Apenas ontem me dei conta disso, ao rever o artigo sobre as picardias dos filmes em 1997. É também em 1997 que surge uma curiosidade, uma coincidência anormal, onde não deve ter sido propositado nem intencional...
Contacto e Men In Black têm uma enorme semelhança na sua abertura e encerramento, respectivamente.
Tal como um espelho, onde um começa, o outro acaba:
Contacto
MIB - Homens de Negro
29/04/09
26/04/09
Automóveis Bizarros
Fast & Furious estreou nas salas de todo o mundo. Muitos automóveis, "kitados", diferentes, estranhos.
Mais bizarros são outros automóveis que o cinema nos ofereceu. Eis os meus escolhidos.
(Filmes de Ficção científica não contam...)
10. The Munsters (1964)
O "Munster Koach" AKA Munstermobile é o automóvel da família desta série dos anos 60. Mais parece uma sala de jantar ambulante, com os seus candeeiros a iluminarem a dianteira. Neste show havia também o Dragula, o carro de Grandpa. É só ícones!
09. Mad Max 3 (1985)
O "Cow-car", designado pela pele de vaca que reveste a carlinga, faz de veículo de um dos bandos que persegue Max e companhia. Acaba a capotar. E ainda falam em vacas loucas...
08. Dumb & Dumber (1994)

Este Ford Econoline 'Sheepdog' é o automóvel do trabalho de Harry, que faz de babysitter ao cães alojados na furgoneta. Acompanhamos a vida deste carro até mais de metade do filme, onde dá boleia a uma família de mexicanos, alberga cervejas de mijo, até terminar sem gasolina no meio do deserto.
07. The Flintstones (1994)

Esqueçam a subida dos preços da gasolina. Façam como Fred Flintstone e dêem à sola, literalmente! Entre um triciclo e um cilindro das obras, o veículo préhistórico estava destinado ao sucesso na Idade da Pedra.
06. Chitty Chitty Bang Bang (1967)

O clássico do carro voador seria presença obrigatória na lista. Para quem não sabe, o carro também flutua!
05. The Cat in the Hat (2003)

Mike Myers como gato, um carro como foguetão-rebuçado. Tudo muito estranho se passa neste filme. Resta-nos a bizarria do abre-latas...
04. The Cars that ate Paris (1974)

Um verdadeiro Punk-Car. É o Herbie sob drogas. A história do filme é ainda mais estranha que os carros que por lá desfilam.
03. Mr Magoo (1997)

O "Sausage Car" é um modelo sobejamente conhecido nos States, como veículo "oficioso" dos vendedores de cachorros-quentes. Aqui Leslie Nielsen tem o mau gosto de o conduzir, numa perseguição sem energia. Era preferível escolher uma das carrinha da Family Forst.
Para os mais desatentos, os Bloodhound Gang incluiram o carro no videoclip de Foxtrot Uniform Charlie Kilo.
02. Gone in 60 seconds 2 (1989)
Num filme demente de perseguições automóveis encontramos um carro que mais parece um ovni. Sim, aquilo anda! E para vos mostrar o verdadeiro propósito do veículo é só clicar neste link.
01. Thunderbirds (2004)
A "aberração" que se segue é um Ford FAB1. Na adaptação da série dos anos 60 Thunderbirds, este modelo foi redesenhado para o filme e foi até conduzido por James May no Top Gear. No filme ele voa e anda sobre a água, qual Cristo qual quê... E Rosa?? Chop! Chop!
Menções honrosas!
Não posso deixar de referir estes dois espécimes da chungaria de há mais de 30 anos:
007 - The Man with the Golden Gun (1974) com o seu transformável voador,

Bomber (1982), aquela comédia com Bud Spencer, chapadas à mistura e uma grande homenagem ao Rocky. Aqui o manager sabe como dar nas vistas. A isto é que eu chamo de marketing visual.

e National Lampoon's Animal House (1978), onde no desfile final transformam um Lincoln Continental num DeathMobile do inferno.
A título de curiosidade, mostro-vos também uma imagem estranhíssima de outro filme sobre carros (esses também bizarros, com olhos, bocas e que falam!)
E para vocês, quais acham os mais bizarros?
Mais bizarros são outros automóveis que o cinema nos ofereceu. Eis os meus escolhidos.
(Filmes de Ficção científica não contam...)
10. The Munsters (1964)

O "Munster Koach" AKA Munstermobile é o automóvel da família desta série dos anos 60. Mais parece uma sala de jantar ambulante, com os seus candeeiros a iluminarem a dianteira. Neste show havia também o Dragula, o carro de Grandpa. É só ícones!
09. Mad Max 3 (1985)

O "Cow-car", designado pela pele de vaca que reveste a carlinga, faz de veículo de um dos bandos que persegue Max e companhia. Acaba a capotar. E ainda falam em vacas loucas...
08. Dumb & Dumber (1994)

Este Ford Econoline 'Sheepdog' é o automóvel do trabalho de Harry, que faz de babysitter ao cães alojados na furgoneta. Acompanhamos a vida deste carro até mais de metade do filme, onde dá boleia a uma família de mexicanos, alberga cervejas de mijo, até terminar sem gasolina no meio do deserto.
07. The Flintstones (1994)

Esqueçam a subida dos preços da gasolina. Façam como Fred Flintstone e dêem à sola, literalmente! Entre um triciclo e um cilindro das obras, o veículo préhistórico estava destinado ao sucesso na Idade da Pedra.
06. Chitty Chitty Bang Bang (1967)

O clássico do carro voador seria presença obrigatória na lista. Para quem não sabe, o carro também flutua!
05. The Cat in the Hat (2003)

Mike Myers como gato, um carro como foguetão-rebuçado. Tudo muito estranho se passa neste filme. Resta-nos a bizarria do abre-latas...
04. The Cars that ate Paris (1974)

Um verdadeiro Punk-Car. É o Herbie sob drogas. A história do filme é ainda mais estranha que os carros que por lá desfilam.
03. Mr Magoo (1997)

O "Sausage Car" é um modelo sobejamente conhecido nos States, como veículo "oficioso" dos vendedores de cachorros-quentes. Aqui Leslie Nielsen tem o mau gosto de o conduzir, numa perseguição sem energia. Era preferível escolher uma das carrinha da Family Forst.
Para os mais desatentos, os Bloodhound Gang incluiram o carro no videoclip de Foxtrot Uniform Charlie Kilo.
02. Gone in 60 seconds 2 (1989)

Num filme demente de perseguições automóveis encontramos um carro que mais parece um ovni. Sim, aquilo anda! E para vos mostrar o verdadeiro propósito do veículo é só clicar neste link.
01. Thunderbirds (2004)

A "aberração" que se segue é um Ford FAB1. Na adaptação da série dos anos 60 Thunderbirds, este modelo foi redesenhado para o filme e foi até conduzido por James May no Top Gear. No filme ele voa e anda sobre a água, qual Cristo qual quê... E Rosa?? Chop! Chop!
Menções honrosas!
Não posso deixar de referir estes dois espécimes da chungaria de há mais de 30 anos:
007 - The Man with the Golden Gun (1974) com o seu transformável voador,

Bomber (1982), aquela comédia com Bud Spencer, chapadas à mistura e uma grande homenagem ao Rocky. Aqui o manager sabe como dar nas vistas. A isto é que eu chamo de marketing visual.

e National Lampoon's Animal House (1978), onde no desfile final transformam um Lincoln Continental num DeathMobile do inferno.
A título de curiosidade, mostro-vos também uma imagem estranhíssima de outro filme sobre carros (esses também bizarros, com olhos, bocas e que falam!)
E para vocês, quais acham os mais bizarros?
21/04/09
TAKE 14
Quatorze takes depois, a revista não se subjuga ao sistema, não desiste, continua a desafiar as regras do mercado. Revolucionário como o... Che!
De fácil acesso para toda a gente.
Gratuita.
De fácil acesso para toda a gente.
Gratuita.
Confronta o Arquitecto:


18/04/09
As garfadas no prato do próximo
Nos tempos que correm, não se pode manter algo em paz. Nada pode ser lançado para o público sem antes passar pelas feras. Hoje há os confrontos directos entre filmes similares, birras entre realizadores, argumentistas e estúdios. Hoje há aquilo que chamo de garfadas no prato do próximo.
Transformers 2 regressa com os seus robôs gigantes, transformáveis em veículos do dia-a-dia. Após o sucesso do primeiro filme, o número de personagens robóticos aumentou exponencialmente. Factor de sucesso? A popularidade de seres autómatos... Desde Metropolis que os robôs ganham vida nas telas do cinema. Nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, não é?
Ora este ano, os robôs regressam também para uma das franquias mais populares (e subaproveitadas de sempre) no quarto filme da saga Terminator . Também em Salvation o número de robôs cresceu, mas para um invulgar número de diferentes tipos robóticos. Agora há versões aumentadas dos Hunter-Killer Aerial , dos HK tanques, há agora Aerostats, motos-extreminadoras e até mesmo Hidrobots.

E chegamos ao cerne da questão, o centro de toda a polémica: O Gigantesco robô que aparece no filme, de nome Harvester.
Devido às suas características, este "colector de humanos" já ganhou uma alcunha entre a blogosfera graças a um certo Defamer.com : Transforminator.

Querendo criar comichão ao filme de Michael Bay, o tamanho realmente importa... Bay atacou imediatamente, acusando a concorrência que devido ao sucesso do seu primeiro Transformers, logo viriam copiar os seus robôs descomunais para outros filmes . Mas McG não se ficou atrás e replicou que a saga Terminator sempre se tratou de robôs, grandes ou não.
Mas apesar do desafio, Transformers - Revenge of the Fallen aparece com o maior Robô entre as duas franchises: O Constructicons/Devastator. Veremos quem se sairá melhor nesta batalha de gigantes.

Mas que raio? Sabe-se que Transformers 2 terá robôs camaleónicos que se infiltrarão entre os humanos fazendo-se passar por tal. Robôs camaleónicos?! Mas alguém se lembra dos Terminators? Os indestrutíveis e cyborgs assassinos especializados em INFILTRAÇÃO!
Afinal quem copia quem?

Seguindo este ponto de vista, tenho outro exemplo para vos dar.
Há também cenas que ultrapassam isso tudo e acabam por se tornar batalhas pessoais entre cineastas, jogo sujo transposto para a tela. Retrocedendo para mais de uma década atrás, em 1997, aí sim foi uma batalha campal nos blockbusters da época.
Para os mais atentos, notava-se que havia um filme que mostrava demasiado alarido. O seu nome era Godzilla. Esta produção fazia comichão a muita gente e era o alvo a abater.
Por alturas do Outono 1996, saía o primeiro teaser trailer do bicharoco. Irónico, simbólico e caricatural, havia um colossal pé pulveriza um esqueleto de um T-Rex. Godzilla estava apresentado.
Era obviamente uma facada a Jurassic Park, onde por ocasião da "visita guiada" ao museu nacional um guia anunciava o dinossauro como o MAIOR E TEMIDO RÉPTIL que a Terra jamais conheceu. As cartas estavam lançadas.
Foi neste mesmo filme de Emmerich que lançou um piscar de olho ingénuo à mítica frase de Jeff Goldblum, quando frente às fezes de um Triceratops no filme de Spielberg exclama "It's a lot of shit". Matt Broderick exclamava então "It's a lot of fish" diante de uma pilha de peixe. Coincidências.
Coisa que não foi com um dos filmes concorrentes desse ano, que estreava pela mesma altura: Armageddon (Michael Bay, outra vez?). Logo no início do filme temos um balão insuflável do Godzilla a ser devorado por um cão. Ouve-se ao mesmo tempo um grito estridente do réptil. Uma boa piada entre os dois maiores blockbusters do verão.

Regressemos a Spielberg.
O Mago estava atento ao mercado, facto provado com a sua obra um ano antes: Jurassic Park 2 - Lost World . Introduziu à força um T-Rex à solta na cidade, antecipando-se ao blockbuster anunciado do remake do monstro Japonês. Lá pelo meio da fuga temos até um grupo de japoneses em pânico. Mau gosto, disseram os críticos.

Spielberg não tinha apenas atacado vergonhosamente este filme. Antes da fuga do dinossauro pelo alcatrão fora, estava emprisionado num navio blindado. Navio esse que acabaria por chocar contra o cais. Memória curta? Eu relembro: Em 1997 estreava também outro filme em que um navio chocava contra a costa. Filme de má fama chamado Speed 2. Hoje esquecido, mas por alturas temido pelos executivos da concorrência.

Sigo para um esclarecimento de que Roland Emmerich (que nos trouxe Godzilla) ficou envolvido num fogo cruzado por parte do seu "bichinho". Mas não era ele que estava atolado até ao pescoço em 1997. Era Jan de Bont. O Holandês realizador de Speed 2 e que inicialmente estava contratado para trazer Godzilla para o cinema. É verdade. Tantas coincidências para um homem só...
E a informação crucial (e para terminar isto) é que Spielberg trabalhou com Jan de Bont em Twister, respectivamente como produtor e realizador . O que se teria então passado por essa altura? Creio que na minha opinião algo ocorreu entre os dois. Algo nada agradável...
Transformers 2 regressa com os seus robôs gigantes, transformáveis em veículos do dia-a-dia. Após o sucesso do primeiro filme, o número de personagens robóticos aumentou exponencialmente. Factor de sucesso? A popularidade de seres autómatos... Desde Metropolis que os robôs ganham vida nas telas do cinema. Nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, não é?
Ora este ano, os robôs regressam também para uma das franquias mais populares (e subaproveitadas de sempre) no quarto filme da saga Terminator . Também em Salvation o número de robôs cresceu, mas para um invulgar número de diferentes tipos robóticos. Agora há versões aumentadas dos Hunter-Killer Aerial , dos HK tanques, há agora Aerostats, motos-extreminadoras e até mesmo Hidrobots.

"Não nos quiseram na saga da Guerra das Estrelas!"
E chegamos ao cerne da questão, o centro de toda a polémica: O Gigantesco robô que aparece no filme, de nome Harvester.
Devido às suas características, este "colector de humanos" já ganhou uma alcunha entre a blogosfera graças a um certo Defamer.com : Transforminator.

"More than meets the copy"
Querendo criar comichão ao filme de Michael Bay, o tamanho realmente importa... Bay atacou imediatamente, acusando a concorrência que devido ao sucesso do seu primeiro Transformers, logo viriam copiar os seus robôs descomunais para outros filmes . Mas McG não se ficou atrás e replicou que a saga Terminator sempre se tratou de robôs, grandes ou não.
Mas apesar do desafio, Transformers - Revenge of the Fallen aparece com o maior Robô entre as duas franchises: O Constructicons/Devastator. Veremos quem se sairá melhor nesta batalha de gigantes.

"Vai um pezinho de dança??!"
Mas que raio? Sabe-se que Transformers 2 terá robôs camaleónicos que se infiltrarão entre os humanos fazendo-se passar por tal. Robôs camaleónicos?! Mas alguém se lembra dos Terminators? Os indestrutíveis e cyborgs assassinos especializados em INFILTRAÇÃO!
Afinal quem copia quem?

"Que tal? Talvez um pouco mais de base nas bochechas..."
Seguindo este ponto de vista, tenho outro exemplo para vos dar.
Há também cenas que ultrapassam isso tudo e acabam por se tornar batalhas pessoais entre cineastas, jogo sujo transposto para a tela. Retrocedendo para mais de uma década atrás, em 1997, aí sim foi uma batalha campal nos blockbusters da época.
Para os mais atentos, notava-se que havia um filme que mostrava demasiado alarido. O seu nome era Godzilla. Esta produção fazia comichão a muita gente e era o alvo a abater.
Por alturas do Outono 1996, saía o primeiro teaser trailer do bicharoco. Irónico, simbólico e caricatural, havia um colossal pé pulveriza um esqueleto de um T-Rex. Godzilla estava apresentado.
Era obviamente uma facada a Jurassic Park, onde por ocasião da "visita guiada" ao museu nacional um guia anunciava o dinossauro como o MAIOR E TEMIDO RÉPTIL que a Terra jamais conheceu. As cartas estavam lançadas.
Foi neste mesmo filme de Emmerich que lançou um piscar de olho ingénuo à mítica frase de Jeff Goldblum, quando frente às fezes de um Triceratops no filme de Spielberg exclama "It's a lot of shit". Matt Broderick exclamava então "It's a lot of fish" diante de uma pilha de peixe. Coincidências.
Coisa que não foi com um dos filmes concorrentes desse ano, que estreava pela mesma altura: Armageddon (Michael Bay, outra vez?). Logo no início do filme temos um balão insuflável do Godzilla a ser devorado por um cão. Ouve-se ao mesmo tempo um grito estridente do réptil. Uma boa piada entre os dois maiores blockbusters do verão.

"Humm, sabe a frango!"
Regressemos a Spielberg.
O Mago estava atento ao mercado, facto provado com a sua obra um ano antes: Jurassic Park 2 - Lost World . Introduziu à força um T-Rex à solta na cidade, antecipando-se ao blockbuster anunciado do remake do monstro Japonês. Lá pelo meio da fuga temos até um grupo de japoneses em pânico. Mau gosto, disseram os críticos.

"Eu grito mais que tu..."
Spielberg não tinha apenas atacado vergonhosamente este filme. Antes da fuga do dinossauro pelo alcatrão fora, estava emprisionado num navio blindado. Navio esse que acabaria por chocar contra o cais. Memória curta? Eu relembro: Em 1997 estreava também outro filme em que um navio chocava contra a costa. Filme de má fama chamado Speed 2. Hoje esquecido, mas por alturas temido pelos executivos da concorrência.

"Abram alas!"
Sigo para um esclarecimento de que Roland Emmerich (que nos trouxe Godzilla) ficou envolvido num fogo cruzado por parte do seu "bichinho". Mas não era ele que estava atolado até ao pescoço em 1997. Era Jan de Bont. O Holandês realizador de Speed 2 e que inicialmente estava contratado para trazer Godzilla para o cinema. É verdade. Tantas coincidências para um homem só...
E a informação crucial (e para terminar isto) é que Spielberg trabalhou com Jan de Bont em Twister, respectivamente como produtor e realizador . O que se teria então passado por essa altura? Creio que na minha opinião algo ocorreu entre os dois. Algo nada agradável...
13/04/09
Tendências de Hollywood
Tendências de Hollywood
Adaptações literárias, sequelas e remakes sempre dominaram as tendências de Hollywood. Lucro fácil, produção acelerada. Mas há tendências por cada época ou década que se desenvolve mais que outra qualquer: Pouco ou nada se fazia por alturas dos anos 30 e 40 senão o Film Noir, filmes musicais nos anos 50 e westerns na década de 60. Monstros de série B no tempo da Guerra Fria e filmes-catástrofe nos anos 70 e 90, dominavam as salas de cinema das suas épocas. Ora se antes apenas as adaptações de séries nos anos 90 e posteriores anos ditavam as modas, actualmente as adaptações BD estão a dominar o mercado. Mas não só à volta de filmes sobre superheróis e humanos mutantes gira a esfera económica do cinema comercial norte-americano.
O modo mais fácil de render dinheiro é refazer do mesmo modo. Remakes: Já tudo está feito, basta para isso arranjar um punhado de novos actores, novos locais e filmar novamente. De grosso modo é isto mesmo. Fora algumas boas excepções, os remakes basicamente não passaram disto: Uma sombra do original.
As novas formas de reinventar uma obra nos dias que correm são já inúmeras. Mas a “reimaginação” de uma história (Reimagining) é a que está a dar cartas, que se tornaram populares por descreverem remakes não tão próximos do original, sendo mais uma outra leitura pessoal do novo realizador. O termo é usado por criadores de marketing para informar que o novo produto não é o mesmo que o antigo. Ele distancia-se pelo estilo característico cunhado pelo realizador. Frequentemente leva a controvérsias com comunidades de fãs agarradas ao já estabelecido por um filme de culto ou dito de cariz popular. Exemplos múltiplos passam por Planet of the Apes de Tim Burton, The Texas Chainsaw Massacre de Marcus Nispel e Halloween de Rob Zombie, entre outros…
O Terror Asiático é um terreno fértil para a sanguessuga americana. A cada ano que passa, um novo filme oriental é transformado para consumo norte-americano. Se antes o cinema francês (em particular as suas comédias) era constantemente recriadas para um público americano. Agora o país de origem preferencial é outro e os japoneses, coreanos e chineses são assediados constantemente pelos filmes que lançam. Kairo (2001) tornou-se em Pulse (2006), Ringu (1998) passou a chamar-se The Ring (2002), Dark Water (2002) é Dark Water (2005), Ju-on: The Grudge (2003) passou apenas a The Grudge (2004), um outro apresentado é One Missed Call (2008) a partir de Chakushin Ari (2004). O último espécime é The eye derivado do homónimo The eye (2002). Simples, não?

Mais simples que isto é repescar os próprios filmes da casa e revitalizá-los para uma audiência mais fresca. Uma onda de nostalgia atacou o cinema e atracou no terror dos anos 70 e 80. Dawn of the dead deu que falar, The Hills Have Eyes até que nem desiludiu, The Hitcher, The Omen e The Invasion nem aqueceram o lugar, The Fog já foi e Piranhas vem aí brevemente. Se um filme de horror difere num grande leque de estilos, desde o filme mudo Nosferatu até aos monstros de CGI dos dias de hoje, nota-se que actualmente há uma falta de apetência para inovar. Caso óbvio é todo e qualquer filme que nos é apresentado com algum vírus mortal e contagioso. Isso leva-nos inevitavelmente a zombies, muitos zombies. Todos eles são tão iguais entre si e ninguém parece dar conta disso...
Mas se nos remakes em género de terror a coisa se complica, noutras áreas parece estar tudo muito bem definido: As sequelas são uma fonte segura de receitas e de expansão. Uma mini moda vagueou por aí há uns tempos: Os ‘monster clash’: Dois personagens/monstros de peso defrontando-se num filme só, para regalo dos geeks e capitalistas… Godzilla vs King Kong deu o mote há uns 45 anos atrás. Hoje reconhecemos títulos como Freddy vs Jason e Alien vs Predator. Muitos deles com espírito série B, alguns roçando mesmo série Z. Mas blockbusters como Van Helsing e League of Extraordinary Gentlemen (este já por si uma adaptação BD) falharam redondamente e comprometeram um futuro que se prometia lucrativo para os estúdios. Actualmente estão a tentar voltar em força com dose dupla vindo do mundo dos ‘Comics’: The Justice League of America e The Avengers estão em preparação para um lançamento de arromba. Boatos já antigos previam um Superman & Batman, mas parece ser um projecto já morto.
A certa altura alguém achou que as franchises estavam a dar mostras de cansaço. Nada melhor que um reinício, recomeçando do zero qualquer série de filmes de sucesso que de alguma forma atingiu um estado de saturação ou de má reputação. Um reboot directamente ligado às prequelas. Pretende-se com isto repor a credibilidade a estes formatos e porque não também, reaver o dinheiro perdido... Batman Begins, Casino Royale e Star Trek são os filmes mais flagrantes de um método tão polémico como frutuoso e positivo para as suas raízes. Em projecto estão já os inevitáveis filmes de terror como o Chucky e A Nightmare on Elm Street. Friday the 13th foi o mais recente. Dois casos de longevidade que suplantam qualquer saga de horror.

Nova galinha dos ovos de ouro para as sequelas: Ressuscitar heróis míticos dos anos 80. John MClane, Rocky, Rambo e Indiana Jones aparecem velhos e cansados. Mas não será por isso que argumentemos serem maus filmes. Nada disso, é apenas a nostalgia a trabalhar em indivíduos que já nos deram obras de mérito reconhecido.

O sucesso de Transformers no Verão de 2007 abriu novos horizontes para um mercado pouco explorado. O caminho segue para as adaptações dos desenhos animados dos anos 80. E se antes do filme de Michael Bay já tinham surgido as Tartarugas Mutantes em animação CGI, posterior a estes dois são transpostos em imagem real Alvin and the Chipmunks. Novo sucesso a continuar o fenómeno dos ‘eighties’. Isso leva a vertente inevitável da gestão de projectos cinematográficos: Doses massivas de cartoons dessa década nos cinemas. Prosseguimos com Dragon Ball e GI-Joe, para estarem em produção outros mais tanto em imagem real (como se esperam Voltron e He-Man) como em animação CGI (Thundercats e Estrunfes).

Um caso que espelha todo este delírio vampiresco dá pelo nome de The Scorpion King: Rise of the Akkadian (2008). Sequela já anunciada de The Scorpion King (2002). Sim, aquele filme com Dwayne ‘The Rock’ Johnson. Ora senão vejamos: Se ele nasce de um spin-off de The Mummy Returns (2001) realizado por Stephen Sommers, este último já sendo uma sequela do filme The Mummy (1999), que por si já era um remake do famosíssimo filme-de-culto The Mummy de 1932, podemos concluir que “algo está podre no Reino de Hollywood”…Refazer, reciclar e reutilizar está na ordem do dia. Valha-nos o cinema de autor.
Artigo publicado na TAKE Março, nº1
Adaptações literárias, sequelas e remakes sempre dominaram as tendências de Hollywood. Lucro fácil, produção acelerada. Mas há tendências por cada época ou década que se desenvolve mais que outra qualquer: Pouco ou nada se fazia por alturas dos anos 30 e 40 senão o Film Noir, filmes musicais nos anos 50 e westerns na década de 60. Monstros de série B no tempo da Guerra Fria e filmes-catástrofe nos anos 70 e 90, dominavam as salas de cinema das suas épocas. Ora se antes apenas as adaptações de séries nos anos 90 e posteriores anos ditavam as modas, actualmente as adaptações BD estão a dominar o mercado. Mas não só à volta de filmes sobre superheróis e humanos mutantes gira a esfera económica do cinema comercial norte-americano.

O modo mais fácil de render dinheiro é refazer do mesmo modo. Remakes: Já tudo está feito, basta para isso arranjar um punhado de novos actores, novos locais e filmar novamente. De grosso modo é isto mesmo. Fora algumas boas excepções, os remakes basicamente não passaram disto: Uma sombra do original.
As novas formas de reinventar uma obra nos dias que correm são já inúmeras. Mas a “reimaginação” de uma história (Reimagining) é a que está a dar cartas, que se tornaram populares por descreverem remakes não tão próximos do original, sendo mais uma outra leitura pessoal do novo realizador. O termo é usado por criadores de marketing para informar que o novo produto não é o mesmo que o antigo. Ele distancia-se pelo estilo característico cunhado pelo realizador. Frequentemente leva a controvérsias com comunidades de fãs agarradas ao já estabelecido por um filme de culto ou dito de cariz popular. Exemplos múltiplos passam por Planet of the Apes de Tim Burton, The Texas Chainsaw Massacre de Marcus Nispel e Halloween de Rob Zombie, entre outros…

O Terror Asiático é um terreno fértil para a sanguessuga americana. A cada ano que passa, um novo filme oriental é transformado para consumo norte-americano. Se antes o cinema francês (em particular as suas comédias) era constantemente recriadas para um público americano. Agora o país de origem preferencial é outro e os japoneses, coreanos e chineses são assediados constantemente pelos filmes que lançam. Kairo (2001) tornou-se em Pulse (2006), Ringu (1998) passou a chamar-se The Ring (2002), Dark Water (2002) é Dark Water (2005), Ju-on: The Grudge (2003) passou apenas a The Grudge (2004), um outro apresentado é One Missed Call (2008) a partir de Chakushin Ari (2004). O último espécime é The eye derivado do homónimo The eye (2002). Simples, não?

Mais simples que isto é repescar os próprios filmes da casa e revitalizá-los para uma audiência mais fresca. Uma onda de nostalgia atacou o cinema e atracou no terror dos anos 70 e 80. Dawn of the dead deu que falar, The Hills Have Eyes até que nem desiludiu, The Hitcher, The Omen e The Invasion nem aqueceram o lugar, The Fog já foi e Piranhas vem aí brevemente. Se um filme de horror difere num grande leque de estilos, desde o filme mudo Nosferatu até aos monstros de CGI dos dias de hoje, nota-se que actualmente há uma falta de apetência para inovar. Caso óbvio é todo e qualquer filme que nos é apresentado com algum vírus mortal e contagioso. Isso leva-nos inevitavelmente a zombies, muitos zombies. Todos eles são tão iguais entre si e ninguém parece dar conta disso...

Mas se nos remakes em género de terror a coisa se complica, noutras áreas parece estar tudo muito bem definido: As sequelas são uma fonte segura de receitas e de expansão. Uma mini moda vagueou por aí há uns tempos: Os ‘monster clash’: Dois personagens/monstros de peso defrontando-se num filme só, para regalo dos geeks e capitalistas… Godzilla vs King Kong deu o mote há uns 45 anos atrás. Hoje reconhecemos títulos como Freddy vs Jason e Alien vs Predator. Muitos deles com espírito série B, alguns roçando mesmo série Z. Mas blockbusters como Van Helsing e League of Extraordinary Gentlemen (este já por si uma adaptação BD) falharam redondamente e comprometeram um futuro que se prometia lucrativo para os estúdios. Actualmente estão a tentar voltar em força com dose dupla vindo do mundo dos ‘Comics’: The Justice League of America e The Avengers estão em preparação para um lançamento de arromba. Boatos já antigos previam um Superman & Batman, mas parece ser um projecto já morto.

A certa altura alguém achou que as franchises estavam a dar mostras de cansaço. Nada melhor que um reinício, recomeçando do zero qualquer série de filmes de sucesso que de alguma forma atingiu um estado de saturação ou de má reputação. Um reboot directamente ligado às prequelas. Pretende-se com isto repor a credibilidade a estes formatos e porque não também, reaver o dinheiro perdido... Batman Begins, Casino Royale e Star Trek são os filmes mais flagrantes de um método tão polémico como frutuoso e positivo para as suas raízes. Em projecto estão já os inevitáveis filmes de terror como o Chucky e A Nightmare on Elm Street. Friday the 13th foi o mais recente. Dois casos de longevidade que suplantam qualquer saga de horror.

Nova galinha dos ovos de ouro para as sequelas: Ressuscitar heróis míticos dos anos 80. John MClane, Rocky, Rambo e Indiana Jones aparecem velhos e cansados. Mas não será por isso que argumentemos serem maus filmes. Nada disso, é apenas a nostalgia a trabalhar em indivíduos que já nos deram obras de mérito reconhecido.

O sucesso de Transformers no Verão de 2007 abriu novos horizontes para um mercado pouco explorado. O caminho segue para as adaptações dos desenhos animados dos anos 80. E se antes do filme de Michael Bay já tinham surgido as Tartarugas Mutantes em animação CGI, posterior a estes dois são transpostos em imagem real Alvin and the Chipmunks. Novo sucesso a continuar o fenómeno dos ‘eighties’. Isso leva a vertente inevitável da gestão de projectos cinematográficos: Doses massivas de cartoons dessa década nos cinemas. Prosseguimos com Dragon Ball e GI-Joe, para estarem em produção outros mais tanto em imagem real (como se esperam Voltron e He-Man) como em animação CGI (Thundercats e Estrunfes).

Um caso que espelha todo este delírio vampiresco dá pelo nome de The Scorpion King: Rise of the Akkadian (2008). Sequela já anunciada de The Scorpion King (2002). Sim, aquele filme com Dwayne ‘The Rock’ Johnson. Ora senão vejamos: Se ele nasce de um spin-off de The Mummy Returns (2001) realizado por Stephen Sommers, este último já sendo uma sequela do filme The Mummy (1999), que por si já era um remake do famosíssimo filme-de-culto The Mummy de 1932, podemos concluir que “algo está podre no Reino de Hollywood”…Refazer, reciclar e reutilizar está na ordem do dia. Valha-nos o cinema de autor.
Artigo publicado na TAKE Março, nº1
03/04/09
24 - Bauer em modo MS-DOS
24: O episódio Piloto de 1994 que nunca passou na TV...
Caso assim fosse, Bauer morreria mesmo ao fim de cada temporada. Uma tecnologia lenta, inútil e completamente ridícula.
Para umas gargalhadas, é só clicar no play!
"Damn, Nina!"
Caso assim fosse, Bauer morreria mesmo ao fim de cada temporada. Uma tecnologia lenta, inútil e completamente ridícula.
Para umas gargalhadas, é só clicar no play!
"Damn, Nina!"
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