no domínio do suspense = Hitchcock. Alguns serão mais utilizados que outros mas Lynchiano, Cronenbergiano ou Hitchcockiano estarão entre os mais cool. Há aquele cinéfilo que recorre a eles como referência para os leitores e soa bem em qualquer texto do crítico de cinema.
Exemplo: “(…) a sequência ilustra o melhor do universo Lynchiano”. Perceberam? Não é indispensável que entendam, mas que fica bonito...


Mata-insónias
aka Filme Soporífero. Ah, o maior temor do crítico de cinema. Há o filme que se ama, o filme que se odeia e depois existem os outros. O pior é quando o crítico se depara com o filme que é tão mau que o imdb pela primeira vez até acerta na cotação do filme, certo? Errado. O crítico desespera na hora de descrever aquilo que viu quando tudo quanto pensava enquanto o visionava eram as tarefas domésticas que tinha adiado para o poder ver. O filme “Mata-insónias” é aquele que não é mau mas também não iria a correr chamá-lo de “filme de jeito”. Apenas não tem nada de memorável. Pouco há de mais penoso que a película que foi feita sob o efeito de opiáceos e parece destinado a adormecer o espectador. Recordam-se daquele filme que viram naquele dia, naquele canal, àquelas horas, sobre aquela coisa? Pois eu também não.
Exemplo: O “Loft” (2005) é um “mata-insónias”. Custou-me imenso recordar-me de um exemplo (vá-se lá perceber porquê). Dormem que nem um bebé. Juro.


Obrigado à Rita por aceitar o desafio.

BB-8 Slam Dunk

O meu primeiro mashup do novo filme Star Wars (sim, primeiro. Que tenciono fazer mais)

À venda aqui.

02/10/15

Let the Games begin.


"Estão oficialmente abertas as candidaturas para os TCN Blog Awards 2015. De seguida, seguem as regras e datas para as mesmas. O local da cerimónia será anunciado no final do mês de Novembro, sendo já certo que a mesma acontecerá em Lisboa, no dia 9 de Janeiro de 2016."

Tudo AQUI

01/10/15

Logotipo novo? É para já.

(vai lavar a loiça enquanto pensa nos PowerPoints). E assim se vai todo o meu tempo livre...
TCN 2015, meus amigos, tem cara lavada.


Cantemos o refrão

Surgiu em tom de brincadeira num dos meus comentários ao Pedro Cinemaxunga na página de Facebook, em relação ao logo dos TCN, mas fiquei mesmo a pensar nisso: Criar-se um tema musical para os TCN, instrumental, para tocar enquanto a malta aguarda pelo início da gala. Como que um jingle oficial, onde os acordes se entranham na cabeça por vários dias. Como os Óscares fazem durante os intervalos ou, vá, o mítico genérico de abertura da SIC...
Quem se atreve a criar uma demo? E já agora, escrever umas quadras líricas.

Prometemos obrigar o Manuel Reis a cantá-la ao vivo ineditamente nos primeiros minutos do evento, tipo Hugh Jackman nos Óscares :D

Bondar

Vulcão inactivo (You only live twice), check!
Resort nas montanhas nevadas (On her Magesty's Secret Service), check!
Não quis ver mais, mas metade do trailer tem óptima pinta!!


30/09/15

BD online!

Aquele argumento que criei para o projecto H-alt está aí para todos lerem. Muitas outras obras neste primeiro número, todas elas fantásticas.
Toca a ler, partilhar e aplaudir  ;)

http://h-alt.weebly.com/revista.html

29/09/15

Dissecações de um Cinéfilo Viajador

   Até onde vai a tua vontade de ver um filme numa viagem de avião? Se for longa, sim se faz favor. Os quantos conseguirem e enquanto a cabeça aguentar, certo? Ora poderá não ser uma ideia assim tão apelativa. Parece mas não é. O Brain avisa, o Brain é amigo. Acredita. E porquê? Porque duas palavras: Versão alterada.
   Certos filmes vêm com a seguinte mensagem "...edited for contents" e isso limita profundamente o modo de assistir certos filmes. Querem ser politicamente correctos ao exibir filmes para toda a família nos seus aviões. A linguagem é alterada, há cenas cortadas cirurgicamente e ficas a coçar a cabeça por notar que aquele tal plano vos parece esquisito. Logo, nada de fucks, esmagamento de crânios e maminhas tapadas com um crop pelo pescoço.


   Rever um filme? Olha, porque não? Desde que o conheças de trás para a frente e saibas distinguir as diferenças. Para certos filmes, até se torna um jogo divertido. Na lista que a TAP oferecia aos passageiros de um voo Lisboa/Rio de Janeiro (surpreendentemente repleto de boas escolhas, onde não tinha só a maioria dos êxitos dos últimos anos no catálogo, como também clássicos e cult-movies com umas boas décadas em cima), encontrei por lá o Goodfellas. Ui, a medo tentei confirmar se essas censuras se aplicavam. Se sim, qual o interesse em incluí-lo no plano de oferta? Não faria qualquer sentido e até o Scorsese mostraria o dedo do meio à TAP por tal ofensa artística. Logo antes da Intro de estúdio não me surgiu nenhuma mensagem pré créditos, que seria um bom sinal. E logo no primeiro minuto Joe Pesci metralhava fucks a torto e a direito, antes de rebentar com o gajo na bagageira a taco de basebol. O meu sorriso cresceu ao ritmo das pancadas.

   Concluí que essas censuras são selectivas, podendo calhar-nos um filme retalhado, como outro intacto. Intacto? Nem por isso. Porque depois vem a fase dois. O (des)controlo de qualidade a nível técnico. Visualmente, um ecrã nos aviões não ultrapassa as 10 polegadas, salvo raras excepções (e eu não ando em executiva, malta, logo estou limitado a esses prazeres). E se isso não é um obstáculo para melhor apreciar um filme, então vocês têm de reavaliar as vossas exigências. Mesmo que haja cada vez mais putos que dizem assistir a filmes em telemóveis, eles não são o público a quem se destina este artigo.
   Recapitulando, um ecrã minimal e para mais a uma resolução SD oferecida gentilmente pelo Mr. 1995. Isto não é aceitável de modo algum. Ah, e já vos disse que alguns deles são formatos 4:3 esticados par caberem no ecrã 16:9? Ahah não tinha dito, é que eu gosto de deixar sempre o pior para o fim.
   Audio? Estéreo. Eu habituado ao meu home cinema 5.1 já torço o nariz a estes simplismos da vida. Esperem... têm de colocar fones. Sim daqueles que se metem dentro dos ouvidos, de tal modo que não consigam distinguir o bass do treble. E o pior vem de fora: As malditas turbinas que nos mantêm no ar… A não ser que saquem dos vossos Bose de 300€, felizes de vós, betinhos da treta que nem têm a dignidade de ir ver os filmes no cinema como gente rica.

   Ah estão rever um filme que já tinham visto no cinema? Volto atrás na palavra, então...
É que o meu lema neste tipo de situações normalmente é rever filmes. Não importa se são de dúbia qualidade e tento sempre divertir-me com a sessão. E geralmente evito escolher blockbusters, por achar um erro grosseiro pelas razões enumeradas lá atrás. E comédias, porque não estou interessado a ser o único a gargalhar feito anormal num avião cheio de malta que decidiu escolher o 12 Years a Slave. Não sou como aquele gajo que se ria a cada três segundos com um episódio do Mr Bean. Parecia aquele meu tio da França, quando vê os filmes do Bud Spencer.
   Mas nesta viagem para o Rio, não consegui resistir a um que ali me chamava na lista, como que uma musa entre o Cabo das Tormentas. Jim Carrey e o seu Ace Ventura são como que a minha luz ultravioleta se eu fosse um mosquito. E lá cliquei, esperando pelo pior (de mim). E apesar de conhecer o filme como quem conhece o cheiro de batatas fritas, a gula foi tal que me dei a disfarçar o riso com tosse forçada e falsos bocejos...

   Outra táctica usada nestas viagens é aproveitar essas horas perdidas para ver aqueles filmes que normalmente não teria pachorra ou prioridade estando eu em casa. É como quem diz, filmes de merda. E assim, não dou o meu tempo caseiro dado como perdido. Junto tudo no mesmo saco. E quem diz Were the Millers, diz Night on the Museum 3 ou outro desperdício qualquer.
   Depois é engraçado olhar em redor e cuscar as escolhas dos que nos rodeiam. As miúdas que escolheram um blockbuster com Channing Tatum por razões que só elas sabem, a comédia romântica só porque sim ou o tanso que está a ver o Mad Max Fury Road num avião a 800kms/h. E sim, todos os exemplos aconteceram no meu voo, mas não vou agora discutir estes critérios pessoais e poder democrático. O idoso que vê o filme às metades enquanto passa pelas brasas, ou a senhora que pausa o filme a cada capítulo para ir ao wc, tirar coisas da mala ou meter conversa com o idoso que por acaso até acabou de adormecer novamente...
   E tu, estás confortável? Pois não, também o teu vizinho acabou de adormecer e está a martelar aleatoriamente no teu ombro. O casal da frente lembrou-se de levantar a baia do vidro e subitamente "fez-se luz, aleluia irmão!". Para complicar a coisa e aqui não importa qual a fila onde te encontras ou se têm a merda dos bose, mas vais obrigatoriamente ouvir o bebé que desatou a chorar desalmadamente quando estavas mesmo naquele momento contemplativo do filme. Oh, a não ser que tenhas adormecido entretanto. E neste caso amigo, este artigo também não é para ti...

25/09/15

Lugarejos

Continuo a dizer que seria um desperdício não aproveitarmos a dica para por cá fazermos nós o spin-off desta cena do Poltergeist.
Mais do que a (pouca) bilheteira do filme, faria milagres ao turismo da região, ahahah!


18/09/15

14/09/15

Vocábulo cinecalão #4

Uma rúbrica em colaboração com diversos cinéfilos da blogosfera nacional. 
Colaboração? Sim! Eles escrevem, eu ilustro!

A ideia é criar um novo vocabulário para os cinéfilos sedentos de palavreado brejeiro, ou apenas em modo pseudo-crítico. Querem escrever críticas cinéfilas à trolha? Então 'bora lá aprender.
(convidados anteriores: Pedro Cinemaxunga, Hélder Almeida, e Carlos Reis)



A quarta participação é de Sofia Santos, do blog Girl on Film.






Pepineira 
pe.pi.nei.ra

 [pəpiˈnɐjrɐ]

nome feminino
1. porção de terreno em que se cultivam pepinos; pepinal
2. [Figurado]  brincadeira; pândega; troça; sessão ou tema de pouca importância e pouco agradável;  cena reles. 


Na crítica cinematográfica:
Termo pseudointelectual mas dissoluto, utilizado para descrever os filmes que o crítico considera uma merda.

Exemplo:
É um desconsolo ver o talento, os abdominais e a voz gutural, pornográfica e sexy de Vin Diesel desperdiçada nesta pepineira de filme cujo único valor a ressalvar é o facto lamentável de mostrar de que o Cinema americano está esgrouviado.




Pastelão 
pas•te•lão

(pastel + -ão)

substantivo masculino
1. [Culinária]  Grande pastel ou grande empada.
2. [Figurado]  Pessoa indolente, preguiçosa. = PAMONHA
Na critica cinematográfica:
Termo usado pelo critico quando considera o filme uma seca e obviamente, uma merda.

 Exemplo:
Cloud Atlas é profundamente aborrecido, monótono, cansativo e maçador, ou seja, um insuportável de pastelão que nem em caso de insónias crónicas deve ser visto.






Lambão 
lam•bão
adjectivo e substantivo masculino
1. Que ou aquele que é lambareiro, glutão.
2. Guloso, comilão.
Feminino: lambona.
 Na critica cinematográfica:

Termo usado pelo critico quando o filme tenta ser aquilo que na verdade não é. Um filme que  auspicia ter 10 estrelas no IMDb mas que na verdade é uma merda.

Exemplo:
Uma tentativa de ensaio, completamente afastado da genialidade e que nem sequer é merecedor de ser assinalável. É um filme que tenta ser valioso de forma lambona.




Obrigado à Sofia por aceitar o desafio!

10/09/15

Figuras do terror

Belas obras da Carla Rodrigues e do Pedro Carvalho no MOTELx. Quem ainda não viu a exposição das representações de figuras de terror, ide, que é entrada livre.
Parabéns aos artistas :)