Parece que é geral: Está na moda vaiar um filme no final, quer ele seja prestigiante ou com um
hype enorme atrás dele. Em toda a internet se fala nisso, mesmo pelos blogs cinéfilos nacionais o tema parece estar na ordem do dia.
Desde os diversos filmes inscritos na minha "
lista de expectativas" para 2006, muitos deles foram para já reduzidos a meros filmes sem futuro. A polémica alastra-se quando em festivais glamourosos como Cannes e Veneza se dá largas à opinião pessimista.
Ora vejamos:
Southland Tales estreia em Cannes. Todos torcem o nariz à fábula futurista-musical de Richard Kelly. Queixam-se também que as 3 horas de filme são penosas e aborrecidas.
Lady in the Water estreia nos Estados Unidos e (quase) toda a crítica especializada varre o filme para um canto com o desabafo de que Shyamalan perdeu o talento para contar histórias.
The Fountain estreia em Veneza e é vaiado, assobiado e apupado no final do filme. Aronovsky não esperava tal recepção.
Se toda esta polémica está a ser difundida para todo o mundo mostrando a ideia errada de que os filmes são maus, isso será um grande golpe para o eventual sucesso económico destas obras no resto do mundo. As bilheteiras sofrerão com isso nem que seja para recuperarem o dinheiro investido. Mas se isso aconteceu com
World Trade Center de Oliver Stone, que para além de também ser outro dos vaiados, não se conseguiu segurar nas bilheteiras (mas na realidade, este WTC não era para ganhar dinheiro. Não era esse o objectivo), o mesmo não aconteceu com
O Código DaVinci. Apesar de arrasado pela crítica e que nem o público gostou da obra, não foi o suficiente para o tirar do topo dos filmes mais vistos neste ano mundialmente. Para este último parece que a polémica deu frutos:
Digam mal, mas vejam o filme antes de dizer mal...Para concluir, posso apenas desabafar os meus receios de uma idêntica recepção às futuras obras apoiadas pelo brain-mixer que estarão para sair brevemente: Falo obviamente de
INLAND EMPIRE e
The Science of Sleep. Estarão também estes condenados a seguir o caminho dos anteriores?
Se todos eles acabarem por se tornar filmes-de-culto amados por uns e odiados por outros, então venham lá as más línguas!