31/12/10
Alterações de Layout
29/12/10
ON/OFF 2010

ON
Toy Story 3 - O fechar de uma das melhores trilogias do cinema. Pixar did it again!
Nerd age - Kick-Ass e Scott Pilgrim deixaram os fanáticos da BD em pulgas. Saíram dali dois filmes corajosos. Para Geeks only!
Inception - Já muito se falou no filme-sensação do ano. Nuff' Said...
How to Train Your Dragon - A Dreamworks a provar que de vez em quando sabe fazer histórias. A última foi Kung Fu Panda (teremos de esperar mais uma meia dúzia de filmes para assistir a uma nova boa obra?)
A-Team - Porquê a machadada da morte? Filme divertido e encorpado. Merecia mais reconhecimento (e uma sequela)
Predators - Franchise novamente nos carris, esperemos por mais uma sequela na máxima força.
Remakes - Um bom ano para eles: Entre Wolfman, Karate Kid e Piranhas, funcionaram como poucos no recontar da mesma lenga lenga, sem nos pôr a contar carneirinhos.
OFF
Wall Street: Money Never Sleeps - O argumento é bom, mas Oliver Stone diverte-se tanto com os tiques de videoclipe amador que corta a sede de ganância.
The Losers - Foi por estrear entre The A-Team e The Expendables, ou porque está atestado de clichés?
A Nightmare on Elm Street - Havia a dúvida se tornariam Krueger numa vítima inocente, mas não. O caminho percorrido é o mais banal que pode haver para um remake. Algumas referências nostálgicas e pouco mais...
Clash of the Titans - Retirando a vergonhosa prestação em 3-D, o filme carrega nas costas um argumento de CGI, negligenciando a empatia com o espectador.
Resident Evil: Afterlife - Tendo eu gostado dos primeiros três, desaprecio o facto de não trazerem nada de novo à série.
28/12/10
O nosso Quim deve estar fulo
É-nos mostrado o duelo entre o grupo de Vin Diesel e Paul Walker e a autoridade conduzida por um assombroso Dwayne Johnson.
Mas, falta aqui qualquer coisa... E o vilão do filme, aquele que dá pelo nome de Joaquim de Almeida?
Ai Quim, é que nem um frame...
27/12/10
Arte contemporânea: 2001- A Space Odyssey

David Herbert
VHS
2005
Styrofoam, Plexiglas and latex paint
244 x 127 x 30.5 cm
24/12/10
Feliz Natal!

22/12/10
Uma miragem chamada Selma Blair
Os créditos rolam e aparece-me uma certa Michelle Meyrink.

As semelhanças são incríveis...
Outra coincidência que me deixa abananado é esta Michelle Meyrink ter feito um filme chamado Nice girls don't explode. Vejam o trailer e assistam à semelhança que ela tem com o fogo juntamente à personagem de Selma Blair em Hellboy...
E um àparte, mas também outra miragem (esta ainda inconclusiva). No IMDB discute-se se Tom Hanks não terá feito um cameo no filme. A dúvida persiste.
Podem julgar por vocês aqui.
21/12/10
Memórias de Infância - IV

Um cinéfilo tem de penar amarguradamente para ter acesso a revistas da especialidade. Hoje com a internet, essa informação está à distância de um clique, com a vastidão da World Wide Web a trazer-nos o que de melhor (e pior, acreditem) há em cinema. Com uma identidade mais pessoal e populista, a internet (e o que daí advém, como blogs e fórums sociais) é cada vez mais o suporte que prevalesce.
Mas voltemos ao passado. Um passado que não exigia Banda Larga nem Login. Era um passado em que passava diversas vezes pela papelaria do costume, esperando por AQUELA revista.
Para mim, pelo ano de 1996, o princípio de tudo surgia pelo nome de TvFilmes. Aquela revista que corajosamente pretendia ser a TvGuia do cinema. A lista dos filmes do mês nos quatro canais generalistas, compactada em algumas páginas, com referência a uma minúscula ficha técnica e a classificação de qualidade do costume. Era também impressionantemente preciso e exacto na data e hora das suas emissões. Nada como os dias que correm, que apenas existe um "filme a definir".

Como posso eu categorizar a TvFilmes? Era primeiro que tudo, a única revista portuguesa do género, com entrevistas que não me faziam diferença nenhuma, mas com alguns artigos especiais de me elevar a curiosidade pelas coisas da sétima arte.

Foi com esta revista que descobri pela primeira vez uma lista dos 100 melhores filmes da AFI, foi com esta revista que li uma retrospectiva sobre os filmes de ficção-científica absolutamente inesquecíveis (e eu não conhecendo alguns deles, dava por mim a grunhar de tanta ignorância). Foi com ela que mantive a paixão pelo cinema aliada à minha colecção de VHS, enquanto não viria outro modo de leitura.
Uma leitura mais global e teórica apareceria anos mais tarde, por volta de 1998, após o a TVFilmes fechar portas (E mantenho em casa TODOS os números desta singular revista). Com o desaparecimento dessa tal revista, a procura por um substituto era obrigatória: Encontraria a Premiere francesa numa papelaria próxima de minha casa e isso seduzia-me bastante (àparte o preço mais elevado, a língua não me era estranha). A peregrinação quase religiosa em busca dessa substituta fazia-me estar ainda mais em cima das papelarias, já que era posta nas bancas sempre com uma semana ou duas de atraso. Mas a espera valia a pena. Os artigos eram mais teóricos, mais especializados, mais profissionais e menos mainstream. Fez-me descobrir os nomes desconhecidos e as obras de culto que por cá não tinham interesse em explorar. E os posters destacados nas últimas páginas eram sempre um regalo...


Premiere FR
E em 1999, a saciação cinéfila completava-se: A Premiere lançava uma edição em português. E com isso veio a compra em duplicado dessa revista. A tuga e a francesa...
Os Dias de Criswell apanharam-me desde o primeiro número e dava-me conta de um lado mais "pessoal" e divertido da cinefilia, numa altura em que os blogues não eram ainda uma tendência. É a revista portuguesa de cinema que mais anos esteve nas bancas, com o tal famoso interregno em 2008.
Nas minhas viagens a França (outra viagem de regresso ao passado), deparei-me numa papelaria local com uma revista não só exclusiva ao cinema, como também a um género e uma especialidade: A SFX - cinema magazine. A "Special Effects" (FX) era um mundo de desconstrução de efeitos especiais, dando conta de como eram criados os efeitos dos maiores filmes do mês. Nesse ano de 1997 calhou-me a análise ao MIB e 5º Elemento. Babei-me na revista e jurei comprar mais algumas.

Tal tarefa passou pela encomenda internacional, de números antigos, desde 1994 a 1996. Depois apareceram outras revistas mais baratas, mais fáceis de obter e principalmente, a revolução chegava: Era o boom da internet.
Não tendo computador em casa por volta de 1998, o único que tinha por perto era o da escola. PC partilhado, era necessário marcar hora, como inscrição, para aceder por uma hora a essa tal internet. Nessa altura, os documentos sobre cinema não abundavam. Não havia fórums especializados, nem blogs que lançavam spoilers como um vírus maligno... Mas havia coisas que me deixavam vidrado: Tabelas de Box-office.
Sim, Box-office. Quando era miúdo, esses registos mantinham-se fechados. Apenas se sabia que "filme X e Y eram um sucesso mundial". Mas números, nem vê-los. Foi então que vi numerações, classificações e informações que não fazia ideia! Por acaso era a época do Titanic, filme que quebrava recordes semanalmente e eu acompanhava então um fenómeno que então começava a compreender. Nada daquelas fantochadas de "bateu todos os recordes" ou "campeão de bilheteiras"que lia a cada filme que fizesse uns 100 milhões de dólares, como aconteceu com O Fugitivo em 1993 ou o Goldeneye em 1995. Ali era the real deal...
Lá imprimia as tabelas anuais numa daquelas impressoras de agulhas, horríveis mas única hipótese de manter as informações em meu poder. Lia e analisava em casa, deparando-me com algumas surpresas (como não fazer ideia de que Forrest Gump tinha feito mais dinheiro que Rei Leão). Aventurava-me para outras tabelas, as mundiais (que por essas alturas ainda não tinha nada de Piratas, Harry Potters ou Lord of the Rings, entre outros mais modernos) e as de ajustamento inflacionado, aquele tema que tanta polémica me cria aqui em casa... Ver que Gone with the Wind era campeão indiscutível deixava-me atónito, mas saber que o original Star Wars estava logo abaixo deixava-me aliviado.
Era esse tipo de Trivia que me satisfazia. O outro lado do cinema, como quem vê a bola pelo olhar de um qualquer Championship Manager. Era um admirável mundo novo, a de aventurar-me pela internet.
Ler notícias sobre estreias e anúncios de rodagens via online, ver os trailers mais recentes sem ser na televisão ou no cinema antes de qualquer outra pessoa, ou como finalmente criar um blog sobre cinema e tudo o que gira em seu redor e baptizá-lo de brain-mixer. Era o culminar de uma viagem cinéfila, que me tomou uma vida. Era o partilhar de uma paixão com outras pessoas que gostam do mesmo que eu. Já lá vão 5 anos, muitos, para quem gere um blog. Mas cada tecla, cada imagem, cada comentário vale bem a pena o esforço dispensado. Era a internet a dar-me os frutos que semeara num terreno fértil, onde hoje se encontra aquela árvore do conhecimento.
Para concluir uma aventura que durava a minha vida, tudo isto me levou finalmente a um delicioso projecto: A TAKE Cinema Magazine que a todo o custo tentava não perder a pedalada, até não ter mais forças de aguentar o temível "auto-controlo de qualidade" e o crítico deadline mensal. Hoje olho para trás e vejo com orgulho como participei num dos mais importantes projectos do online, no que isso me tornou como pessoa e principalmente por assistir à confirmação do seu reconhecimento através da Magazine HD, revista em papel que se encontra mensalmente nas bancas, na qual a equipa da Take colabora. Sinto uma plena satisfação pelo meu passado e vejo com esperanças um futuro para sempre ligado nesta área.

Quero só deixar uma última palavra para quem entrou na "onda" nos últimos anos, quem é caloiro nestas andanças do cinema e tem uns jovens 15 ou 16 anos:
Claro que agora dá jeito toda esta informação globalizada e instantânea, este avanço da tecnologia, o progresso, etc... Agora temos o DVD e o Blu Ray, temos a internet e os sites especializados, temos o CGI, temos uma panóplia de extravagâncias que torna o cinema um "monstro" ainda mais difícil de dominar... Mas já não é bem a mesma coisa.
(Obrigado por se juntarem a mim nestes nostálgicos textos. Espero que se tenham identificado com alguns pontos e vos motive a criarem também o vosso "livro de memórias")
Edgar Ascensão
20 Dezembro 2010
20/12/10
18/12/10
Carros Futuristas
Agora que Tron Legacy chega às salas, as corridas estão mais brilhantes que nunca.
Viajemos para o futuro e recordemos o trilho dos automóveis da ficção-científica.
Tron Legacy
Protótipo SUV
O forte do filme são os LightCycles Bikes (motas como modelo), mas na sequela também há lugar para veículos de quatro rodas. Há também lugar para dois, de modo a que dê para um papo de conversa entre o namorico.

Automan
Lamborghini Countach
Um "simples" Lamborghini com neons nas arestas. Este é o famoso carro que faz curvas a 90º que vem com enjoos e tonturas incluídas. O personagem autómato com colarinho luminoso é o "programa informático" que controla o veículo. Isto mais faz lembrar o Tron...
Revejam a intro televisiva!

THX-1138
Lola T70 MkIII
Baseado num modelo do 24 horas de LeMans, o conceito de o tornar um carro supersónico do futuro é o de o tornar AINDA mais aerodinâmico e juntar-lhe um som incrível. Deveras retro, mas poderosamente fascinante.

Back to the Future
De Lorean DMC 12
No primeiro filme do Regresso ao Futuro, Doc inventa uma máquina do tempo a partir de um DeLorean em 1985. Mas após visitar o ano de 2015, aplica-lhe uns melhoramentos. O mais famoso dos automóveis futuristas, há quem construa réplicas na própria garagem!

The Wraith
Dodge M4S Turbo Interceptor
Este filme praticamente desconhecido em Portugal, conta com Charlie Sheen na pele de um vingador. Aspecto futurista, o seu veículo é do mais F-C que pode haver. O automóvel tem até mesmo site próprio.

Speed Racer
Mach 5
Carregadinho de veículos extravagantes, Speed racer não funcionou das bilheteiras. Indiferente aos resultados, o filme desfila um sem número de automóveis de corrida. O mais carismático é o famoso Mach 5, da série televisiva, com um upgrade chamado Mach 6.

The Fifth Element
Devendo muito à arte Déco dos anos 50, o 5º Elemento de Luc Besson desbrava barreiras do conceito típico da F-C. Os automóvel podem voar, mas mantêm-se fiéis ao seu passado, encalhados em alguns modelos tradicionais. Coloridos e com piloto-automático, são uma mistura entre as máquinas "sujas" de Star Wars e os simbólicos Sedans americanos.

I, Robot
Audi RSQ
Prevê-se o futuro mais credível e concretizável da nossa realidade, neste filme de acção F-C com Will Smith a desfira um sem número de product Placement que há memória no cinema. Neste caso concreto, quem dá a imagem de marca é a Audi, com o seu modelo protótipo: Aerodinâmica mais avançada, piloto-automátipo, podendo deslizar pelos lados ao invés de recuar. Mesmo o conceito de estacionar é demonstrado de forma mais eficiente, como nos querem oferecer num futuro próximo.

Blade Runner
O extraordinário veículo policial do filme visionário de Ridley Scott, de facto, não é um automóvel. Pode parecer um ferro a passar quando levanta voo, com a quantidade de vapor que emana, mas este híbrido de carro desportivo com vaivém da NASA mostra-nos a verdadeira concepção de um futuro utópico e poético.
Em 2019, Los Angeles deixará de ter tráfego...

Minority Report
Lexus 2054 EV
Para além do modelo mais "futurista" do filme, por enquanto ainda uma miragem (aquele que é apenas uma cápsula totalmente autónoma e que se gere electronicamente no trânsito), o mais marcante é o modelo que sai novinho em folha da fábrica: A Lexus mostra-nos a sua visão do futuro. Desenvolvido por engenheiros e designers, o automóvel foi concebido para dar razão ao interesse de Spielberg de nos mostrar de forma mais fiel o que nos oferecerá o ano de 2056.

(E a vossa opinião também conta! Revelem os vossos preferidos e digam se me esqueci escandalosamente de algum modelo.)
15/12/10
Memórias de Infância - III

Videocapas.
Ai as famosas videocapas...
Já vos falei na minha constante busca por todas estas capas em cada revista semanal. Hoje vou contar-vos como me arranjava quando não havia videocapa para o filme que tinha acabado de gravar.

"A TvFilmes também as tinha, mas para a época não primavam pela qualidade"
Desenrascava-me. À grande!
Numa época que o computador não existia em minha casa e a ideia de imprimir imagens era do género "impressora de agulhas a preto e branco", eu encontrava outra solução. Estava completamente envolvido na onda Dadaísta.
Todas as revistas tinham as obrigatórias imagens desses filmes, algumas em pequenino, outras em grande. Construía capas repletas de recortes de revista, escolhia as que mais gostava e colava-as de modo a enquadrarem-se com as "limpinhas" das revistas.
Havia, pelo meio, umas pintadas a caneta de feltro, outras delas, quais mutantes ou familiares de Frankenstein, eram pedaços de umas e de outras capas... esta última criação acontecia quando tinha dois filmes na mesma cassete.

Exemplo para capa de Nightmare on Elm street 5 + Under Siege. Um must, hem?!
Sendo que os dois filmes eram bons e não conseguia escolher qual a capa dominante, acabava por recortar a traseira (aquela parte com imagens, sinopse e ficha técnica) e colava a capa do segundo filme.
E perguntam vocês, essa traseira para onde ia? Lixo?
Nãaa... Poupado demais para deitar fora.
Essa "traseira" com o texto e imagens era colada à parte interior da caixa, de frente com a própria cassete. Uma forma engenhosa de criar aqui "limited editions" em formato caseiro, eheheh.

Acabei por produzir inúmeros exemplares, principalmente para cassetes onde dois filmes se reuniam em cassetes de 3 horas. Nunca cheguei a gravar três filmes em cassetes de 4 horas, diziam que fazia mal ao leitor VHS, que a quantidade de fita em demasia pesava as cabeças... Mas para filmes como Ben Hur ou A Lista de Schindler lá tinha de ser uma de 240mns.
Achava uma idiotice quando contava os minutos que sobravam de cada cassete e via que me restavam algo do tipo "1h17mns". Isso geralmente dava para um filmezinho de terror manhoso. Acabava por acontecer, é certo, comigo a passar a noite a cortar as publicidades para caber tudo. No fim, restava-me fazer uma capinha com um filme de comédia e um slasher movie... Não saía bonito, não.
Mas o que me dava prazer era fazer dípticos. Como filmes e suas sequelas, ou reunir filmes da Disney (que duravam quase sempre menos de 1h30m). Era sempre uma batalha depois encontrar imagens para tudo isso, principalmente para os filmes de animação, que como se lembram nunca passavam nas generalistas, até pelo menos os filmes da Pixar mudar isso.

O díptico "Schwarzie", já com a ajuda do meu PC Windows95 feito no MS paint...

O díptico dos "Três Homens" bem amanhado.
Anos mais tarde, surge uma revista pequena e baratinha, que anunciava e promovia os lançamentos em vídeo, numa edição semanal: A Notícias Vídeo.
Com páginas inteiras dedicadas à promoção de filmes recentes, a maior parte delas incluía uma perspectiva da caixa VHS com a respectiva capa. Era tiro e queda que eu iria utilizar essa imagem... Aproveitava para recortar tudo quanto fosse poster para criar as capas para as cassetes VHS.
Mutantes, estranhas formas de papel e criações pseudo-artísticas eram guardadas lado a lado juntamente com as K7 originais, num confronto entre o xunga e o comercial. 
Continua...
(Não percam para a próxima semana, o último capítulo, sobre as revistas que me encheram o coração)
14/12/10
Golden Globes: Realizadores
Se há dois anos outro desses nomes levava o Óscar para casa (Danny Boyle, também um "experimentalista" de outrora) e Fincher estava mesmo ali ao lado, veremos como se portam este ano. Oscars await... Parabéns!
(E se o Spike Jonze também se pudesse juntar a uma lista destas futuramente noutro ano, seria ouro sobre azul)
Vejam a lista completa de nomeados aqui.
13/12/10
Brain-Mixer no Facebook
Lá estou no Facebook, vertente propagandística. Visitem-me, Gostem, Comentem!
11/12/10
REALIZADORES: Saltitar em géneros
Tim Burton (Terror ou drama / Comédia ou musical)
Como o pratica:
Um a seguir ao outro, com um a dois anos de intervalo.

A sua imaginação não se limita aos cenários sombrios ou estilos góticos. Vai muito para além desse visual. Burton gosta de misturar a escuridão de personagens sombrios com outras completamente opostas, explosivamente alegres e coloridas. Isso está omnipresente nos filmes mais light da sua filmografia. Mas quando o terror entra em campo, quase não há espaço para cores (salvo algumas excepções).
2012 Frankenweenie (pre-production)
2012 Dark Shadows (pre-production)
2010 Alice in Wonderland
2007 Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
2005 Charlie and the Chocolate Factory
2005 Corpse Bride
2003 Big Fish
2001 Planet of the Apes
1999 Sleepy Hollow
1996 Mars Attacks!
1994 Ed Wood
1992 Batman Returns
1990 Edward Scissorhands
1989 Batman
1988 Beetle Juice
1985 Pee-wee's Big Adventure
Coen Brothers (Comédia negra / Drama ou thriller)
Como o pratica:
Um de thriller, dois de comédia. Nesta ordem.

Os irmãos Coen são mais conhecidos por fábulas divertidas e deveras bizarras. Alguns filmes mais populares misturam mesmo a vertente mais cómica com a morbidez da morte. Mas todos eles se distinguem bastante bem ao catalogar o "ambiente" da trama. O humor negro está muito presente em quase todos os filmes.
2010 True Grit (post-production)
2009 A Serious Man
2008 Burn After Reading
2007 No Country for Old Men
2004 The Ladykillers
2003 Intolerable Cruelty
2001 The Man Who Wasn't There
2000 O Brother, Where Art Thou?
1998 The Big Lebowski
1996 Fargo
1994 The Hudsucker Proxy
1991 Barton Fink
1990 Miller's Crossing
1987 Raising Arizona
1984 Blood Simple
Roland Emmerich (Histórico / Catástrofe)
Como o pratica:
Ano após ano, apesar de por vezes por forma irregular.

Apesar de os intercalar de certa forma, nuna fez dois filmes não-contemporâneos de seguida. Ao contrário dos filmes "destroy", que segue do ID4 para Godzilla como quem muda a camisa. A verdade é que esses "épicos históricos" são apenas para disfarçar o amor que Emmerich tem pela catástrofe. Se não houvesse mais do que desastres, quem teria pachorra para esperar pelo seu próximo filme?
2011 The Zone (Cancelado. Espera-se outro deste género em substituição)
2011 Anonymous (post-production)
2009 2012
2008 10,000 BC
2004 The Day After Tomorrow
2000 The Patriot
1998 Godzilla
1996 Independence Day
1994 Stargate
1992 Universal Soldier
(...)
Steven Spielberg (blockbuster / drama)
Como o pratica:
De tempos a tempos, No mesmo ano. Para a silly season (Verão) e época de Óscares (Fim do ano).

Ele é um indivíduo curioso. Frequentemente absorto em F-C, Spielberg contém um peculiar sentido de mercado.
Por vezes vai rodando no rumo a dar na sua carreira, experimentando diversos géneros, por outras lança em dose dupla num mesmo ano. O objectivo é atacar em duas frentes: O Box-Office e os prémios da Crítica. Acontece de tempos a tempos, como em 89, 93, 97, 2002 e 2005. Nem todos eles foram bem sucedidos nos Óscares, mas os seus “gêmeos” tiveram boa recepção junto da bilheteira...
A próxima dose-dupla pode conter War Horse e Tintin (Uma história da Primeira Guerra Mundial e um apetecível sugador de Box-office).
A aposta no biopic sobre Lincoln que está deveras atrasada poderá muito provavelmente arrastar consigo um blockbuster no mesmo ano.
Filmografia seleccionada:
2005:War of the Worlds / Munich
2002: Minority Report / Catch Me If You Can
1997: JP2-Lost World / Amistad
1993: Jurassic Park / Schindler’s List
1989: Indiana Jones & the Last Crusade / Always
Robert Rodriguez (infantil / acção)
Como o pratica:
De forma irregular. Intercala quase sempre aos pares de género.

A sua cabeça varia entre o comicamente infantil e o totalmente desvariado.
Se bem que os Spy Kids resultaram relativamente bem no box-office, o Shark boy & Lava girl apagou-se nas areias movediças de Hollywood. Mas o espírito gore dá-lhe mais ‘pica’. Entre os melhores exemplo, temos Planet Terror e From Dusk Till Dawn.
2011 Spy Kids 4: All the Time in the World (filming)
2010 Machete
2009 Shorts
2007 Planet Terror
2007 Grindhouse - segment "Planet Terror"
2005 The Adventures of Sharkboy and Lavagirl 3-D
2005 Sin City
2003 Once Upon a Time in Mexico
2003 Spy Kids 3-D: Game Over
2002 Spy Kids 2: Island of Lost Dreams
2001 Spy Kids
1998 The Faculty
1996 From Dusk Till Dawn
1995 Four Rooms (segment "The Misbehavers")
1995 Desperado
1992 El mariachi
10/12/10
08/12/10
Memórias de Infância - II

Numa altura em que não morava com uma papelaria logo ao lado e tinha de percorrer um quilómetro e tal para comprar alguma revista, a TvGuia era o mais próximo que eu tinha das informações de cinema (sim, riam-se hoje...). A minha parte preferida eram as páginas centrais, com duas videocapas de filmes em destaque nessa semana. Na maior parte das vezes com uma estreia, logo obviamente, um filme para eu gravar... Por vezes a revista dava um especial videocapas (no final do ano ou no verão) com múltiplas capas de filmes que estrearam desde então. O mais xunga é que essas capas ficavam frente e costas umas nas outras, desde já inviabilizando a utilização de uma delas.
Depois descobri a Tv7Dias. Mas a Tv7Dias daquela altura não tinha NADA A VER com a que actualmente se compra nas lojas (esta e todas as outras). Hoje as revistas ditas "de televisão" são basicamente uma Nova Gente ou uma Caras com programação TV. Mas naquela altura, há já 15 anos, o cinema preenchia bastante daquelas páginas, com estreias, notícias e informação sobre bastidores. E as capas, as videocapas da Tv7Dias eram um must! Sim, porque deixei logo de comprar a TvGuia, que tinha umas capas foleiras, com uma foto em tamanho grande a fazer de parte da frente e uma cor básica-padrão que deixavam muito a desejar na videoteca. As da então concorrente eram texturadas, com degradés e imagens retiradas dos posters orginais! Que delícia era ter umas lado a lado e comparar. Era então lógico que na prateleira os logotipos da Tv7Dias surgiam nas lombadas das cassetes em maior número que as da TvGuia.

Exemplo típico de videocapas da TvGuia e Tv Mais: Reparem no pormenor para recortar e colar na lombada da própria cassete!
Entre uma e outra, a minha decisão era sempre difícil. Nas papelarias, os meus dedos desviavam-se sempre para as páginas centrais, comparando o que cada uma delas tinha, para assim decidir qual compraria nessa semana. Por vezes lá levava as duas para casa.
Alguns anos depois apareceram umas "esquisitas", também com videocapas, que me levavam a comprá-las. Recordo-me agora da NOVA, com capas medianas mas com filmes diferentes das que tinham nas outras (naquela altura que eu gravava tudo o que dava na TV).
Mas havia características especiais que as diferenciavam: As listas de filmes que iriam surgir nos próximos tempos. A Tv7Dias publicava na revista da primeira semana de cada mês uma lista infindável de todos os filmes que iriam estrear nesse mês. Façam uma pausa comigo e repitamos em voz alta: "Havia uma lista com TODOS os filmes do mês"! Era numa altura que nos era garantida a estreia dos filmes programados. Incrível, como passado mais de uma década só se veja nas programações "Filme a designar" para o dia seguinte (e mesmo no próprio dia)... As televisões foram para um buraco sem fim. Enfim, recapitulando, essa famosa lista incluía os filmes de todos os dias dos quatro canais. Era a solução ideal para poder esquematizar mensalmente os filmes a gravar. Assinalava na revista com uma caneta os filmes que queria e guardava aquelas páginas até ao fim do mês. Era uma alegria quando nessa quase-lista-telefónica encontrávamos filmes que pulávamos de contentes por estrearem na TV, ou penosamente contar as repetições que iriam passar num determinado período (como o Natal ou a Páscoa e os seus E.T.'s, Ben-Hur's e Sozinho em Casa).
Emoção semelhante era quando a TvGuia tinha o hábito de anunciar as "compras" das televisões para a rentrée televisiva, com estreias absolutas até ao Ano Novo. Eu ficava de queixo caído quando via em letras gordas aquele filme que todos falavam ir passar no Canal 1...
Juntamente com todas estas cassetes pacientemente acumuladas e organizadas que lá tenho em casa, hoje ainda lá mantenho escondidas num recanto duas pastas arquivadoras com videocapas que ia recolhendo de todas as revistas da altura. Perdi a conta pelas 700 e depois perdeu a piada. Hoje com o ficheiro digital, aquilo é mero "lixo", papeluchos sem interesse. Mas nem por isso me leva a deitar aquilo fora.
(Continua...)
Não percam as minhas criações artísticas e à la MacGyver para criar videocapas, no próximo "Memórias de Infância III"
06/12/10
Anjos na tela...?
São actores com uma certa apetência para papéis de maus, daqueles que se entranham num actor de tal modo que associamo-los a estereótipos. È como ver Will Smith ou Harisson Ford como “heróis da fita”.
Ora há aqui alguns que estão a confundir-me o chip, três deles que olho para eles e sai-me um sorriso, apesar de nos últimos 15 anos fazerem quase sempre de sacanas e filhos da mãe, vulgos “vilões”.
Reuni estes três nomes graças ao primeiro trailer de Green lantern, com Peter Sarsgaard no papel do vilão. Vê-lo desfigurado deu-me um curto-circuito e fez-me rever a minha opinião sobre algumas ideias erradas.
Peter Sarsgaard fez há pouco tempo o Knight & Day. E teve a sua grande aparição ao mundo como o cabr*o do Boys don't cry. Mas eu memorizei-o com Garden State, aquela pequena pérola de Zac Braff. Ele faz de melhor amigo do principal e fascinava-me aquela interpretação estranha e peculiar. Esse modo de representar não o largou nunca e é até sua imagem de marca. Usou entretanto isso nos seus papéis vilanescos, mas a minha conotação de nice guy estava já feita.
Kevin Bacon é o segundo. Apesar de coleccionar papéis-tipo de antagonista em filmes como JFK, A Few Good Men, Sleepers, Wild Things, Hollow Man e brevemente como o vilão principal de X-Men: First Class, Bacon começou a carreira como o Bonzinho. Mas lá está, há um filme (guilty-pleasure!) que arranha esta filmografia: Tremors, ou Palpitações por aqui. Este filme acumula um crescendo de carreira que culmina no seu auge heróico, provavelmente seu ponto de viragem para o Lado Negro. Há outros que sobressaem positivamente: Footloose , ou She's Having a Baby marcaram-me também... Kevin Bacon é um tipo fixe!
Para terminar há um mais desconhecido do grande público. De nome pelo menos, já que o seu rosto é facilmente identificável: David Morse.
Esteve em Disturbia, 16 Blocks, The Negociator, Long Kiss Goodnight e The Rock. Todos eles de velhaco... E como é que eu o recordo? Como o afável pai de Jodie Foster em Contact. É essa a cara que me recordo, o sorriso de um pai que desaparece precocemente.

Por vezes sou mesmo surpreendido por algum twist ou revelação de que “é o traidor!”, apesar de ser o último a dar-me conta disso. Exemplo disso é o Flightplan, quando a minha mulher me diz que o Sarsgaard é o culpado apesar dela nunca ter visto o filme. E porque conclui assim, perguntei eu. “Porque ele faz sempre de mau!”. Ya, lógico… Eu deveria ter mudado o chip.
Poderão interpretar Hitler, Vader ou o Predador, mas eu sempre sorrirei ao vê-los na grande tela.
04/12/10
100 GREATEST HITS OF YOUTUBE IN 4 MINUTES
Eu pessoalmente conheço um terço do que está editado. Quem tiver paciência, coloque nos comentários os links dos respectivos vídeos. Ofereço cabaz de Natal...
01/12/10
Memórias de infância - I
-"Então e o Tom Cruise ganhou o Óscar?",
-"Meu, esse filme nem sequer esteve nomeado..."
-"Ah e o Spielberg?",
-"Ele nem fez filmes este ano, pá".
Paciência de santo, era o que era...
Era também eu aquele que ia para o autocarro com cassetes VHS no bolso do casaco (e lembrem-se do tamanhão daquelas coisas!) para emprestar filmes a amigos da escola. Alguns nunca mais voltei a recuperar, erro que voltava a cometer aquando da popularização do DVD...
A infância é tramada. Principalmente para quem estava a embrenhar-se cada vez mais na cinefilia, despoletada pela gigantesca colecção de cassetes encafuadas numa caixa que o meu pai tinha trazido de França (onde eu nasci e passei lá os meus primeiros 8 anos da minha vida). Ao voltarmos para Portugal - e o meu pai viria meio ano depois, ficando para vender a casa e tratar de burocracias - os filmes legendados eram algo confuso para mim. Sim, como todos sabemos, os franceses vêem (ouvem) tudo dobrado na sua língua. Logo, as legendas em português eram estranhas para mim.
Nunca tive dificuldades em ler, já que sempre fui ensinado a aprender o português durante a minha infância. Mas se as letras por baixo dos actores a saltitarem de frase para frase era estranho, mais incrível era REdescobrir as verdadeiras vozes de actores tão famosos como Stallone, Harisson Ford ou Schwarzenegger. Não sabem o que é ter crescido e amado filmes como Rambo 2, Indiana Jones e o Templo Perdido e Regresso do Jedi com uma voz na cabeça e depois revirar por completo essa noção. O filme ganhava nova dimensão.

"O meu vídeo, hoje kinado. RIP"
E relembrando a maratona dos anos que se seguiram: Após estar já habituado ao nosso "sistema" de legendas, tratei de regravar por cima de cada filme dobrado com a versão inglesa e legendada em PT. Logo me deparei com gravíssimas dificuldades e muitas vezes fiquei arrependido de ter feito tal coisa: Ao contrário das cópias limpas que apresentavam as francesas (sem o logotipo do canal, sem publicidades e em letterbox), por cá eram os inevitáveis anúncios intrometidos, o logotipo do Canal1 e mais tarde, os rodapés informativos das TV's privadas. Mas após essa maratona, apareceu-me outro calvário: Recuperar todas essas cópias VHS em DVD, coisa que ainda não terminei nos dias de hoje. Faltarão alguns clássicos dos anos 80 para ficar satisfeito. Apesar deste novo desafio, é de fazer uma enorme ovação ao aparecimento do DVD, não é?
"A minha Colecção VHS que enchem o armário. Hoje no abandono, mas nunca esquecida... "
Mas no início dos anos 90, o meu fiel amigo era o VideoGravador. Perdi-lhe a conta de quantas vezes rodou as centenas cassetes que ainda hoje lá tenho guardadas (e que não faço questão de me livrar delas). Desafios, hobbie ou por vezes missão impossível era apanhar os filmes que me interessavam e assim poder juntá-los à colecção.
Era o Robocop a passar à meia-noite e a minha mãe mandar-me ir para a cama às 22h, ainda numa altura que eu tinha onze aninhos... Ficava frustrado, obviamente, já que nunca tinha visto o filme e obviamente estava interessado em gravá-lo em cassete (para mais tarde poder vê-lo vezes infinitas durante as tardes livres). Mas eu tinha sempre solução: Antes de me ir deitar, pedia disfarçadamente ao meu irmão (que é mais velho que eu, logo, podia ficar até mais tarde) para gravar por mim, comunicando por gestos e códigos como o fazer. Por vezes, quando já todos se tinham deitado e largado a televisão, tinha a liberdade de programar o VHS em modo automático e gravar a uma certa hora. Todos os filmes da saga Elm Street foram vistos programando-o para as tantas da noite. Ou era o Tubarão gravado pelo meu irmão e de manhã ele contar-me que a cassete não chegou e tinha cortado o final... Ou melhor que isso: A Máscara em estreia na TV gravado numa cassete de 180 minutos que já continha um filme curtinho e gravaria a seguir a esse, mas que mesmo assim as contas saíam furadas e tinha de tirar a cassete à pressa a meio do filme para trocar para uma outra (ficando assim com o filme partido ao meio).
Desses exemplos ainda foram bastantes, para desespero meu. Pior mesmo são as experiências que eu tinha com a TVI em meados de 1996, quando os filmes da madrugada eram suposto passar a uma certa hora e o vídeo estar preparado para arrancar com uma gravação automática. Era marcado por mim à hora prevista na programação, ir-me deitar descansado e no dia seguinte deparar-me com as televendas (o filme é cancelado), com outro filme (sim! Eles faziam isso!) ou com uma novela de duração olímpica, com episódios extra que duravam horas a mais, que provocava assim o atraso do filme em questão. Resultado: Mais um filme gravado a meio.
Situações que me foram criando cabelos brancos, para raiva minha.
Outros obstáculos que me impediam de gravar tudo o que pudesse era quando nos domingos à tarde, as televisões apostavam nos filmes em estreia. Quando dois filmes eram exibidos ao mesmo tempo, em canais diferentes, ficava a difícil decisão de escolher qual o filme a gravar (e para azar meu, por vezes acontecia a triplicar, com a RTP1, SIC e TVI em grande). Ficava assim esperando alguns aninhos pelo filme que teria ficado de lado, na esperança que voltasse a passar em horas decentes. Mas este empecilho mudaria de figura quando o meu irmão comprou um vídeo para ele e eu lhe pedia para gravar o "outro filme". Era o dois-em-um, qual "sessão dupla", que me deixava com um brilho nos olhos.
Isso levava-me inevitavelmente à regular procissão ao Modelo para comprar cassetes virgens, umas mais baratas que outras, de 120mns e 180mns conforme a duração dos filmes visados. Ficava a contá-las, por vezes ter de deixar alguns filmes de lado e gravar outros mais sonantes.
(Continua...)
Não percam as minhas divagações sobre videocapas e revistas no próximo "Memórias de Infância II"
