28/11/10

Vem aí um "livro" de memórias!




A nostalgia bateu bem forte e relembrar agora todos aqueles momentos de deleite passados em frente ao agora velhinho VHS, é algo regular na minha memória.

Propus-me em revelar estas experiências, os momentos e situações que me dificultavam a descoberta do cinema, ainda eu tinha 8 anos. Foi uma aprendizagem gradual, por vezes desesperante como contarei em breve e que hoje é um alicerce fundamental para a minha estima ao cinema.


Não percam a partir de 1 de Dezembro, um capítulo a cada semana sobre as minhas "Memórias de Infância"!

25/11/10

BLOCKBUSTERS QUE FRACASSARAM



(Desilusões de bilheteira: Quem e porquê)
O box-office costuma ser injusto, imperdoável e implacável. Grandes filmes, épicos, clássicos dos dias de hoje, cult-movies ou apenas peças de curiosidade vão debatendo-se para recuperar alguma glória perdida após esse falhanço nas receitas. Após alguns anos, devido ao fraco desempenho nas bilheteiras, esses ficam num estado de ‘limbo’ entre o esquecimento ou o merecido reconhecimento. Muito já se falou nos maiores fracassos da história do cinema. Ishtar, Heaven's Gate ou Cutthroat Island. Mas há outros filmes, pesos-pesados que não bateram tão fundo mas ficaram gravemente lesados no seu ego. Uns mais que outros perderam dinheiro. Mas mais que isso, perderam a credibilidade de serem vistos com bons olhos futuramente. Infelizmente, esperam-se deles números que correspondam a uma estimativa calculada, para os grandes títulos de cada ano. Os lugares de topo disputam-se por entre 4 a 5 títulos, mas alguns partiam assumidamente como cabeças-de-lista para se tornarem campeões de box-office doméstico (EUA e Canadá) mas que se espalharam redondamente. Como todo e qualquer número nestas andanças dão maior relevância à facturação caseira, dita norte-americana, alguns ficam lesados apesar de gerar bons resultados pelo resto do mundo. Apesar disso, as contas finais acabam por pagar o prejuízo graças aos DVD’s, direitos televisivos, merchandising, etc.
Mas dos vencidos não reza a história. Os lugares do pódio lá se foram... Bons ou maus, vamos relembrar os Flops ou desilusões económicas dos últimos 20 anos.

(1990) Back to the future 3
Orçamento $40 milhões
Bilheteira $87 milhões

O que se previa:
25 de Maio 1990. Data privilegiada para os blockbusters. Logo com este, conclusão de uma trilogia que tinha provado a sua eficácia com os seus antecessores, grandes sucessos de bilheteira. Não tinha concorrência nessa semana, apenas se esperava que Totall Recall não fizesse grande mossa no fim de semana seguinte.
O que falhou:
Filmado “back-to-back” com o segundo e com apenas alguns meses de diferença na estreia, talvez aborrecesse os espectadores de tanta volta para frente e para trás. Aconteceu o mesmo com os Matrix. Fora dos 10 primeiros, com o Home alone e o Ghost a dominar.



(1991) Hook
Orçamento $70 milhões
Bilheteira $119 milhões

O que se previa:
Semanas antes do Natal, com inúmeras estreias programadas mas nenhuma de notoriedade como este. Obra anunciada há muito pelo mago Spielberg, esperava-se magia, divertimento e dólares, muitos dólares.
O que falhou:
Spielberg encalhou no projecto com um estilo demasiado infantil, mesmo para as crianças. Os críticos acusaram-no disso mesmo. Exagerou na dose familiar e isso repercutiu-se nas bilheteiras. Os recordes de antigamente não estavam nem perto para um nome como Spielberg.



(1992) Alien3
Orçamento $50 milhões
Bilheteira $55 milhões

O que se previa:
Entalado entre Sister Act e Lethal Weapon 3, esperava-se uma feroz e corajosa vitória desta obra F-C oposta à concorrência. Era a sequela de um sucesso de bilheteira e pouco mais se sabia até à estreia.
O que falhou:
6 anos após o Aliens de Cameron, regressa a saga nas mãos de um realizador “estranho” e visionário. O público não queria nada disso e mandou-o às urtigas. David fincher vingou-se mais tarde com Seven e acabámos proclamando-o realizador de culto.



(1993) Last Action Hero
Orçamento $85 milhões
Bilheteira $50 milhões

O que se previa:
O grande filme de acção do ano. Esperava-se o céu como limite. O Blockbuster por excelência trazido por John McTiernan (habituado aos êxitos de bilheteira) e o regresso de Schwarzenegger num novo filme após o bombástico T2.
O que falhou:
Muito sucintamente: Estrear uma semana após Jurassic Park foi uma péssima ideia. Está dito.



(1994) Beverly Hills cop 3
Orçamento $50 milhões
Bilheteira $42 milhões

O que se previa:
Outro filme com data privilegiada (finais de Maio) com um dos nomes sonantes da comédia norte americana. Eddie Murphy coleccionava até então sucessos uns atrás dos outros. Não era este que falharia, após o primeiro e segundo Caça-polícias funcionar na perfeição, certo?
O que falhou:
Errado. Maverick e The Flinstones “fizeram-lhe a folha” em poucos dias de projecção. Com o enorme sucesso dos dois anteriores, não se esperava tal queda. Juntando-se a má qualidade da obra e o esmagamento da crítica, Eddie Murphy ditaria aqui a sua travessia no deserto por um par de anos...
(Menção Honrosa: The Specialist)



(1995) Waterworld
Orçamento $175 milhões
Bilheteira $88 milhões

O que se previa:
Já não se previam bons resultados quando o orçamento ia escalando ferozmente para números astronómicos. Mas a fé de poder cobrir as despesas graças à dupla que nos trouxe Robin Hood era sólida.
O que falhou:
Filmagens aquáticas nunca foram boa aposta, é regra em Hollywood. A crítica ajudou a afundar o filme com palavras injustas e gritos de guerra exagerados. E sim, o facto de estrear como o filme mais caro de sempre já o tornava à partida um fracasso anunciado. Mas não o foi ainda mais porque as receitas foram medianas, longe do buraco que se previa.
(Menção Honrosa: Judge Dredd)



(1996) Eraser
Orçamento $100 milhões
Bilheteira $100 milhões

O que se previa:
Acção ‘non-stop’ com Arnold Schwarzenegger parecia ser uma aposta segura. Com um orçamento musculado e um investimento visível em efeitos digitais de última geração, bem poderia resultar em bons números no Box Office.
O que falhou:
Já uma semana antes da sua estreia, outro nome seguro falharia redondamente nas bilheteiras: The Cable Guy com Jim Carrey anunciava uma crise no “Star System”. Porque Schwarzenegger nunca mais iria atingir o topo do Box Office após Last Action Hero? Má escolha de projectos ou apenas mudanças de gostos do público, Schwarzie não iria ser mais um nome seguro e rentável economicamente. Ou porque os filmes de acção não eram mais apostas seguras a partir dali...
(Menção Honrosa: The Cable Guy)



(1997)Batman & Robin
Orçamento $125 milhões
Bilheteira $107 milhões

O que se previa:
O Morcego estava favorecido entre o público após o sucesso de Batman Forever. Novos aliados, novos vilões (E o nome de Schwarzie, novamente na lista), efeitos visuais de primeira água. Esperava-se o topo. O que poderia falhar?
O que falhou:
Único candidato a destronar Jurassic Park 2, Batman espalhou-se por completo ao se apresentar com mamilos no fato, diálogos ridículos, e uma Batgirl irritante. Tudo montado para se tornar o pior filme do ano.



(1998)Godzilla
Orçamento $130 milhões
Bilheteira $136 milhões

O que se previa:
O filme que se esperava ansiosamente. O remake do monstro japonês era o que faltava aos americanos. Roland Emmerich encarregou-se de tudo, após oferecer Independence Day dois anos antes. Insistia-se que “O tamanho importava”, dimensões tanto no bicho como na destruição em seu redor. Era um ‘Big Budjet’ para um ‘Big Bang’ de duas horas.
O que falhou:
O filme não correspondeu ao mediatismo que provoca no oriente. Mau filme, péssimos actores e a acção não é suficiente para fazer esquecer as incongruências do argumento. Mesmo com os resultados arrecadados (devido à monopolização de salas dessas semanas), era a partir desta data que o CGI e toda a panóplia de efeitos visuais seriam vistos não como uma ferramenta mas também como um empecilho artístico.
(Menção Honrosa: The Avengers)



(1999) Wild Wild West
Orçamento $170 milhões
Bilheteira $113 milhões

O que se previa:
O filme sucessor da dupla Sonnenfeld/Smith após o êxito de Men In Black. Era também a adaptação de uma famosa série TV dos anos 60. Era garantida uma óptima posição na tabela (sim claro está, atrás do episódio 1 de Star Wars).
O que falhou:
Obviamente não correspondeu aos milhões esperados. WWW não é MIB. Western com macacadas futuristas não é o mesmo que usar extraterrestres numa comédia. Ou mesmo ter Kevin Kline num lugar de destaque era arriscadíssimo. A crítica também não foi benevolente, acusando-o de blockbuster mesquinho e sem jeito. Quem hoje se lembra deste filme?



(2000) Mission to Mars
Orçamento $100 milhões
Bilheteira $60 milhões

O que se previa:
O primeiro blockbuster do ano. A odisseia espacial trazida por Brian de Palma esperava abrir o Box Office em grande forma num mês de Março, com a ‘silly season’ ainda longe.
O que falhou:
Logo num início de ano que nos States estava a começar mal, com números difíceis para muitos outros filmes. Foi um mau ano para o Box Office. 2000 era uma nódoa que não se esperava em resultados tão frutuosos doas anos anteriores, que vinham consecutivamente batendo recordes anuais. Com o público enganado, Brian de Palma prometia muito. Num filme sem um "cabeça-de-cartaz" forte, acabou por dar muito pouco. A odisseia a Marte parou nos 60 milhões.



(2001) Pearl Harbor
Orçamento $140 milhões
Bilheteira $198 milhões

O que se previa:
Michael Bay queria repetir o sucesso de Armageddon. Apostava ainda mais nos efeitos visuais, nas explosões, em Ben Affleck e num drama ainda mal cicatrizado datado de 1941. O filme de referência desse Verão.
O que falhou:
Uma semana antes dele estreava Shrek. O público infantil não era o alvo preferencial deste épico de guerra. Na semana seguinte estaria The Animal e Swordfish, obras que normalmente não fazem mossa. Então o que falhou? Com uma tremenda lamechice romântica num triângulo amoroso mal amanhado e a longa duração do filme que matou a obra. Típico Blockbuster sem alma, era constantemente comparado (com as devidas reservas) a Titanic. Falava-se em bater o seu recorde. Banalidades. Apesar do lucro obtido, esperava-se pelo menos atingir o primeiro posto do Box office e tornar-se no filme mais rentável do Verão. Nem às duas centenas de milhões chegaria.



(2002) Men in Black II
Orçamento $140 milhões
Bilheteira $190 milhões

O que se previa:
Mesmo caso que o anterior, o objectivo era ser campeão de bilheteiras. Repetir a fórmula que resultara tão bem em 1997, com mais e melhores efeitos visuais. Sempre os efeitos a dar argumentos para uns milhões...
O que falhou:
O filme nem foi um fracasso, tendo-se até portado bem nas bilheteiras. Mas para quem queria ser campeão, não teve argumentos suficientes para o Spiderman, Lord of the Rings, Sar Wars e Harry Potter. 4 nomes de peso. Ah e também Austin Powers. E outros mais...



(2003) T3: Rise of the Machines
Orçamento $200 milhões
Bilheteira $150 milhões

O que se previa:
Seria o regresso do extreminador implacável 12 anos após a obra-prima de James Cameron. Já isto era argumento suficiente para fazer valer nas salas.
O que falhou:
O próprio facto de ser a prometida sequela de um filme de qualidade inatingível, tornava-o num peso-bomba a um blockbuster que prometia prosseguir a franchise. Mas foi com a mudança de realizador que ditou logo o fracasso. Após isto, acabou por ser rotulado pelo MPAA como R – restricted, Schwarzenegger levava consigo 30 milhões de dólares em ordenado e a concorrência dos Piratas das Caraíbas uma semana depois também não foi fácil de engolir.
(Menções Honrosas: The Hulk e Matrix Revolutions)



(2004) Van Helsing
Orçamento $160 milhões
Bilheteira $120 milhões

O que se previa:
Stephen Sommers vinha dos sucessos da Múmia e sua sequela. Em cartaz, Hugh Jackman AKA Wolverine a mostrar o seu potencial e três antigas pérolas do cinema de terror dos anos 30 a regressarem num só filme. A Universal apostava no Jackpot.
O que falhou:
Nem sempre Maio é sinónimo de lucro garantido... Vale também pela qualidade apresentada. Arrasado pela crítica, o filme é só barulho. Remniscências de outro fracasso chamado Liga dos Extraordinários Cavalheiros.
(Menção Honrosa: Troy)



(2005) King Kong
Orçamento $207 milhões
Bilheteira $218 milhões

O que se previa:
O sonho de infância de Peter Jackson tornava-se realidade. Filmar King Kong foi prontamente aceite pelos estúdios após ter no seu currículo o mega-épico do Senhor dos Anéis. Era também importante reviver o clássico do gorila gigante fazendo esquecer o penoso remake de 1976.
O que falhou:
Sem adversários no mês de Dezembro, esperava-se passar os 300 milhões. Mas as Crónicas de Narnia foi uma surpresa inesperada. No essencial, a crítica gostou da obra de Peter Jackson e o remake foi bem sucedido. Menos mal...



(2006) Superman Returns
Orçamento $270 milhões
Bilheteira $200 milhões

O que se previa:
Após surpreender com os mutantes X-men, Brian Singer disse que traria o herói como sequela directa de Superman que Richard Donner realizara em 1976. Para fazer esquecer as sequelas abomináveis que se seguiriam. Não esquecendo, Singer abandonaria o cargo de realizador de X-men 3 para rodar este filme. Havia uma aura de génio no ar.
O que falhou:
Um Super-Homem filosófico a roçar o religioso, fazia alguma comichão a quem queria um super-herói à antiga, quando o público esperava mais acção, mais calibre. Pior que isso é ser mais outro dos sofredores às mãos dos Piratas das Caraíbas.
(Menção Honrosa: Poseidon)



(2007) The Golden Compass
Orçamento $180 milhões
Bilheteira $70 milhões

O que se previa:
As histórias de mundos fantásticos imaginários e adaptações de livros juvenis, com feiticeiros, animais falantes e monstros da Idade Média estava no seu auge. Era grande a expectativa de suceder à trilogia Lord of the Rings. Um grande elenco e efeitos visuais de categoria davam-no como aposta segura.
O que falhou:
Tremendo flop, pois o público preferiu I am Legend e Alvin & the Chipmunks, deitando abaixo qualquer hipótese de lavar a cara nas outras plataformas como o DVD. Apesar de fazer 300 milhões no resto do mundo, não foi argumento suficiente para evitar a falência da New Line, a sua distribuidora. E com isto anunciou a quebra de confiança nos filmes de fantasia juvenis.



(2008) Speed Racer
Orçamento $120 milhões
Bilheteira $43 milhões

O que se previa:
Adaptação da famosa animação dos anos 60, trazida pelos criadores da saga Matrix. Prometiam efeitos visuais inovadores e entretenimento para toda a família. Com a certeza de que não deixariam ninguém de fora como com os seus anteriores filmes, rotulados com R – Maiores de 18 anos. Não se esperava o topo do ranking, mas pelo menos ultrapassar os valores de produção.
O que falhou:
Iron Man arrasou tudo à sua passagem, levando consigo não só a sequela de Crónicas de Narnia, como também o espectáculo delirante dos irmãos Wachowski. Por vezes o Box Office faz destas coisas inesperadas ou apenas inexplicáveis.



(2009) Terminator Salvation

Orçamento $200 milhões
Bilheteira $125 milhões

O que se previa:
Mais um filme da franchise, finalmente centrado na era apocalíptica do futuro. Mais uma produtora independente a pegar na série, tentando dar-lhe um rumo. É a única grande franchise de Holywood a não pertencer aos grandes estúdios. Apesar disso, é uma marca cimentada mundialmente. Esperava-se chegar acima dos 200 milhões de dólares.
O que falhou:

Estreia um dia antes do Night at the Museum 2 e uma semana antes de Up. Os pais levam os filhos ao cinema, obviamente escolhem o filme para toda a família. O T4 fica então às moscas...
Isso ou pura e simplesmente desprezo. McG a assinar, muitos torceram o nariz. E principalmente SEM Schwarzenegger, desde então Governador d Califórnia.



(2010) Prince of Persia

Orçamento $120 milhões
Bilheteira $43 milhões

O que se previa:
Mais recente adaptação de um popular videojogo. A herança maldita começada por filmes como SuperMario Bros ou Streetfighter estava prestes a ser quebrada. Era o que eles esperavam conseguir com a nova produção de Bruckheimer, o Rei Midas de Hollywood. Fórmula à la Piratas das Caraíbas e efeitos visuais de primeira categoria davam como certa uma nova franchise para este senhor.
O que falhou:

A silly season começou mal. Não, péssimo. Sex & the City 2 e Prince of Persia estreiam com números muito abaixo do esperado. Estaria o público guardar-se para outros filmes? Nem por isso. Shrek 4 também não saiu favorecido e The A-Team não vingou, apesar da popularidade dos títulos na cultura popular americana (e mundial). Está por explicar como Prince of Persia não se saiu com outros números, já que outros filmes muito piores em qualidade ultrapassaram os seus números. Clash of the Titans e The Last Airbender ficaram-se a rir da novela...

24/11/10

2012 com Hans Zimmer

"If world is going to end in 2012, it should end with Hans Zimmer scores in background"
Neverald in Youtube

22/11/10

Tremors sculpt, by Trapjaw

Descoberto no Deviantart. Incrível escultura de uma cena de Tremors (Palpitações). Isto merecia ser comercializado!




"I sculpted Burt Gummer. The Graboid was done by Jon Stevens. This was my first likeness sculpt."

©2008-2010 ~Trapjaw
Burt Gummer vs Graboid (aka dirt dragon)

19/11/10

T2 é tema de conversa

É oficial.
Conheci esta semana alguém que confessou não gostar do Terminator 2.
Sim, concerteza que devem estar de queixo caído, tal como eu.
A sua versão é "Acho o filme muito fantasioso". WTF?? 'Cinema', diz-te alguma coisa??
Pronto OK, gostos não se discutem. Mas olhem que nunca pensei conhecer tal pessoa (já tratada a martelo, assim, tipo, com uma mocada das valentes!), espero que esse efeito degenerativo a filmes de qualidade seja caso único! ;)

17/11/10

Copy / Paste

Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma... (LAVOISIER)


Jet-Pack
Um foguete nas costas como engenho pessoal voador.
Iron Man não conta, porque sai-lhe dos pés e das mãos!



Thunderball
James Bond nos ares, na aventura marcada pelas sequências submarinas. Q estava genial, como sempre.



Star Wars
Boba Fett é o mercenário mais cool do Universo. Agora que há esses mercenários do Stallone, pode ser que o caçador de prémios lhes dê umas lições de... voo!



Rocketeer
A Segunda Guerra Mundial foi rica em inovações tecnológicas e militares. E também nos deu o Neville Sinclair. E a Jennifer Connelly. Perdão, falemos deste filme...



Robocop 3
O declínio de um herói. Parte polícia, parte robô, acabou por ser parte ridículo. As ideias ficam bem em papel, mas tudo depende de quem as leva à tela.



Toy Story
Buzz Lightyear voa, mas apenas nos videojogos. Ou "cai, com estilo"...



Jingle all the way
Turbo Man é o presente mais apetecível do Natal. E Schwarzenegger faz de tudo para não aborrecer o "futuro Darth Vader"...!



Minority Report
Tom Cruise vai ter de escapar à Polícia Pre-Crime, todos eles munidos de uns jet-packs bem barris. Mas não terá ele feito batota?



Kick Ass
O supra-sumos da artilharia. Comprada pelo ebay ou Amazon, sei lá, faz as delícias da rapaziada.

13/11/10

CINEPÉDIA - Movie Packs

O cinema está repleto de expressões invulgares, de uma gíria cinematográfica, vulgo calão. Os artistas e críticos acabam invariavelmente por classificar os clichés cinematográficos com vocabulário...
O uso constante destes engenhos narrativos veio a criar a Cinepédia.





MOVIE PACKS
A cada geração, um punhado de actores destaca-se pela sua camaradagem, pelo seu espírito boémio e pela sua marcante presença colectiva em tela. A cada um deles resultou num grupo vagamente coeso onde a cada filme em que participavam, os amigos viriam atrás. Em prol da amizade entre esses actores.


Rat Pack

Este “pacote” foi o grupo de actores que iniciou esta alcunha. Era formado por vários ‘entertainers’ populares da década de 50 e 60. Na linha da frente encontravam-se nomes como Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr, Peter Lawford e Joey Bishop. E a vida nocturna em Hollywood que deu azo a comentários na Imprensa, entre copos, diversão e muito mediatismo tornou o grupo francamente carismático. Foram assim graças aos seus filmes, com diversas participações entre uns e outros, que o Rat Pack se distinguiu das restantes estrelas. Filmes como Ocean’s Eleven, Some came Running, Sergeants 3 e Robin and the Seven Hoods são os mais marcantes de entre uma extensa lista.


Brat Pack

Eram os anos oitenta e os “Rat Pack” estavam a desaparecer. A fama ficou mas o grupo extinguiu-se. Com o passar do tempo, deu-se o ascender de uma nova geração. Jovens actores davam nas vistas em filmes frequentemente direccionados para um público adolescente. O termo não tardou a colar-se a estes indivíduos que costumavam representar nos mesmos filmes. Baptizou-se de “Brat Pack”, popularizado pela New York Magazine, para identificar estes novos, talentosos e já ricos actores. Entre eles, destacava-se Rob Lowe, Judd Nelson e Emilio Estevez. O núcleo de um grupo que se distinguia pelos seus filmes ideológicos, cínicos e geracionais dessa década.
Entre dois filmes se criou um mito: The Breakfast Club de John Hughes e St. Elmo’s Fire de Joel Schumacher eram as bases para se conseguir entender esta popularidade. Entre os restantes membros podiam encontrar actores como Demi Moore, Anthony Michael Hall, Andrew McCarthy, Judd Nelson e Ally Sheedy. Eram estes nomes que se cruzavam entre o elenco na grande maioria dos filmes que interpretavam.


Splat Pack

A reinvenção do cinema de terror no novo século trouxe-nos novos filmes de culto e jovens mestres do género, graças a uma colecção de cineastas que desde 2002 têm vindo a produzir e trazer de volta obras ultra-violentas que tão em voga estiveram nos anos 70. O filão do R-rated faz assim parelha com o baixo orçamento. Novamente.
Entre os mais notáveis realizadores, temos Alexandre Aja, Darren Lynn Bousman, Neil Marshall, Eli Roth, James Wan e até Rob Zombie. Criaram filmes e sagas de renome no género, como The Hills Have Eyes, Saw, The Descent, Hostel, entre muitos outros. Embora o reconhecimento e o culto se tenha instalado neste ‘pacote’ do horror, o sucesso comercial no box-office nunca foi especialmente surpreendente, apenas agradável. É esse o objectivo desta parelha, a de trazer o grande público a este tipo de filmes. Grandes desafios, quase impossíveis de concretizar para estes cineastas.


Frat Pack

Actualmente deu-se a uma formação de um novo grupo de amigos que gosta de se reunir em tudo quanto é filme. De um grupo de actores da comédia nasce o “Frat Pack”. De inúmeros sucessos de bilheteira, a comédia deu os seus frutos por um exemplar grupo que desde finais dos anos 90 interagiam entre cada filme do próximo. São eles Ben Stiller, Jack Black, Will Ferrell, Vince Vaughn, Owen Wilson, Luke Wilson e mais recentemente Steve Carell. O “Frat” da alcunha advém do popular filme - e que gerou o culto - Old School (2003), onde a Fraternidade entre esse grupo de amigos fazia a história. Fez também história o que se seguiu, com filmes como The Royal Tenenbaums (2001) Zoolander (2001), Starsky & Hutch (2004), Dodgeball (2004), Anchorman (2004) e Wedding Crashers (2005). O elenco colectivo destes amigos na vida real cria uma empatia que é transmitida para o espectador. Quantas vezes sorrimos quando algum deles aparece num pequeno momento do filme de um outro, como em cameo ou papel extremamente secundário. Quantas vezes nos rimos com a sua afinidade e cumplicidade já tantas vezes demonstradas em filme...


Não confundir com:
Frat Pack era para a Entertainment Weekly a alcunha para distinguir uma geração anterior, de diferentes indivíduos: Leonardo DiCaprio, Ben Affleck, Matt Damon, Edward Norton e Ryan Phillippe. Em meados dos anos 90, estes então jovens actores acumulavam prémios e sucessos de bilheteira. Estes eram para a EW o “Frat Pack”. Mais tarde, com a aparição do grupo de comediantes, a EW cunhou-os de “Slacker Pack”. Mas a popularização do termo “Frat Pack” por outras entidades para descrever os comediantes levou a EW a largar os seus próprios nomes e a entrar na homogeneidade do termo.


Saiba também que...
Movie Brats


Os “Movie Brats” nada têm a ver com o “Brat Pack”, os jovens actores dos anos 80. Ao contrário destes, seriam jovens realizadores de início dos anos 70 a formar esse grupo de “Movie Brats”. A Nova Hollywood dos anos 60 viria a dar os seus derradeiros frutos com realizadores, hoje de renome, como George Lucas, Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Brian DePalma, e Steven Spielberg. Estes nomes são hoje pertencentes à mais marcante geração de realizadores de Hollywood.

Artigo originalmente publicado na TAKE nº10, Dezembro 2008

12/11/10

Adivinha

Momento idiota:

Um homem rouba sinos de igreja e coloca-os num forno.
Qual é o nome do filme?
Assa sinos.

10/11/10

Inversão de argumentos

Inúmeros filmes já passaram pelo rolo da reciclagem, remake, sequela ou pela reimaginação. Mas outra forma subtil de refazer um filme é o de inverter o argumento, dar-lhe um outro ponto de vista. A grande maioria dos filmes apresentados adiante não têm qualquer ligação com o seu par, nem interesse em assumir qualquer semelhança, talvez alguns como puro acaso ou coincidência, mas as suas características de argumento estão à vista.


Guess Who's Coming to Dinner (1967) Guess who

Uma rapariga branca apresenta aos pais ultra-conservadores, o seu noivo de raça negra.
Uma rapariga negra apresenta aos pais ultra-conservadores, o seu noivo de raça branca.
O QUE MUDA:
Raça.


Big - 17 Again

Por magia, um jovem torna-se adulto de um dia para o outro.
Por magia, um adulto torna-se jovem de um dia para o outro.
O QUE MUDA:
Idade.


Vice Versa/Like Father Like Son - Freaky Friday

Pai e filho trocam de corpo.
Mãe e filha trocam de corpo.
O QUE MUDA:
Género (M/F)


Visiteurs - Black Knight/A Knight in Camelot

Indivíduos do século XIV viajam para o século XX.
Indivíduo do século XX viaja para o século XIV.
O QUE MUDA:
Viajar no tempo. E o personagem do mais recente é negro.


Final Countdown - Philadelphia Experiment

Um porta-aviões da era moderna vai parar à época da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente Pearl Harbor.
Um soldado de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial vai parar à nossa época.
O QUE MUDA:
Viajar no tempo 2. A época é respectivamente trocada.


Mr. Destiny - Family Man

Um pobretanas torna-se milionário quando deseja mudar a sua sorte. Mas está sem a sua mulher e cheio de problemas.
Um milionário vê como a sua vida seria se ficasse com a mulher que ama. Pobre, mas com uma família e feliz.
O QUE MUDA:
Capacidade monetária.


Signal - Happening

Toda a gente se mata uns aos outros inexplicavelmente.
Toda a gente se suicida inexplicavelmente.
O QUE MUDA:
A origem da morte.


Leão da Estrela - Lampião da Estrela

Um adepto ferrenho do Sporting vai-se meter em solo portista.
Um adepto ferrenho do Benfica vai-se meter em solo portista.
O QUE MUDA:
Clube. Fanatismo futebolístico.


Liar Liar / Invention of Lying
Um falhado descobre que não pode mentir.
Um falhado descobre o que é mentir.
O QUE MUDA:
Capacidade de poder/não poder mentir.


E.T. / Planet 51

Um jovem terrestre ajuda um extraterrestre a voltar para o seu planeta.
Um jovem extraterrestre ajuda um terrestre a voltar para o seu planeta.
O QUE MUDA:
Planeta.


Coming to America / Back to America (em produção)

Um príncipe vem a Queens NY, encontrar a sua princesa para o seu Reino em África.
Um trabalhador de Queens NY, viaja a um reino em África, ao descobrir que é o herdeiro do trono.
O QUE MUDA:
É só mudar respectivamente os destinos.